quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Delicada a situação do presidente da Venezuela Hugo Chávez que esta em coma induzido


O site de notícias espanhol ABC afirmou que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está em coma induzido e com sinais vitais muito debilitados. Segundo fontes ouvidas pela publicação o desligamento dos aparelhos que mantêm a vida do líder venezuelano foi programado e poderá ocorrer a qualquer momento.

"Com febre constante, perda de consciência e sem responder aos antibióticos, o presidente venezuelano chegou ao fim do ano com cuidados intensivos", informou o jornal, acrescentando que Chávez está recebendo alimentação intravenosa em razão da extração de quase meio metro do intestino. As funções respiratórias estão sendo mantidas artificialmente por uma traqueostomia e o líder ainda sofre com uma insuficiência renal.

Mais cedo o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, retornou da visita que fez ao presidente em Cuba e afirmou que o estado de saúde de Chávez permanece "delicado". O líder do país está internado desde 11 de dezembro, quando passou por uma cirurgia para a retirada de um câncer.

Maduro afirmou que se reuniu com Chávez duas vezes e conversou com ele. "Ele está totalmente consciente da complexidade de seu estado pós-operatório e pediu-nos expressamente para que mantivéssemos a nação sempre informada, sempre com a verdade, por mais duras que possam ser as circunstâncias", afirmou Maduro.

Aumento de salário mínimo para R$ 678 injetará R$ 32 bilhões na economia no ano


O novo valor do salário mínimo, que passa de R$ 622 para R$ 678, já está em vigor. O reajuste, de cerca de 9%, corresponde à variação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011, de 2,73%, mais a variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que, para o estabelecimento do valor, foi estimada em 6 10%.


Estima-se que 45,5 milhões de brasileiros têm rendimento referenciado no salário mínimo. Cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicam que o reajuste de 9% representará incremento de R$ 32,7 bilhões de renda na economia ao longo do ano.

Com isso, a arrecadação tributária sobre o consumo deverá crescer R$ 15,9 bilhões em 12 meses, estima o Dieese.

Já o impacto do aumento do salário mínimo nas contas da Previdência, conforme o Dieese, deverá representar um custo adicional ao ano de R$ 15 bilhões.

Tanto os previdenciários (como aposentadorias) quanto acidentários ou assistenciais são atrelados ao salário mínimo. Em outubro passado, foram pagos quase 30 milhões de benefícios - cujo valor médio foi de R$ 937.

O valor do salário mínimo de R$ 678, que entrou em vigor nesta terça-feira (1), atende às regras da política de valorização de longo prazo do salário mínimo, estabelecida pelo governo em negociação com as centrais sindicais.

Isenção de IR

Outra medida que também entrou em vigor nesta terça-feira foi a isenção de Imposto de Renda (IR) para participação nos lucros e resultados (PLR) no valor de até R$ 6 mil.

Pela nova regra, valores até R$ 6 mil são isentos, e acima desse patamar a tributação será progressiva de 7,5% a 27,5% dependendo do montante pago. A isenção terá impacto fiscal de R$ 1,7 bilhão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Eleições: “Aécio Neves é o líder maior”, diz prefeito de Belo Horizonte


O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, tomou posse e destacou o senador Aécio Neves como o líder maior das eleições de 2012

Entre as bandeiras que marcam a trajetória política de Aécio Neves – seja nas eleições ou não –, uma das principais e mais contundentes é a defesa aos municípios brasileiros. Ela está na base da discussão, por exemplo, de um novo pacto federativo, da tão sonhada reforma tributária e mesmo na luta por maior justiça na distribuição dos royalties do minério de ferro. E este reconhecimento foi reafirmado no primeiro dia de 2013 pelo prefeito reeleito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, que tratou Aécio Neves como “o líder maior” da ampla aliança de partidos e lideranças municipais formada em torno de sua campanha.

Mais do que o maior líder das eleições de 2010, Aécio Neves já havia demonstrado seu desprendimento do poder e sua aversão à partidarização das administrações públicas ao comandar, em 2008, uma aliança entre opostos em Belo Horizonte. Pensando fazer de Belo Horizonte um exemplo nacional de união de forças políticas pelo bem dos cidadãos, ele – ao lado do ex-prefeito Fernando Pimentel – uniu PSDB e PT em torno de uma mesma candidatura, que venceu as eleições com Lacerda eleito no segundo turno.

Porém, infelizmente, a partidarização enraizada nas bases do PT falou mais alto. Marcio Lacerda passou quatro anos convivendo com as inúmeras tentativas de sabotagem administrativa vinda de seu vice-prefeito, Roberto Carvalho (PT). Fato que culminou com o rompimento forçado pelos petistas no dia anterior às eleições de 2012.

