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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Confira o que abre e o que fecha neste feriado de Natal em BH

Nesta terça-feira, dia 24, é ponto facultativo, e na quarta-feira, dia 25, feriado de Natal, não haverá expediente na Prefeitura de Belo Horizonte

Nesta terça-feira, dia 24, é ponto facultativo, e na quarta-feira, dia 25, feriado de Natal, não haverá expediente na Prefeitura de Belo Horizonte, de acordo com o decreto 15.420 publicado no Diário Oficial do Município (DOM), no dia 13 de dezembro. Confira abaixo o que funciona durante o feriado.

Abastecimento
- Mercado do Cruzeiro (rua Ouro Fino, 452, Cruzeiro) – Abre na terça-feira, dia 24, das 7h às 14h, e na quarta-feira, dia 25, fica fechado.
- Central de Abastecimento Municipal (rua Maria Pietra Machado, 125, bairro São Paulo) – Abre na terça-feira, dia 24, das 7h às 19h, e na quarta-feira, dia 25, de 7 às 13h.
- Feira Coberta do Padre Eustáquio (rua Pará de Minas, 821, Padre Eustáquio) – Abre na terça-feira, dia 24, das 8h às 19h, e na quarta-feira, dia 25, fica fechado.
- Sacolões Abastecer – Abrem na terça-feira, dia 24, das 7h às 19h, e na quarta-feira, dia 25, ficam fechados.
- Feiras livres – Funcionamento facultativo no dia 24, das 7h às 13h, e no dia 25, facultativo.
- Feiras Modelo – Não funcionam no feriado do dia 25.
- Feira de Orgânicos – Não funciona no dia 25, quarta-feira e, na terça-feira, o funcionamento será facultativo.
- Banco de Alimentos (rua Tuiutí, 888, bairro Padre Eustáquio) – Não funciona nos dias 24 e 25.
- Armazém da Roça (Rodoviária, 2º Piso) – Não funciona nos dias 24 e 25.
- Direto da Roça – O funcionamento será facultativo nos dias 24 e 25, das 7h às 13h.
- Mercado da Lagoinha (avenida Antônio Carlos, 821, São Cristóvão) – Não funciona nos dias 24 e 25.
- Restaurante Popular I- Herbert de Souza- (Av do Contorno 11 484- perto da Rodoviária) não abre no dia 24 e abre no dia 25 para o Almoço de Natal de 10:30 às 14:00h
Restaurantes Populares III e IV – não abrem nos dias 24 e 25.
- Refeitório Popular da Câmara Municipal (avenida dos Andradas, 3.100,) - Não abre nos dias 24 e 25.

Plantão chuvas
- O plantão da Defesa Civil funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive com plantão aos domingos e feriados. Os telefones são o 199 e o 3277-8864.

Limpeza Urbana
- No dia 24, terça-feira, todos os serviços de limpeza urbana serão executados normalmente. Na quarta-feira, não serão realizados serviços de limpeza na cidade.

Equipamentos culturais
- Museu Histórico Abílio Barreto (avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim) - Funciona na terça-feira, dia 24, das 10h às 17h, e na quarta, dia 25, não abre.
- Museu de Arte da Pampulha (avenida Otacílio Negrão de Lima, 16.596, Pampulha) – Fechado nos dias 24 e 25
- Casa do Baile (avenida Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha): Funciona na terça-feira, dia 24, das 9 às 18 horas, e no dia 25, ficará fechada.

Transporte

- As linhas do sistema de transporte coletivo gerenciados pela BHTrans circulam na terça-feira, dia 24, com o quadro de horários de dia atípico e, na quarta-feira, dia 25, com o quadro de horários de domingos e feriados.

Parques

- Parque das Mangabeiras (avenida José do Patrocínio Pontes, 580, Mangabeiras) - Funciona normalmente na terça-feira, dia 24, e na quarta-feira, dia 25, das 8h às 18h. Na segunda-feira, dia 23, ficará fechado para manutenção e limpeza.
- Parque Municipal Américo Renné Giannetti (avenida Afonso Pena, 1.377, Centro) - Funciona normalmente na terça-feira, dia 24, e na quarta-feira, dia 25, das 6h às 18h. Na segunda-feira, dia 23, ficará fechado para manutenção e limpeza.
- Todos os outros parques administrados pela Fundação de Parques Municipais terão funcionamento normal na terça-feira, dia 24, e na quarta-feira, dia 25. Na segunda-feira, dia 23, ficarão fechados para manutenção e limpeza.

Fundação Zoobotânica

- Jardim Zoológico, Jardim Botânico e o Aquário (avenida Otacílio Negrão de Lima, 8.000, Pampulha) – Abrem na terça-feira, dia 24, das 8h30 às 14h. No dia 25 ficarão fechados.
- Parque Ecológico da Pampulha (avenida Otacílio Negrão de Lima, 6.061, Pampulha) – Abre na terça-feira, dia 24, das 8h30 às 14h. No dia 25 ficará fechado.
Postos de Informação Turística
- Centro de Referência Turística de Belo Horizonte Álvaro Hardy – Veveco (avenida Otacílio Negrão de Lima, 855, São Luiz) - Funciona nos dias 24 e 25, das 8h às 17h.
- Posto de Informação - Mercado das Flores (avenida Afonso Pena, 1.055, Centro) - Funciona no dia 24 das 8h30 às 18h30, e dia 25, das 8h às 15h.
- Posto de Informação - Aeroporto Pampulha (Praça Bagatelli, 204, Aeroporto) – Funciona nos dias 24 e 25, das 8h às 17h.
- Posto de Informação - Aeroporto de Confins (Rodovia MG-10 – Confins). Funciona diariamente das 8h às 18h.
- Posto de Informação – Rodoviária (Praça Rio Branco, Centro) - Funciona nos dias 24 e 25, das 8h às 18h.

BH Resolve

- Central de Atendimento Presencial do Sistema de Atendimento Integrado ao Cidadão - BH Resolve não funcionará para atendimento ao público nos dias 24 e 25.
Saúde
- Na terça-feira, dia 24, as UPAs, Hospital Municipal Odilon Behrens, Central de Internação e Samu funcionam normalmente. Os Cersams funcionam conforme escala mínima no horário diurno e com equipe completa no plantão noturno. O Serviço de Urgência Psiquiátrica Noturno funciona normalmente. Os centros de saúde funcionam das 7 às 13 horas com escala mínima da equipe, incluindo estagiários, ACS, agente sanitário, ACE I e II, tendo obrigatoriedade de garantir a realização das atividades de rotina.
- Na quarta-feira, dia 25, as UPAs, Hospital Municipal Odilon Behrens, Central de Internações e o SAMU funcionam normalmente. Os centros de saúde não funcionam. . Os Cersams funcionam conforme escala mínima no horário diurno e com equipe completa no plantão noturno. O Serviço de Urgência Psiquiátrica Noturno funciona normalmente.