Marcio Lacerda, mesmo sendo vítima do rompimento, venceu o PT nas eleições, mas tomou posse no primeiro dia 2013 falando em tom conciliador. Mostrou que levará à frente a ideologia defendida por Aécio Neves nas eleições: as diferenças partidárias devem ficar na disputa pelo voto; no momento da administração pública, o interesse primeiro é o bem estar da população.

Lacerda fez isto ao reconhecer o apoio que recebeu do governo federal durante seu primeiro mandato como prefeito, o que não pode dizer o mesmo em relação ao diretório municipal do PT, mesmo tendo de abrigar mais de 600 petistas em cargos de confiança durante sua administração 2009-2012.

E nas suas primeiras palavras como prefeito reeleito e empossado, Marcio Lacerda deu o tom do todo o seu pensamento político: “a atenção a Belo Horizonte transcende a questão partidária”, disse ao lembrar do maior legado deixado pelo líder das eleições, Aécio Neves.

Prefeitos assumem com cofres vazios

Prefeitos tomam posse em cidades importantes com o desafio de colocar a folha de pagamento em dia Grande parte dos novos administradores vai receber as prefeituras com os cofres vazios e com salários ou benefícios dos servidores em atraso

A posse dos prefeitos eleitos em Minas, estado brasileiro com maior número de municípios, ofereceu o mais variado cardápio de prioridades para as administrações, mas pelo menos um ponto muitos deles têm em comum: a preocupação com a folha de pagamento do funcionalismo municipal. Grande parte dos novos administradores vai receber as prefeituras com os cofres vazios e com salários ou benefícios dos servidores em atraso. Em Uberlândia, no Triângulo mineiro, o prefeito Gilmar Machado (PT), ex-deputado estadual, terá que pagar as férias dos servidores em atraso. Será sua prioridade, além da melhoria da qualidade na saúde pública.

“Uberlândia é o único município com mais de 200 mil habitantes que não tem implantada a unidade de pronto atendimento (UPA) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Além disso, as cirurgias eletivas estão suspensas desde setembro”, afirmou. Para Machado, primeiro petista eleito para a prefeitura, os três primeiros meses de sua administração serão dedicadas apenas a arrumar a casa. “Esse é o meu desafio e vou me dedicar”, afirmou, admitindo em seguida que a realidade encontrada na Prefeitura de Uberlândia é a mesma que em outras cidades do interior de Minas.

Também tomado pela preocupação em razão da crise financeira da Prefeitura de Montes Claros, o prefeito Rui Muniz (PRB), no seu discurso de posse, disse que vai dar prioridade ao pagamento do funcionalismo, que está com o 13º salário em atraso. Além disso, ele prometeu a realização de um mutirão da limpeza pública e uma operação tapa-buracos. Anunciou também a recondução imediata de médicos e enfermeiros que tiveram contratos extintos em 31 de dezembro, para garantir o funcionamento dos postos e outras unidades de saúde. Para redução de custos, ele promete um corte de 1,7 mil funcionários contratados e comissionados da prefeitura, reduzindo as secretarias de 18 para 12. Com as medidas, ele espera uma economia de R$ 6 milhões por mês na folha de pagamento.

Além dos problemas administrativos, Muniz afirmou que não vai permitir que a prefeitura sirva como um “balcão de negócios” e um “cabide de empregos”. A declaração soou como uma crítica ao seu antecessor, Luiz Tadeu Leite (PMDB), embora, durante o discurso, ele tenha feito elogios ao peemedebista, que lhe deu apoio discreto na campanha. Mas foi principalmente um recado aos vereadores. Isso porque, na gestão anterior, havia a indicação de ocupantes de cargos comissionados na prefeitura pelos vereadores e partidos em troca de apoio político, o que contribuiu para o aumento do empreguismo e do inchaço da maquina administrativa. Ruy Muniz promete pôr fim à prática.

Nomeações Em Juiz de Fora, a primeira preocupação do prefeito empossado, Bruno Siqueira (PMDB), foi a nomeação oficial de seu auxiliares, cujos nomes foram anunciados semanas antes. Ele tomou passe na Câmara ao lado de 19 vereadores e depois seguiu para a sede da prefeitura onde recebeu o cargo das mãos de Custódio Mattos (PSDB). Carlaile Pedrosa (PSDB) é outro prefeito que teve pressa em formar sua equipe para garantir a administração de Betim. Hoje, ele promoverá uma solenidade simbólica de posse para sua equipe, que tem nomes que participaram dos outros dois mandatos do tucano.

Como não poderia deixar de ser em um estado com as dimensões de Minas, onde um prefeito chegou para a posse em uma carroça, o mais jovem prefeito do estado, Antônio Pinheiro Neto (PP), com apenas 21 anos, também assumiu ontem a responsabilidade de administrar Ibirité, uma cidade de 150 mil habitantes e inúmeros problemas. No estado, o prefeito mais velho a tomar posse foi Jair Toledo (PMDB), de 87 anos, que comandará o município de Paiva. A cidade da Zona da Mata é uma das menores de Minas, com área de apenas 64 quilômetros quadrados. Sua população de 1.560 habitantes ocupa-se de agricultura e pecuária.

Povo Apesar de a posse parecer apenas um protocolo oficial, os eleitores também marcaram presença. Um exemplo é Divinópolis, na Região Centro-Oeste, onde apesar do intenso calor mais de mil de pessoas compareceram à posse do prefeito reeleito Vladimir Azevedo (PSDB) e do vice Rodrigo Rezende (PDT). Em seu discurso, o tucano reafirmou compromissos antigos, como o fim da construção do hospital público e a despoluição do Rio Itapecerica, mas evitou assuntos polêmicos, como o projeto de venda dos 242 imóveis da cidade, para reforçar os cofres municipais e viabilizar a construção de um conjunto habitacional, a conclusão da obra do novo centro administrativo, além da quitação de dívidas. A polêmica parece mesmo ser uma marca da administração de Azevedo. Para conseguir fechar as contas até o fim de 2012, a prefeitura teve que tomar uma série de medidas voltadas para redução de gastos. Além de cortar gratificações e horas extras, o município exonerou 220 funcionários comissionados, sob protesto da população.

Mas nem tudo foram flores para os novos prefeitos, muito deles tomaram posse com processos de cassação em tramitação na Justiça eleitoral. Entre eles, está o prefeito de Pirapora, Heliomar Silveira, acusado de abuso de poder econômico.

92 anos de Cruzeiro



Rua Tamóios, centro de Belo Horizonte, 2 de janeiro de 1921. Cerca de 100 desportistas de origem italiana se reúnem na Casa de Itália e fundam a Societá Sportiva Palestra Itália, em um ato que mudaria a vida da capital mineira e de dezenas de milhões de pessoas no decorrer do século.

O Palestra nasceu à sombra dos dois grandes clubes de futebol de BH, já estabelecidos há mais de uma década, e que rivalizavam no Campeonato Mineiro: o América e o Atlético. Por conta disso, a equipe de origem italiana acabou se caracterizando como um clube da classe trabalhadora, já que os imigrantes italianos eram, em sua maioria, operários e moradores do subúrbio da capital. A primeira formação do Palestra Itália, em 1921, teve Nullo, Polenta, Ciccio, Francisco Volpini, Américo, Bassi, Lino, Spartaco, Nani, Henriqueto e Armandinho, e bateu um combinado entre Villa Nova e Palmeiras, ambos de Nova Lima, por 2 a 0.

Em 31/08/1942, um decreto federal exigiu a extinção de símbolos de nações inimigas do Brasil, no contexto da Segunda Guerra Mundial. O Palestra foi obrigado então a mudar de nome. Em 02/10/1942, o presidente da entidade, Cyro Pony, anunciou que o clube passaria a se chamar Ypiranga, em alusão à independência do Brasil. No entanto, o time continuou oficialmente se chamando Palestra Itália. Cinco dias depois, uma assembléia com o Conselho definiu que a instituição passaria a se chamar Cruzeiro Esporte Clube, em homenagem ao símbolo da pátria brasileira, a constelação cívica do Cruzeiro do Sul.

Com o Gigante, o Cruzeiro se agiganta

Até os anos 1960, o Cruzeiro carregou o fardo de ser o terceiro time de Minas Gerais, embora já tivesse cedido o atleta Niginho à Seleção Brasileira, por cinco jogos, entre 1936 e 1937. Na primeira metade do século, o Atlético foi hegemônico, tendo conquistado 20 títulos estaduais, contra 12 do América e apenas nove do Cruzeiro.

Em 1965 foi inaugurado o Mineirão. O estádio era público, mas caiu como uma luva para o Cruzeiro, que ganhou visibilidade mundial com o Gigante da Pampulha e o adotou como sua casa. Até hoje, o clube celeste é o time que mais jogou no Mineirão e o que mais venceu, além de ter o melhor aproveitamento entre todos os mineiros. Foram 1.546 partidas, com 960 vitórias, 348 empates e 238 derrotas. Os números cravam um aproveitamento de 69,6%. Na Copa Libertadores, o Cruzeiro é temido como poucos quando joga em casa. São 63 jogos, com 51 vitórias, seis empates e somente seis derrotas – uma delas na Arena do Jacaré.