Metrô

Nesta segunda-feira (23), os usuários poderão embarcar nas estações Vilarinho, Minas Shopping e Santa Efigênia das 5h15 às 23h20. As outras estações operam apenas para desembarque, após 23h.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Reginaldo Rossi morre aos 69 e o Brasil se despede do 'Rei do Brega'

Cantor tratava de um câncer diagnosticado no pulmão e, desde novembro, estava internado na UTI de um hospital em Recife

Faleceu nesta sexta-feira (20), o cantor Reginaldo Rossi, aos 69 anos, conhecido como o "Rei do Brega" e autor do sucesso "Garçom". Desde 27 de novembro, o compositor estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Memorial São José, em Recife. Na última quinta-feira (19), ele sofreu uma piora no quadro clínico respiratório e realizou uma biópsia de um nódulo na axila. 

Na segunda (9), o cantor já havia passado por um procedimento chamado de toracocentese, que retirou dois litros de líquido acumulados entre a pleura e o pulmão. Ele nasceu no Recife em 1944 e emplacou outros grandes hits como "A raposa e as uvas" e "Leviana". Ele tentou se eleger deputado, mas sem sucesso, e segue com sua carreira na música.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Trem de passageiros entre BH e Inhotim

Proposta para deixar mais charmoso caminho

Grupo de ONGs propõe aproveitar vagões do antigo Vera Cruz para levar passageiros da Praça da Estação e do Belvedere até o centro de arte contemporânea, em Brumadinho


A visita a um dos maiores centros de arte contemporânea do mundo pode ficar mais atraente e charmosa antes mesmo da Copa do Mundo, no ano que vem. Um grupo de organizações não governamentais (ONGs) que luta pela volta do trem de passageiros se articula para pôr nos trilhos projeto que vai ligar por meio do transporte ferroviário Belo Horizonte ao Instituto Inhotim, em Brumadinho, na região metropolitana, destino de mais de 300 mil visitantes ao ano. A proposta da Apito, ONG Trem e Instituto Cidades prevê viagens a partir da Estação Central, na Praça da Estação, no Centro da capital, e de uma futura estação no Belvedere, na Região Centro-Sul.

A primeira rota está pronta e, para funcionar, dependeria somente da reforma dos vagões do Vera Cruz, ao custo de R$ 2 milhões. “Queremos começar a operar o trecho antes da Copa do Mundo”, afirma o presidente do Instituto Cidades, o engenheiro mecânico André Tenuta. Partindo da Estação Central, endereço do Museu de Artes e Ofícios, outra importante casa de cultura, em cerca de 1h20 o trem percorreria 55 quilômetros até a Estação Brumadinho, distante dois quilômetros de Inhotim. Atualmente, o trecho, de concessão da MRS Logística, é usado somente para transporte de carga.

O antigo trem de luxo Vera Cruz levou, entre as décadas de 1950 e 1990, passageiros da capital mineira ao Rio de Janeiro e a ideia era que os mesmos carros voltassem a transportar cerca de 400 passageiros por dia. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que tem a posse das estruturas, assinou este ano termo de guarda provisória com o Instituto Cidades para que a entidade recupere sete vagões situados no pátio da MRS, no Bairro Horto, na Região Leste. O Dnit informa que, para o uso, estuda firmar um termo de cessão de uso ou efetuar a doação dos bens.

“Estamos tentando viabilizar a reforma dos vagões, que serão puxados por uma locomotiva alugada”, diz Tenuta, para quem a retomada do transporte de passageiros pode ajudar a desafogar as rodovias. “Hoje, para chegar ao Inhotim, visitantes enfrentam duas horas de trânsito e congestionamento. O acesso não condiz com o estabelecimento e o uso dos ramais evitaria que esse patrimônio ferroviário se perca com o tempo. Trens transportam de tudo e a sociedade foi excluída desse processo”, afirma. Segundo ele, o bilhete incluiria a entrada ao Museu de Artes e Ofícios, fazendo a conexão entre os dois museus. 

O projeto prevê ainda, futuramente, a construção de uma estação de trem no estacionamento de Inhotim, aumentando em R$ 3 milhões o custo do projeto. Saindo de BH, os visitantes que vão ao Inhotim têm duas opções de trajeto: pegar a Fernão Dias, até o trevo de Mário Campos, ou a BR-040, passando por trechos de estrada de terra. Até novembro, foram 315 mil visitantes. “Poucos espaços no Brasil têm tantos visitantes quanto o Inhotim. Nossa expectativa é poder atender ainda mais gente. Todo projeto relacionado à acessibilidade nos interessa. Sem dúvida, um trem ligando o Centro de Belo Horizonte a Brumadinho seria a melhor forma de chegar até o parque”, afirma o diretor-executivo do instituto, Antônio Grossi.

Nova estação O projeto de ligar Belo Horizonte ao Instituto Inhotim por meio do transporte ferroviário prevê a revitalização do Ramal Ferroviário de Águas Claras para levar ao centro de arte visitantes a partir do Bairro Belvedere, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Seriam 48 quilômetros até o museu, sete a menos em relação ao percurso que parte da Estação Central, no Centro da capital. Não há ainda o levantamento dos custos desta opção, que inclui a construção de uma majestosa estação. “Essa estação poderia atender também o trem metropolitano para Sarzedo, Betim, Contagem”, ressalta Tenuta.

O ramal de Águas Claras é um dos mais visados por projetos que pretendem retomar o transporte ferroviário de passageiros. Um dos estudos feito por uma consultoria para a Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana apontou que seriam necessárias pequenas alterações para viabilizar a ligação entre o Belvedere e o Barreiro. Outra proposta prevê que a linha se estenda até Betim. “A proposta do trem turístico está alinhada com o planejamento da linha entre Betim e o Belvedere e estão sendo desenvolvidos para que os trens possam dividir a linha nos trechos coincidentes”, afirma o coordenador do Programa de Mobilidade da RMBH da Agência Metropolitana, Samuel Herthel.

Para o presidente da Associação dos Amigos do Bairro Belvedere (AABB), Ubirajara Pires Glória, o projeto seria interessante desde que o trajeto ligasse o Belvedere apenas até o centro de arte. “O Inhotim é referência mundial e poderia trazer uma vocação turística ao bairro”, afirma. A ideia, entretanto, da construção de um terminal de trens metropolitanos assusta o representante. “O bairro é 90% residencial. Esses passageiros de Betim e Contagem têm que ir para o Centro e não para o Belvedere. Esse volume de pessoas aqui iria tumultar ainda mais a região”, afirma. 

MRS teme impacto sobre a produção 

O caminho do trem de Belo Horizonte ao Instituto Inhotim passa em trecho de concessão da MRS Logística e pode ter aí um obstáculo. A empresa atua no transporte de carga pesado e informa que o transporte de passageiros não faz parte do escopo da concessão. Em paralelo, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) trabalha em estudos para verificar a viabilidade técnica e econômica do trecho, num acordo de cooperação firmado entre o governo de Minas e a Empresa de Planejamento e Logística. Em princípio, de acordo com a ANTT, há a necessidade de concorrência pública para definir uma empresa que prestasse serviços de transporte ferroviário de passageiros.

Esses não são ainda os planos da MRS. “Operamos 100% da nossa malha, ou seja, não existem trechos inativos ou subutilizados. Temos compromissos e metas de produtividade com a própria ANTT, como parte de nossas obrigações com relação à concessão”, informou a empresa, que considera que o compartilhamento poderia ter impacto sobre a produção da ferrovia e a segurança da operação.

De acordo com o presidente do Instituto Cidades, André Tenuta, por lei, a concessionária tem que dar passagem a pelo menos duas locomotivas em cada sentido por dia e está confiante que a MRS dará suporte ao projeto. “Acreditamos que a empresa compreende muito bem a importância para Minas de a linha atender Inhotim. Contamos com ela como parceira", afirma Tenuta.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Fã irritado com 2º cancelamento de show de Belo vai parar na polícia


Um fã do cantor Belo foi parar na polícia depois que o pagodeiro cancelou o show, na noite dessa terça-feira (17), na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar, revoltado, o jovem de 22 anos teria quebrado o vidro do carro de empresa contratada para cuidar do áudio.

A notícia do cancelamento do show, parte da comemoração de aniversário de um ano de uma rádio mineira, foi transmitida em um telão através de um vídeo gravado por Belo. Nas imagens, o músico se desculpou e explicou que perdeu o voo.

Em seguida, o fã foi até os seguranças e exigiu uma explicação pela ausência do cantor. Porém, os funcionários não souberam informar, o que irritou o rapaz. Após danificar o veículo, ele detido e encaminhado à Central de Flagrantes (Ceflan).

Esse seria o segundo adiamento em menos de um mês. Além do show de Belo, a festa contou com as presenças de Anitta, Gusttavo Lima, Henrique e Juliano, Turma do Pagode, João Lucas e Diego e Cristiano Araújo.

Morre britânico que ficou conhecido como o 'ladrão do século'

Ronald Biggs foi o responsável pelo grande assalto ao trem pagador que ia de Glasgow a Londres em 1963; seu grupo furtou mais de 2,6 milhões de libras

Morreu na noite dessa terça-feira (18) o britânico que ficou conhecido como o 'ladrão do século'. Ronald Biggs, de 84 anos, foi o responsável pelo grande assalto ao trem pagador que ia de Glasgow a Londres em 1963. Ele estava em um asilo para idosos em East Barnet, no norte de Londres. Ele já sofria com problemas de saúde e já teve ao menos três derrames, ataque cardíacos, ataques epilépticos e uma fratura no quadril.

Biggs, que chegou a lançar um livro sobre o assalto no Brasil, em 1994, era líder de um grupo de 15 homens que conseguiu, em agosto de 1963, parar um trem manipulando a sinalização. Após a ação, os homens fugiram com 120 sacos de notas usadas que contabilizavam, no total, 2,6 milhões de libras.

O grupo foi preso janeiro de 1964. Processado e condenado a 30 anos de prisão, Biggs foi para a penitenciária de Wandsworth (Londres), de onde conseguiu fugir 15 meses depois.

Ele passou por plásticas e viveu como foragido na Espanha, na Austrália e no Brasil.

Justiça veta reajuste abusivo em mensalidade de plano de saúde

A 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) anulou o reajuste da mensalidade do  plano de saúde de um aposentado, considerado abusivo. A empresa havia aumentado o valor em virtude de faixa etária do cliente. Com a decisão, as mensalidades deverão ser reduzidas e o valor pago a mais devolvido ao aposentado. Segundo o idoso, a mensalidade aumentou mais de R$ 300 em dois anos.

De acordo com o processo, em abril de 2002, o idoso contratou com a Unihosp, hoje Samp Assistência Médica, um plano de saúde para ele, a mulher e os dois filhos. Ele ajuizou a ação, aos 72 anos, alegando que a empresa vinha aplicando aumentos abusivos e sucessivos com relação à sua mensalidade, em desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor e ao Estatuto do Idoso.

O contrato previa reajuste de 50% no valor das mensalidades quando o segurado completasse 60 anos de idade e mais 50% quando completasse 70 anos. O idoso apresentou recibos de pagamento de mensalidades de janeiro de 2009 a março de 2011, em que o valor cobrado variou de R$ 412,41 a R$ 713,62, enquanto a mensalidade da mulher dele passou de R$ 219,95 a R$ 253,70 no mesmo período.

A juíza Yeda Monteiro Athias, da 24ª Vara Cível de Belo Horizonte, declarou, em junho de 2013, o cancelamento das cláusulas que determinavam o reajuste de mensalidade. A Samp Assistência Médica recorreu ao Tribunal de Justiça, sustentando que os reajustes aplicados são legais. Destacou ainda que não deveria ser aplicado o Estatuto do Idoso no caso, uma vez que o contrato foi celebrado antes que o estatuto entrasse em vigor.

O desembargador Wanderley Paiva, relator do recurso, entendeu ser nítida “a desproporcionalidade do aumento em percentual de 50%. Dessa forma, confirmou integralmente a sentença.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Instituto Inhotim: jovens entram no ritmo da música


Apenas aos 17 anos Tainã Jorge de Oliveira Pereira descobriu o prazer pela música. Em 2012, começou a fazer aulas gratuitas de contra-baixo, instrumento que jamais pensou tocar um dia. A atividade que antes estava tão distante da realidade do morador de Brumadinho, na Grande BH, agora faz parte do dia a dia do adolescente, possibilitando a ele vislumbrar uma nova perspectiva sobre o próprio futuro.

“Achava que música era apenas hobby. Mas hoje penso que pode vir a se tornar profissão”, afirmou o garoto, hoje com 19 anos. Técnico de enfermagem, ele pega pesado no serviço, chegando a trabalhar 12 horas por dia. Ainda assim, concilia os horários para que, pelo menos três vezes na semana, consiga ensaiar o instrumento.

A ambição de aprender contra-baixo e se tornar um músico só foi possível por causa do projeto social desenvolvido pelo Instituto Inhotim. Cerca de 75 crianças e adolescentes dos municípios vizinhos, como Brumadinho, Mário Campos, Bonfim e Moeda têm a chance de aprender a tocar gratuitamente instrumentos como violino, violoncelo, viola e baixo por meio da Escola de Formação de Instrumentistas de Cordas.

“Inhotim é um espaço cultural que permite várias manifestações artísticas, inclusive a música. E essas aulas permitem que eles se abram para uma nova forma de fazer arte”, ressaltou Raquel Novais, diretora de inclusão e cidadania do órgão.

Teoria e prática são ensinadas em uma casa alugada em Brumadinho. E com a possibilidade de levar o instrumento para casa, os alunos assumem o compromisso de praticar também em suas residências. A ideia é que, já em 2014, os futuros músicos estejam preparados para começar a se apresentar com o Coral Infantil, também do Inhotim.