A torcida cruzeirense, que no início era tímida no Mineirão e ocupava espaço pequeno em clássicos contra o Atlético, foi uma das que mais cresceram no Brasil de lá para cá e cravou, inclusive, o recorde de público do Gigante da Pampulha: 132.834 torcedores, na final do Campeonato Mineiro de 1997, contra o Villa Nova.

Junto com o Mineirão, veio um time repleto de craques, como Raul, Tostão, Piazza, Dirceu Lopes e companhia. O elenco foi pentacampeão mineiro e campeão brasileiro de 1966. Era o que faltava para o Cruzeiro se agigantar e entrar de vez no cenário nacional. Na década seguinte, o clube ainda foi campeão da Libertadores e duas vezes vice-campeão brasileiro. Em um dos vices, o de 1974, falhas constantes da arbitragem de Sebastião Rufino e Armando Marques, nos jogos decisivos contra o Vasco, prejudicaram o Cruzeiro, que acabou o campeonato com o maior número de pontos e melhor aproveitamento.

Melhor do Século XX

O crescimento do Cruzeiro em 40 anos foi tão grande que o clube foi eleito, no ano passado, o melhor clube brasileiro do século XX, em ranking divulgado pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS), órgão reconhecido pela Fifa. O time celeste também foi apontado como o sétimo melhor sul-americano do século.

Além dos incontáveis títulos, o Cruzeiro tem também o melhor aproveitamento em pontos corridos da história da Libertadores, entre todos os 130 times que já disputaram mais de uma edição. Outra prova da regularidade celeste são as campanhas em Brasileiros. Se o campeonato fosse disputado por pontos corridos desde a primeira edição, o Cruzeiro já seria pentacampeão: 1966, 1974, 1996, 2000 e 2003.

Principais títulos oficiais do Cruzeiro:

Internacionais:
Copa Libertadores da América – 1976 e 1997
Supercopa dos Campeões da Libertadores – 1991 e 1992
Recopa Sul-Americana – 1998
Copa Ouro – 1995
Copa Master – 1995

Nacionais:
Bicampeão Brasileiro – 1966 e 2003
Tetracampeão da Copa do Brasil – 1993, 1996, 2000 e 2003
Bicampeão da Copa Sul-Minas – 2001 e 2002
37 vezes campeão estadual*
*Incluindo o título de Supercampeão de 2002

Capital tem primeiro réveillon com tempo seco em quatro anos

BH fecha dezembro com precipitações abaixo da média, mas previsão é de pancadas nos próximos dias. Calor e ruas desertas marcam início de 2013


A cidade amanheceu diferente do que de costume em 2013. Para começar, o sol brilhava, o que não ocorreu nos primeiros dias dos últimos quatro anos na cidade, marcados por chuva. Pelas ruas, quase ninguém. Às 10h13, uma senhora que voltava da caminhada no Parque Municipal atravessava sozinha a Avenida Afonso Pena, completamente vazia. Na Cristiano Machado, ao meio dia, ciclistas pedalavam sem precisar disputar espaço com o trânsito pesado comum em dia de semana.

Este réveillon foi o primeiro sem chuvas em Belo Horizonte desde a passagem de 2008 para 2009, quando dois adultos e uma criança morreram afogados em inundação na Avenida Tereza Cristina. Nos anos seguintes também houve registro de precipitações. A partir de hoje, porém, a expectativa é de que a capital mineira vá inverter a lógica da bonança pós-tempestade. Depois da calmaria de entrar em 2013 com muito calor e céu azul, a previsão do Climatempo é de pancadas de chuva, que já podem começar no final da tarde, o que coincidirá com o primeiro dia útil do ano, quando as pessoas retornam ao trabalho e ao volante de boa parte dos 400 mil veículos que circulam na área central de Belo Horizonte.

Segundo Marcelo Pinheiro, meteorologista do Climatempo, hoje ainda deve ser um dia de sol e calor, com temperatura chegando a 31ºC, mas pode haver pancadas de chuva no fim da tarde. “O tempo vai permanecer até domingo com cara de verão, quente e úmido”, prevê. “Mas deve haver chuvas fortes, com rajadas de vento e raios”, completa. A formação de nuvens no céu pode ser explicada pela chegada de uma frente fria que vem da Região Sul do país e se complementa com um canal de umidade proveniente da Região Amazônica. “Serão chuvas fortes, com rajadas de vento e raios”, completa.