Educação

Iniciativas como essas são bem vistas por Weber Lopes, músico, professor e dedicado pesquisador sobre o tema. “A música tem importância vital na vida de qualquer pessoa. Mas para crianças, especificamente, contribuem até mesmo para a educação delas. É como se a música abrisse o cérebro delas para que se tornem capazes de adquirir habilidades que vão além do que é ensinado em sala de aula”, disse.

Por meio de sons e ritmos, também conhecem o próprio corpo. E, de quebra, se disciplinam para estudar o instrumento, socializam-se com os colegas e ganham uma nova visão cultural.

Os benefícios são sentidos por Lucas Henrique Baeta Dutra, de 12 anos. A pouca idade não impediu que aprendesse saxofone, trompete e bombardino durante o período que fez parte de uma banda em Brumadinho. Agora, dá os primeiros passos no violino, por meio da Escola de Formação de Instrumentistas de Cordas. “Faço de tudo para estudar muito porque um dia quero viver da música. É isso que amo fazer. Tenho fé que sou capaz de desenvolver esse meu talento”, afirmou confiante.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A alquimia de Zé Teixeira

Compositor mineiro se prepara para lançar CD e DVD, que terá distribuição internacional através da internet

Zé Teixeira, que está lançando seu terceiro disco, “Alquimista”, é daqueles artistas que fazem a hora, não deixam acontecer, e é um pouco essa condição que eles transpôs para o título do disco. “Alquimista tem vários sentidos, um deles se refere à própria questão de que a gente, músicos, dependemos de ser competentes, mas também de ter sorte na carreira. A alquimia vem nesse sentido, de estar sempre garimpando alguma coisa que nos proporcione avançar na direção da realização”, explica.

Isso tem a ver, como os velhos mestres de saberes, em saber utilizar laboratórios para a criação de sua arte. “Transformar a ideia bruta em joia, no sentido de fazer um trabalho de qualidade com todas as nuances que temos de enfrentar na questão do mercado. Como compositor constatei que, desde a década de 1980, o mercado brasileiro se fechou muito para o segmento dos compositores”, explica.

Essa realidade o motivou a encarar o desafio de batalhar por seu espaço em diversas frentes. “A gente tem que se desdobrar, no sentido de fazer mágica, superar todo esse bloqueio”.

Prestes a completar 33 anos de carreira, ele, que veio de Água Boa (interior mineiro) já tem no currículo dois CDs autorais – “Viverdenovo” (1997) e Irreverências” (2011) – e agora investe no campo audiovisual com o CD e DVD “Alquimista”, onde, reconhece, “atende um pouco algumas exigências do mercado”.

Na prática, isso significa regravar alguns clássicos da música brasileira como “Criaturas Da Noite”, do O Terço, “Palco”, de Gilberto Gil e “Tente Outra Vez”, de Raul Seixas. “Fiz uma coisa mista e fechei o escaninho com essas três versões, que são referências muito fortes. Com isso mostrei um pouco o lado intérprete, mas sem deixar de colocar em primeiro plano as minhas composições”, diz.

O disco traz o músico acompanhado de uma orquestra de câmara, naipe de sopros e de backing vocals, além da banda-base que o acompanha. “Ficou um trabalho de altíssimo nível, toquei com músicos de primeira qualidade e nesse momento quero dar vazão a esse trabalho, que pretendo lançar no início do ano que vem na Funab, em Betim”, revela.

Seu foco é também o exterior. Neste sentido, está lançando o álbum duplo “Alquimista” nas lojas virtuais em diversos países, bem como, em mais de 5.000 rádios, através da Distribuidora Global de Música Digital One RPM. “É uma distribuidora muito bacana, temos um namoro antigo”, lembra. “Agora fechamos um lançamento virtual em lojas de todo o mundo. Pela distribuidora, ganho maior visibilidade”.

Ele lançou uma faixa gratuita, “Sinfonia das Virtudes”, além de um vídeo com a versão da canção de Raul Seixas, pela plataforma. “É uma tática de penetração em vários países. Já estou articulando um show em Nova York e estou em contato com o músico português Antônio Zambujo, tentando amarrar umas parcerias por lá”, revela.

Teixeira assume também um outro papel, o de produtor cultural. Ele é coordenador do Encontro Minas na MPB, evento que reúne novos compositores locais para mostrarem seus trabalhos autorais. “Trata-se de um projeto inédito no Brasil, a única iniciativa próxima a isso foi o Manguebeat”, acredita. “Infelizmente o mercado hoje é mais focado no intérprete e na música comercial. Lamentavelmente as gravadoras as gravadoras que sobreviveram nessa era, adotaram essa estratégia, bastante cruel com o compositores, de valorizar apenas o que já é consagrado, ou lançar produtos com foco muito comercial, sem muita elaboração musical e cultural”, argumenta. O festival pretende inclusive se ampliar nacionalmente, com o nome de Encontro Brasil na MPB. “É nossa contribuição para valorizar esse segmento”, concluí.

Fonte: http://www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/magazine/a-alquimia-de-z%C3%A9-teixeira-1.761300

Drama de Nelson Ned

São Paulo e Ubá – No imaginário de Nelson Ned, de 66 anos, ele ainda faz shows e grava discos, mesmo estando longe dos palcos e dos estúdios há pelo menos seis anos. Mas, apesar de afastado do meio musical e da mídia, o cantor e compositor mineiro não deixa de estar presente na memória dos admiradores brasileiros e estrangeiros.

Com problemas de locomoção e de cognição, em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido em 2003, além de diabético, “o pequeno gigante da canção”, apelido que ganhou do falecido ator Paulo Gracindo, e que dá nome à sua biografia, vive hoje numa residência assistida em São Paulo, uma espécie de clínica voltada para pessoas que necessitam de cuidados especiais. No entanto, nem por isso deixa de receber o carinho dos amigos e, sobretudo, da família. O Estado de Minas acompanhou um de seus raros passeios na capital paulista, na semana passada, quando foi almoçar com as irmãs Neuma, de 58 anos, e Neyde, de 53, e com as filhas e os sobrinhos. No cardápio, comida bem caseira e mineira, segundo o cantor: arroz, feijão, carne moída, jiló e quiabo. “A coisa de que mais sinto falta de Minas é a comida. Amo o Brasil, amo Minas Gerais e amo Ubá (Zona da Mata, onde nasceu)”, diz.

Mesmo com dificuldade para se comunicar e com alguns lapsos de memória, Nelson Ned não se esqueceu do homem que é e da importância que tem na cultura nacional. Fala com orgulho das apresentações numa das casas de espetáculo de maior destaque do mundo, o Carnegie Hall, em Nova York, que chegou a lotar por três vezes na década de 1970. Aliás, nos Estados Unidos, ele foi o primeiro artista latino-americano a bater a casa de 1 milhão de discos. Não foi apenas o público norte-americano que se rendeu ao sucesso do ubaense. México, Colômbia, Argentina, Espanha, Portugal, Angola e Moçambique, entre outros países, se encantaram com o talento do brasileiro. “Conheço o mundo inteiro. Viajei muito. Mas gosto mesmo é de Miami (EUA). Foi lá que minha carreira internacional começou. Mas para mim já está bom. Está na hora de sombra e água fresca”, destaca o artista, que tem 32 discos gravados.

Durante a entrevista, realizada na casa de Neuma, a irmã que é sua curadora (pessoa que tem a incumbência de tratar dos bens ou negócios daqueles que estão incapacitados de fazê-lo), o autor de 'Tudo passará' —seu maior sucesso, que chegou a ter 40 regravações em vários idiomas – reviveu um passado glorioso. Sobre a mesa da sala, muitas fotografias de momentos importantes da vida e da carreira arrancaram gargalhadas, mas, principalmente, lágrimas. Nelson se emocionou por diversas vezes, sobretudo quando reviu a imagem dos pais e dos familiares em Ubá e recordou sua trajetória de superação. “Você foi um homem feliz, não foi?” Ele não titubeia: “Fui não. Sou um homem feliz. Já nasci feliz”, assegura Nelsinho, como é carinhosamente chamado pelos parentes.

A emoção é grande e o cantor arrisca soltar a voz em 'Sentimental demais', composição de um dos seus ídolos, Altemar Dutra, que resume exatamente o estado de espírito atual do artista. (“Sentimental eu sou/ Eu sou demais”). “Eu me emociono muito. Por sinal, você parece com o Altemar (afirma referindo-se ao fotógrafo) e a repórter é a cara da Martinha da Jovem Guarda”, diverte-se.

Em seguida, Nelson Ned começa a falar de amigos como Agnaldo Timóteo (“é mineiro como eu e é brabo pra caramba. Igual um tigre”), Chacrinha (“foi um pai para mim. Ele brincava que Nelson Ned era o homem que não fede nem cheira”), Eduardo Araújo (“convivi muito com ele em Belo Horizonte”) e cita quem mais admirava: Tony Bennett e Frank Sinatra. “Conheci os dois. São os maiores cantores do planeta e foram meus amigos também.” 

União 

A irmã Neuma lembra que entre os artistas o mais presente é Agnaldo Timóteo, mas é com a família que Nelson Ned conta nos momentos de aperto. “Ele não pensou no futuro. Não foi previdente e, como não consegue mais gravar e fazer shows, vive da arrecadação dos direitos autorais. E a tendência é, infelizmente, isso diminuir, porque não se ouvem mais suas músicas nas rádios e na TV”, lamenta. Mas nem por isso o cantor passa por privações. Na clínica para onde se mudou há pouco mais de 20 dias, garante que é muito bem tratado e até sente falta da cama quando se ausenta. “Como o AVC atingiu a parte motora, Nelsinho depende dos outros para fazer tudo. Ele não anda mais (o cantor está numa cadeira de rodas) e perdeu a visão em um dos olhos. Falo com ele todos os dias e o encontro, seja lá ou aqui em casa, todos os fins de semana. Irmão é assim. Tem que estar presente nas horas fáceis e, principalmente, nas difíceis”, ressalta Neuma.

Realmente o carinho e a união da família são visíveis. Os sete filhos de seu Nelson e dona Ned, sendo que o nome de todos começa com a sílaba ne (Nelson, Ned Helena, Nélia, Nedson, Neuma, Neyde e Nelci), sempre foram muito unidos. E, mesmo morando em cidades diferentes, um não deixa de se preocupar com o outro. “É uma coisa que nosso pai e nossa mãe nos passaram. Além do mais, Nelsinho é um irmão que sempre nos ajudou. Desde jovem, quando foi trabalhar na fábrica de chocolates para aumentar a renda da família. E depois que ficou famoso continuou nos ajudando. Agora é a nossa vez de retribuir”, ressalta Neyde, que vive no Rio.

Os filhos e as ex-esposas também costumam telefonar para Nelson Ned na clínica, onde a rotina inclui fisioterapia, fonoaudiologia, banhos de sol, além das atividades de lazer, como assistir a TV (adora Sílvio Santos, Fátima Bernardes e Patrícia Poeta) e ler a Bíblia. O cantor é evangélico há 20 anos e não deixa de salientar que a conversão mudou sua vida. “Quando virei evangélico, era muito depravado, bebia muito, usava muita droga e tinha muitas mulheres. E aí Deus falou comigo de madrugada. Porque Deus fala com a gente é de madrugada: ‘Ou você muda ou vou tirar você daqui’. Então resolvi mudar. Por isso, sempre quando acordo, oro a Deus para me dar um dia maravilhoso. Não costumo fazer planos a longo prazo. Deus é que sabe tudo”, filosofa. 

As irmãs ressaltam o lado otimista do cantor e compositor. Mesmo enfrentando obstáculos desde que nasceu, nunca perdeu a fé e a esperança. “Nelsinho é um exemplo para todas as pessoas. Se alguém vem com frescura que não consegue isso ou aquilo, eu descarto. Isso não cola. A maioria das pessoas reclama por muito pouco. Têm que se mirar no nosso irmão. É você quem faz o seu futuro”, desabafa Neyde.

Nelson agradece a irmã, chora e declama sua mais recente obra, um poema chamado “Saudade”, que se inicia com o seguinte verso: “Hoje, nesta noite, a saudade me perguntou por você”. 

E do que você tem saudade, Nelson? “Tenho saudades de mim mesmo…”

Palavra de especialista

Paulo César de Araújo
Jornalista e historiador

Favorito de García Márquez

“Quando escrevi Eu não sou cachorro não, Nelson Ned foi uma das melhores entrevistas do livro. Ele é muito astuto, tem tiradas ótimas, raciocínio rápido e visão crítica e lúcida com relação ao contexto da música. No Brasil, sempre fez muito sucesso entre as camadas mais populares, mas não há dúvidas de que seu reconhecimento e prestígio foram muito maiores no exterior. Só para se ter uma ideia, ele tinha entre seus fãs um ganhador do Nobel de Literatura, o colombiano Gabriel García Márquez, que declarou que escrevia seus livros ao som de Nelson Ned. O cantor chegou a lotar três vezes o Carnegie Hall, em Nova York, feito inédito para a época. No exterior, Nelson conquistava tanto o povão como as elites culturais, já que por aqui toda obra que não era identificada nem com a tradição nem com a modernidade era desprestigiada pelas elites. Além de ter um valor cultural imenso e ser um dos principais artistas da nossa música, Nelson Ned tem uma história de vida muito bonita e de superação. Infelizmente, não conseguiu administrar sua carreira, mas está no imaginário popular.”Nem tudo passa

No fim da década de 1950, a mãe de Nelson Ned, dona Ned, havia passado no concurso da Coletoria Estadual de Minas Gerais e, para oferecer melhores condições aos filhos, sugeriu ao marido que a família se transferisse de Ubá, onde moravam, para a capital. Em Belo Horizonte, eles ficaram três anos, sempre morando de aluguel, nos fundos. Primeiramente na Rua Capivari, na Serra, e depois nas ruas Ceará e Gonçalves Dias, no Bairro Funcionários. A caçula da família, Nelci, nasceu em BH e foi na cidade também que Nelsinho arrumou seu primeiro emprego, para ajudar no sustento de casa. Com apenas 12 anos, ele começou a trabalhar como secretário do gerente da fábrica da Lacta, Mopyr de Souza Arruda, que o ajudou bastante, além de ser o pai da primeira paixão do futuro cantor, Eliciane, uma das inspirações para a famosa canção 'Tudo passará'.