Janeiro chega com chuvas, mas ainda não será suficiente para reverter o déficit registrado em dezembro. Dados do Climatempo mostram que o mês passado teve 142,9mm de chuva, 55% abaixo do normal esperado para os natais passados, que atingem em média 319,4mm de chuva. Na escala de 30 anos, dezembro sempre foi mais chuvoso que janeiro. Neste mês, porém, se forem confirmadas as projeções de hoje ao dia 15, o acumulado de chuvas pode atingir 155mm, ultrapassando dezembro. “Vamos ver se as previsões se confirmam, porque tem sido muito forte o bloqueio da pressão atmosférica para a chegada das frentes frias, que têm ficado retidas entre o Paraná e São Paulo, sem conseguir avançar muito. O fenômeno está relacionado ao aumento da temperatura do Oceano Atlântico”, explica Pinheiro.

Mudança de hábito Incomum para o período marcado pelas fortes chuvas, o calor fez com que o consultor de empresas Guilherme Dornas e a médica Ana Paula Alves Dornas aproveitassem o primeiro dia do ano com os filhos Lucas e Ana Luisa fora de casa. “Assim que eles acordaram, saímos. Almoçamos fora, fomos à Praça do Papa e optamos por um sorvete para refrescar”, conta a médica. Ainda de acordo com Ana Paula, as altas temperaturas têm transformado a rotina da família, possibilitando novos passeios e mais diversão no período de férias das crianças. “Temos conciliado as nossas agendas e aproveitando mais nossos filhos, mas também o próprio dia”, acrescenta Guilherme.

Ana Paula diz que apesar de esperados e bem-vindos, o tempo seco e o calor também se torna motivo de preocupação. “O calor é importante para que a gente consiga aproveitar melhor as crianças, mas o principal cuidado tem sido com a nossa hidratação. Além disso, o tempo pede também umidificador de ar, protetor solar e, claro, sorvete”, conclui.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Márcio Lacerda é empossado para o segundo mandato com discurso conciliatório

Com pouco mais de uma hora de atraso, o prefeito reeeleito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), o vice Délio Malheiros (PV) e os 41 vereadores tomaram posse na tarde desta terça-feira, no plenário da Câmara Municipal, no bairro Santa Efigênia, região Leste da capital. A solenidade durou uma hora e meia, com um terço do tempo dedicado ao discurso do prefeito, a única autoridade a falar. Os demais apenas fizeram o juramento protocolar para assumir os respectivos cargos.


Acostumados a discursos breves, o próprio Lacerda avisou antes de começar que iria “se estender um pouco mais”. O prefeito falou da tribuna, ao lado do adversário que derrotou na disputa eleitoral, Patrus Ananias (PT), que foi à solenidade para prestigiar o filho, vereador Pedro Ananias (PT), e foi covidado para compor a mesa que deu posse aos eleitos.

O tom de Lacerda foi de conciliação político partidário, de balanço das realizações dos quatros anos de governo e, ainda, de lembrança dos compromissos para o novo mandato que se inicia nesta quarta-feira e vai até o dia 31 de dezembro de 2016.

Lacerda agradeceu as parcerias dos governos federal - citando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff, ambos do PT -, o governador Antonio Anastasia (PSDB) e o senador Aécio Neves. Por último, sublinhou tratar-se de “um reconhecimento ao nosso líder maior”.

Aos petistas da capital, Lacerda lembrou que “paixões políticas” colocaram os partidários do PT em lado oposto à sua candidatura de Belo Horizonte. Porém, Lacerda não deixou de agradecer a coligação com PT, em 2008, que o ajudou a se eleger pela primeira vez prefeito de Belo Horizonte. “Agradeço a todos que fizeram parte do meu governo”, disse.

Aos vereadores da capital mandou um recado. “Contamos com o espírito público do Legislativo para aprovar projetos importantes para a cidade”, ressaltou.

Obras

Lacerda afirmou que a população de Belo Horizonte nunca assistiu anteriormente à execução de tantas obras como as realizadas no seu governo. “Não só obras viárias mas também relacionadas ao desenvolvimento social”, afirmou. Por fim , o prefeito se comprometeu a administrar a cidade com foco no desenvolvimento urbano sustentável.

Esquerda ou Direita?? Qual o melhor caminho?

  Dizem que tudo ou quase tudo tem dois lados, e na vida política de uma nação não seria diferente, sendo que cada país, cada continente t...