A trajetória artística começava a deslanchar e Nelson passou a participar de programas da TV Itacolomi, como o 'Cirquinho do Bolão' e o 'Clube do Pererê', e a cantar nas rádios Guarani e Inconfidência. Questionado sobre suas lembranças de Belo Horizonte, o artista fica pensativo, mas logo diz: “Aldair Pinto, radialista da Inconfidência’’. Foi ele quem te lançou? E Nelson responde, categórico: “Não. Quem me lançou foi Deus”.

Os irmãos, que eram bem crianças – já que Nelsinho é o primogênito –, não têm muitas lembranças de BH, mas Nedson d’Ávila, de 63 anos, o único que vive em Minas, em Santa Luzia, se recorda dos passeios pelo Parque Municipal e no Centro da cidade. “Cheguei a morar em São Paulo, mas sempre quis voltar para cá. Acabei criando família aqui, mas não perco o contato com ninguém. Mesmo quando o Nelson estava no auge, ele sempre ligava para todos. Somos uma família muito unida, apesar de cada um estar num canto. As pessoas que convivem comigo sabem de quem sou irmão. Já me pediram até autógrafo”, brinca.

Outra imagem que está na memória de Nelson Ned em BH é um cachorro pastor-alemão com o qual passeava pelas ruas da capital, além de uma reportagem da revista O Cruzeiro, de 1963, a primeira de sua carreira. “O Chateaubriand que era o dono. Ele ainda é vivo? A gente tirou muita foto”, recorda. A matéria, assinada pelo repórter José Franco e pelo fotógrafo José Nicolau, fala da mudança para o Rio de Janeiro, onde foi tentar se firmar no meio artístico, e traz fotos de um Nelson com 16 anos, sorridente, na porta da Igreja São José.

Os Borges 

Quem guarda boas recordações de Nelson Ned na cidade é o músico Marilton Borges, que namorava uma prima do cantor. Certa vez, eles se encontraram e começaram a falar de música e descobriram afinidades. “Ele já cantava, mas não era profissional ainda. Tinha um vozeirão, era muito alegre, contava piadas. Foi aquela farra e no fim das contas, depois de bebermos o dia todo, eu o convidei para conhecer minha família”, lembra. Quando chegaram ao apartamento dos Borges, no Edifício Levy, já era tarde da noite e todos estavam dormindo. Marilton convidou Nelsinho para pernoitar por lá mesmo e, no dia seguinte, ele o apresentaria aos parentes. “Levei-o para o quarto dos homens, onde nós dormíamos em beliches. Ele dormiu na mesma cama que eu, mas ele para baixo e eu para cima. Quando amanheceu, meu pai entrou no quarto e levou um susto. Como o Nelson era muito pequeno (o artista mede 1,12m), ele falou: ‘Uai, o Marilton pariu alguma coisa essa noite. Tem um trem esquisito lá na cama dele’. Mas, assim que todos acordaram, Nelson Ned cativou toda a família. Foi uma alegria na casa”, recorda.

Anos depois, Marilton estava tocando na noite do Rio de Janeiro quando, por acaso, Nelson Ned, já bastante famoso, apareceu no local, todo aparatado de seguranças. Sentou a uma mesa e o irmão de Lô Borges não perdeu a oportunidade e mexeu com ele. “Cheguei e disse na lata: ‘oi, Nelsinho, você se lembra de mim? Sabia que já dormiu na minha cama?’. Ele retrucou e falou que não era veado para dormir com homem. Mas, quando me identifiquei, ele me reconheceu e se lembrou daquele dia memorável, além de ter dado uma canja no meu show. Nunca mais o vi pessoalmente, mas guardo essas lembranças com carinho”, diz. 

O menino que imitava Getúlio

Nelson Ned d’Ávila Pinto –Nelsinho para os íntimos e Nelson Ned para o mundo – nasceu em 2 de março de 1947, num casarão na Rua Coronel Júlio Soares, em Ubá, na Zona da Mata. A casa abriga hoje uma clínica de estética e pertenceu à família da mãe, dona Ned, durante muitos anos. Milton de Abreu d’Ávila, de 90 anos, tio de Nelson, “viajante aposentado e flautista amador”, como se intitula, tem uma memória prodigiosa e se lembra exatamente do dia do nascimento do cantor. “A casa ficou cheia. Os vizinhos foram todos para lá. Ele nasceu no quarto em que eu dormia com meu irmão. Nelsinho foi uma criança muito esperada, porque era o primeiro filho da minha irmã, o primeiro neto e o primeiro sobrinho. Ele nasceu de parto normal, deu tudo certo, nasceu um menino saudável”, relata.

Mas, como a criança não se desenvolvia, levaram-na ao médico e foi diagnosticada uma alteração genética de nome complicado: displasia espôndilo-epifisária. Os demais irmãos nasceram sem esse distúrbio, porém os três filhos de Nelson (Nelson Júnior, Monalisa e Verônica) herdaram a baixa estatura. “Mas ele sempre enfrentou e superou todos os obstáculos e minha irmã dizia uma coisa importante, que ia criar o filho para o mundo e não um mundo para o filho”, pontua o tio. A família, principalmente a materna, é toda musical. Dona Ned, a mãe, tocava piano, violão, acordeom e ainda estudou canto lírico; e o pai, seu Nelson, também gostava de soltar a voz. “Aprendi tudo com meus pais. Em todos os sentidos”, comenta Nelson Ned.

O tio Milton lembra que já com 3 anos o menino gostava de imitar os bichos e até mesmo o presidente Getúlio Vargas. “A gente o colocava em cima da mesa e falava para ele cantar. Sempre teve aquele vozeirão e tenho um orgulho danado do Nelsinho. Não conheço ninguém que tenha ido a tantos países como ele e tenha feito tanto sucesso. Ele sempre foi muito inteligente e alegre”, recorda. 

Com 4 anos, Nelson participou do programa 'A hora do guri', na Rádio Educadora Trabalhista de Ubá e ganhou o 1º lugar. O mesmo palco onde ele se apresentou ainda está lá, no prédio da emissora, que completa 60 anos em janeiro. O presidente da Sociedade Musical e Cultural 22 de Maio, João Carlos Teixeira Mendes, que organizou homenagem ao filho ilustre de Ubá em julho, narra episódio curioso daquela época. “O dono da rádio, Xavier Pereira, o Xaxá, disse: ‘Nelson, o microfone é todo seu’. Ele foi lá, cantou e na hora de ir embora, sabe como é criança, queria levar o microfone de todo jeito para casa”, brinca.

Chuva de rosas 

O tributo que mobilizou o município no meio do ano e contou com a presença de Nelson (que não ia à cidade havia 20 anos), da família e amigos teve direito a chuva de rosas, desfile em caminhão dos bombeiros e até a uma apresentação surpresa de seu Milton, que tocou na flauta doce para o sobrinho a canção 'Tudo passará'.  “Não sei quem chorou mais. Se fui eu ou ele”, emociona-se o tio.

Na ocasião, também foi inaugurado um espaço na sede da Sociedade 22 de Maio, com parte do acervo de Nelson Ned – a casa onde ele vivia em São Paulo pegou fogo e restou pouca coisa –, como troféus, prêmios, diplomas, comendas, títulos de cidadão honorário, discos de ouro e de platina. “A ideia é fazer um complexo cultural, que já tem até projeto, voltado para várias personalidades ubaenses, como o próprio Nelson, Ary Barroso e o ator Mauro Mendonça. O que houve em julho foi apenas o começo. Ubá devia isso ao Nelson Ned. Ele ficou muito feliz, se sentiu extremamente valorizado. É um fenômeno de talento e carisma que merece ser reconhecido”, opina João Carlos.

Sem cachê

João Carlos da Rocha Moreira, de 59 anos, motorista que ficou encarregado de levar e buscar Nelson durante os quatro dias em que ele ficou em Ubá, também reparou no quanto o artista estava emocionado com a homenagem. Quando foi buscá-lo no aeroporto de Juiz de Fora, o cantor estava sério e pouco falava, mas, à medida que foi adquirindo confiança, passou a contar causos. “No fim da viagem, quando foi se despedir, ele me cobrou cachê. Achou que eu era o empresário dele. E entrei na onda e disse que ia mandar o dinheiro para ele em São Paulo.”

Policial mata ladrões durante tentativa de roubo a ônibus em BH

Sargento estava fardado e a caminho do trabalho; crime aconteceu no bairro Ribeiro de Abreu; durante a ação, uma passageira foi baleada na cabeça

Dois homens foram baleados e mortos, na madrugada desta segunda-feira (16), durante uma tentativa de assalto a um ônibus no bairro Ribeiro de Abreu, na região Nordeste de Belo Horizonte. Dentro do veículo estava um policial, que atirou contra os bandidos.

De acordo com a Polícia Militar, a dupla, que ainda não foi identificada, entrou no coletivo da linha 4156, que liga Santa Luzia a Belo Horizonte, na altura KM 13 da MG-020, e, portando uma arma de fogo, anunciou o crime.

O militar, que estava fardado e a caminho do trabalho, teria se identificado e, ainda segundo a polícia, um dos ladrões começou a atirar. O policial, que trabalha no 22º Batalhão, reagiu e atirou contra os criminosos. Os homens morreram na hora.

Durante o troca de tiros, uma passageira, identificada como Maria Helena Marques Camilo, levou um tiro de raspão na cabeça, foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital de Pronto-Socorro João XXII. Seu estado de saúde é considerado grave. Ainda não se sabe de qual arma teria partido o tiro que atingiu a vítima.

 A arma do sargento foi apreendida e um inquérito será aberto para investigar o caso. Depois dos trabalhos da perícia, os corpos serão encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Cemitério da Saudade vira morada de tucanos e esquilos

Outros bichinhos também vivem na necrópole e convivem com visitantes diariamente. Os tucanos escolheram o ambiente para reprodução, os esquilos já se firmaram como moradores oficiais e morcegos estão em família

Um cenário surpreendente para bichos escolherem viver. O Cemitério da Saudade, na Região Leste de Belo Horizonte, é morada para um casal tucanos, esquilos, famílias de morcegos, corujas e maritacas. 

O casal de tucano-toco escolheu a necrópole para se reproduzir. Também conhecido como tucanuçu, a ave de bico grande e alaranjado, que chama a atenção por sua beleza, se agita e faz barulho ao perceber a presença de curiosos. Espécie típica do Cerrado, o tucanuçu, maior entre os tucanos, é cada vez mais comum em áreas urbanas bem arborizadas. O tucanuçu vive aos pares no período reprodutivo e constrói ninhos em ocos de troncos, aproveitando buracos já existentes. Alimenta-se de frutas nativas e, às vezes, ovos e filhotes de outras espécies.

Os tucanos não são os únicos visitantes do cemitério. De acordo com o agente administrativo José Vieira Guimarães, as espécies são variadas e o destaque entre visitantes fica por conta dos esquilos. “Aqui tem bastante esquilo. Eles já se acostumaram com as pessoas”, diz.

De acordo com o biólogo da Fundação de Parques Municipais, Ernesto de Oliveira Andrade Lemes, esse esquilo, também conhecido por caxinguelê ou serelepe, costuma usar os ocos de árvores para armazenar alimento, proteger os filhotes e se proteger. Assim como o tucano, o caxinguelê pode ser encontrado em áreas urbanas, geralmente em locais onde há um bom adensamento de árvores.

BH ganha registro histórico

Livro resgata lembranças da capital e revela alguns equívocos e novos episódios da cidade que aniversaria hoje

A sonhada aposentadoria do trabalhador brasileiro geralmente é aproveitada com o devido ócio após tantos anos dedicados a labuta. Não foi o caso do jornalista José Maria Rabêlo, que se empenhou durante oito anos em um projeto que visava contar a história de Belo Horizonte com riqueza de detalhes. O projeto virou o livro “Belo Horizonte. Do Arraial à Metrópole”, que será lançado hoje no Palácio das Artes, às 18h30, dia em que a cidade completa 116 anos. O autor estará presente para conversar com os leitores e autografar o livro. “Se alguém duvida do trabalho que deu, é só pegar o livro em mãos. Pesa dois quilos e meio”, brinca José Maria.

Segundo o autor, o livro é uma “grande reportagem”, que busca esclarecer, inclusive, alguns erros históricos que são repetidos ao longo do tempo. “O Abílio Barreto, em seu livro de 1935, afirma que o grande responsável pela fundação do Arraial Del Rey foi Silva Ortiz e eu averiguei que não houve um fundador apenas e, sim, fazendas de famílias responsáveis por essa fundação. E a principal seria a fazenda de Francisco de Homem Del Rei, onde hoje é a igreja da Boa Viagem. Foi Francisco, aliás, que fundou a primeira capela da cidade”, esclarece José Maria.

Outra história pouco conhecida destacada pelo escritor seria um plano da Polícia Militar para assassinar o presidente João Goulart, em visita a Belo Horizonte para a comemoração da Incofidência Mineira, em 21 de Abril de 1964, na praça da Estação. “Estava planejado, mas o golpe (militar) veio antes, e derrubaram o Jango”, diz ele.

Com mais de 2.000 referências bibliográficas, dentre revistas, livros e teses a respeito da história da capital, “Belo Horizonte. Do Arraial a Metrópole” se divide em três partes. Primeiro, a história dos grandes fatos, que narra as mudanças mais importantes que fizeram do arraial a capital do Estado e toda a disputa política em torno dela. Na segunda, estão os fatos do dia a dia, das pessoas comuns. E por fim, “a história para os internautas”: “Eu brinco que as pessoas que usam a internet não leem mais que três linhas. Então, eu narro a história da cidade através das fotografias e suas legendas. O meu neto me garantiu que só vai ‘ler’ essa parte do livro”, se diverte o escritor.

Com tamanho conhecimento histórico de Belo Horizonte, Rabêlo talvez seja uma das pessoas mais indicadas para se falar dos dias que vivemos hoje na capital. “O erro grave foi o abandono do projeto do Aarão Reis (arquiteto da cidade que projetou o entorno de Belo Horizonte com a avenida do Contorno) em virtude de interesses privados, que levaram a cidade a essa explosão demográfica. O trânsito caótico que temos hoje é em virtude disso”, garante. BH HOJE.

Rabêlo, porém, demonstra otimismo ao falar sobre o futuro da cidade. Ele evoca duas imagens antigas para justificar sua opinião. “Você já ouviu falar na profecia do padre Arantes? (arcebispo da cidade na época da sua fandunção)”, indaga, e, diante da resposta negativa, revela: “Em 1829, ele mandou um relatório à Cúria Metropolitana de Barbacena apontando o Arraial de Curral Del Rei como um lugar de grandes possibilidades de desenvolvimento porque tinha um clima incrível, água em abundância e formações vegetais múltiplas. E temos também esse quadro, do Luís Mello, que é a capa do livro (na qual se vê um arraial no primeiro plano e uma cidade com prédios no fundo), de 1849. Somos uma cidade grande por vocação”, conclui.


AGENDA

O quê. Lançamento do livro “Belo Horizonte. Do Arraial à Metrópole”, de José Maria Rabëlo

Quando. Hoje, às 18h30

Onde. Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1.537, centro)

Quanto. Entrada franca. Preço do livro: R$ 65

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Filhote de zebra nasce no Zoo de Belo Horizonte

Macho nasceu na madrugada do dia 30 de novembro e já pode ser observado pelos visitantes


O Zoológico de Belo Horizonte deu as boas-vindas, no último dia 30, ao seu mais novo morador, uma zebra macho, filhote do casal Mila e Zuk, que vivem no local desde 2006. Ele nasceu na madrugada de um sábado e já pode ser observado pelos visitantes do espaço.

Segundo a Fundação Zoobotânica, o filhote, que ainda não tem nome, pesa aproximadamente 35 quilos. A espécie, conhecida como Zebra de Grant ou Zebra das Planícies, se encontra em baixo risco de extinção mas, por causa da caça e da perda de habitat natural para criações de gado e animais domésticos, a população selvagem vem sendo reduzida. 

Os últimos nascimentos de zebras no zoo da capital aconteceram na década de 1980. Neste ano, nasceram no zoológico filhotes de hipopótamos e antas. 

As zebras são mamíferos da mesma família dos cavalos e ocorrem do sul da Etiópia até o norte da África do Sul. O período de gestação é, em média, de 12 meses, nascendo um único filhote. Eles podem mamar até mais de 1 ano de idade, mas desde a primeira semana de vida o filhote começa a se alimentar de ervas.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Motorista abandona ônibus na Avenida Getúlio Vargas

Segundo testemunhas, ele se irritou com um passageiro que entrou na porta de trás e ficou ainda mais nervoso com a cobrança dos outros passageiros que estavam com pressa

Um motorista da linha 9250 (Caetano Furquim/Nova Cintra via Savassi) abandonou o ônibus na tarde desta sexta-feira em frente ao Banco Itaú da Avenida Getúlio Vargas, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. De acordo com testemunhas, o motorista ficou nervoso com uma pessoa que entrou pela porta de trás. Ele parou o veículo e disse que não arrancaria até esse passageiro descer. Outras pessoas irritadas falaram que tinham pressa e precisavam partir, foi quando ele perdeu a paciência e desceu do coletivo. Passageiros indignados também saíram do ônibus quando perceberam o abandono e ficaram reclamando na rua.

Uma passageira do coletivo, identificada como Nilma, contou que a discussão começou quando o ônibus parou em um ponto na Avenida Getúlio Vargas. “A gente estava dentro do ônibus ai entrou um cara pela porta de trás com uma sacola. O motorista abriu a porta e pediu que ele descesse, dizendo que não era a porta para ele entrar. Ai ele (condutor) começou a discutir com esse cara que estava lá. O rapaz não rendeu muito assunto, passou e veio para frente. Nisso, outras pessoas começaram a falar com o motorista, “vamos embora, nós estamos compressa”. Depois disso, o motorista respondeu que não estava. Em seguida, desligou o ônibus e saiu”, contou a mulher.

A Via BH Coletivos, responsável pela linha, informou que um representante da empresa está a caminho do local para averiguar a situação.

Esta é a mesma linha em que dois motoristas surtaram e abandonaram os veículos agosto de 2012 e março deste ano. No primeiro caso, o condutor brigou com o motorista de um Fiat Strada na Avenida Getúlio Vargas. Após discussão, muito nervoso, o motorista do coletivo largou o ônibus na rua com todos os passageiros. No segundo caso, o motorista A.P.S, de 60 anos, desligou o veículo e deixou o local a pé, depois de se desentender com uma passageira. Cerca de 80 passageiros ficaram abandonados no ponto de embarque na Avenida Professor Mário Werneck, no Bairro Estoril, Região Oeste da capital. 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Pelé faz campanha contra manifestações durante a Copa do Mundo

Querem calar o gigante !!

Após se manifestar contrário aos protestos sociais no Brasil durante a última Copa das Confederações, Pelé já se preocupa com a repetição do cenário na Copa do Mundo de 2014. O Rei do Futebol fez campanha para não haver revolta popular ao ser entrevistado por jornalistas estrangeiros em evento publicitário em São Paulo, na quarta-feira.

"Espero que o povo entenda que teremos duas coisas importantes aqui, a Copa do Mundo e as Olimpíadas. A Copa das Confederações já aconteceu com todo aquele tumulto. O povo precisa entender que os eventos são muito importantes para o nosso País. Não quero que haja manifestação", avisou.

Pelé já havia sido bastante criticado por dar declarações semelhantes na época da Copa das Confederações. Depois da polêmica, disse que fizeram uma interpretação errada de suas palavras.

Desta vez, para minimizar a controvérsia, Pelé já fez uma ressalva: "Vamos continuar fazendo protestos, mas sem prejudicar a Copa do Mundo".

Palpites

Acuado pela sua fama de fazer previsões que não se confirmam, Pelé não quer apontar um só favorito para conquistar o título da Copa do Mundo de 2014. "Sem dúvida, Alemanha e Espanha são as duas seleções que estão em melhor momento na Europa, mas sempre pode acontecer alguma surpresa. Só quero que o Brasil chegue à final", disse.

Questionado sobre uma hipotética decisão entre Brasil e Espanha, a exemplo do que ocorreu na Copa das Confederações, o Rei franziu a testa: "Não sei se eu gostaria muito. Quero ver o Brasil na final, seja contra quem for. E, se possível, que a gente ganhe".

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