terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Luto na TV: Ator Luiz Baccelli morre de parada cardíaca em São Paulo

O ator Luiz Baccelli morreu de parada cardíaca, nesta segunda-feira (25), em São Paulo. A informação foi divulgada pelos produtores de "E a Vida Continua...", na página do Facebook do filme, seu último trabalho nos cinemas, no qual contracenava com Lima Duarte.

Segundo o comunicado, Baccelli sofria de complicações renais, o que ocasionou a parada cardíaca. Seu trabalho mais recente foi em 2011 na trama "Amor e Revolução", do SBT, na qual interpretava o personagem Monsenhor.

No cinema, o ator já trabalhou nos filmes "Ação entre Amigos" (1998), "Mater Dei" (2000) e "Os 12 Trabalhos" (2006). Na televisão, atuou em diversos canais, como, Rede Globo, SBT, Band e Record. Esteve no elenco de várias novelas: "Sangue do Meu Sangue", "Pérola Negra", "Laços de Família", "Amor e Ódio", "A Escrava Isaura", "Amazônia - de Galvez a Chico Mendes", "A Favorita", "Caminho das Índias", "Araguaia" e "Aquele Beijo".
O início de sua carreira se deu no teatro em 1968, com Antunes Filho, e logo no começo já percorreu vários países com seus espetáculos. Por 10 anos fez parte do grupo "Tapa/Cia". Baccelli também ganhou o extinto Prêmio Molière de melhor ator na peça "Xica da Silva".
Além de ator, Baccelli também lecionava na "Escola de Atores Wolf Maia", era historiador e diretor do grupo teatral "Ação Entre Amigos". O filme "E A Vida Continua...", é baseado em livro ditado pelo espírito André Luiz e psicografado por Chico Xavier, e conta com direção de Paulo Figueiredo.
O velório ocorre no Cemitério do Araçá, em São Paulo, até às 14h desta terça-feira (26). O corpo segue para ser cremado no Cemitério de Vila Alpina às 15h30.

Márcio Lacerda anuncia seu secretariado nesta quinta-feira


PSDB vai manter Saúde e BHTrans e deverá conquistar outros espaços


Depois de muita especulação, o prefeito Marcio Lacerda (PSB) irá anunciar o primeiro escalão da prefeitura da capital na quinta-feira. A confirmação foi feita ontem por ele, durante encontro da Frente Nacional de Prefeitos. O chefe do Executivo de Belo Horizonte preferiu não adiantar qualquer nomeação. Segundo ele, "qualquer anúncio pode prejudicar, porque pode haver alguma mudança de última hora". 

Lacerda fez ressalvas sobre as escolhas. "Temos indefinição em três regionais e uma fundação em função desse ajuste de negociações", disse. O primeiro escalão da prefeitura tem 13 secretarias, três fundações e nove regionais. O segundo e o terceiro escalões serão anunciados a partir da próxima semana.

Questionado se a renovação seria significativa em decorrência do rompimento com o PT, o prefeito negou. "Para determinadas posições, é preciso trazer pessoas qualificadas, que entendam muito do assunto. E um outro grupo é o que você faz uma negociação política com os partidos que trabalharam na eleição e que apoiam o governo", detalhou. 

Ainda assim, ele deu sinais de que sua preferência pela formação técnica está mantida. "Eles (representantes dos partidos aliados) estarão participando da administração com quadros qualificados".

Com a saída dos petistas da administração, a expectativa é que o PSDB ocupe mais espaço. Por enquanto, a certeza é a de que o secretario de Saúde, Marcelo Teixeira, e o presidente da BHTrans, Ramon Victor César, ambos tucanos, continuam à frente das pastas. 

2014. 
Lacerda desconversou sobre a próxima sucessão e esquivou-se de comentar qual candidato poderá apoiar para a Presidência - o senador Aécio Neves (PSDB), o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) ou a presidente Dilma Rousseff (PT). Sobre deixar a prefeitura para concorrer ao Estado, ele disse que sua "responsabilidade com a cidade, neste momento, é concluir o meu mandato".



Temperatura alta e chuva favorecem infestação de escorpiões em BH

Pelo menos cinco notificações de aparecimento de escorpiões chegam por dia ao Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde (SMS) de Belo Horizonte. No último mês, foram 150 chamados. Em alguns bairros, encontrar o animal peçonhento virou rotina.

A administração regional com a maior incidência de registros de encontro de escorpiões é a Centro-Sul, seguida pela Nordeste e a Pampulha. No ano passado, foram 1.731 ocorrências, comunicadas pelo telefone 156, da PBH.

Apenas no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII foram registrados 1.234 atendimentos a vítimas de picadas de escorpião em 2012. Em janeiro deste ano, as vítimas chegaram a 17, segundo a SMS. Duas crianças morreram na Grande BH em decorrência dos ataques.

No ano passado, a região de BH com o maior número de acidentes com escorpiões foi a Noroeste, com 140 casos, seguida pela Nordeste, com 138. No total, a SMS registrou 599 ocorrências em 2012.

A gerente de controle de zoonoses da SMS, Silvana Tecles, diz ser provável que muitas pessoas encontrem o animal mas deixem de comunicar o fato à prefeitura.

O aparecimento do bicho está ligado ao calor e chuvas. “Quando há oscilações de temperatura ou chuva, ele deixa o abrigo”, explica.


Praga

O churrasqueiro Paulo Roberto Diniz da Silva, de 36 anos, é subsíndico de um condomínio no bairro Juliana, na região Norte, e diz que escorpiões no local são comuns.

“Começou de dois meses para cá e todos os dias achamos pelo menos dois. Vamos dedetizar os prédios por conta própria”, afirma.

Em Minas, o tipo mais comum de escorpião é o mais venenoso do Brasil, o Tityus serrulatus, também conhecido como amarelo.

O coordenador da unidade de toxicologia do Hospital João XXIII, Délio Campolina, diz que o inseto é considerado uma praga urbana.

“Quanto mais populoso o local, maior a tendência do aparecimento. Eles se alimentam de outros insetos e vivem em ambientes fechados”, explica.

FHC participa de ato em BH para reforçar candidatura de Aécio Neves



Depois de ocupar a tribuna do Senado com o discurso de candidato à sucessão do Palácio do Planalto em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB) recebeu ontem a bênção do seu maior cabo eleitoral: o ex-presidente da República e presidente de honra do PSDB nacional, Fernando Henrique Cardoso. O tucano reforçou a escolha do senador como o melhor nome do partido para tentar tirar do Palácio do Planalto o PT – que este ano completou 10 anos no poder. Em evento em Belo Horizonte na noite de ontem, FHC endureceu o discurso de oposição ao chamar a presidente Dilma Rousseff de “ingrata” e dizer que sua administração usurpou o projeto tucano de governo e agora “cospe no prato que comeu”. Ele afirmou ainda os tucanos não “roubaram” enquanto estiveram no poder. 

“Neste momento a pessoa que tem mais condições (de disputar a sucessão presidencial) é o Aécio Neves. Não vejo outro nome. É o momento de renovação do falar, do estilo da pessoa. É o momento de sacudir o país”, afirmou o ex-presidente, que veio a Belo Horizonte para proferir a palestra “O século 21: desafios, ameaças e oportunidades”, evento que marcou a abertura do ciclo de debates Minas Pensa o Brasil, promovido pelo PSDB de Minas Gerais. Embora tenha deixado clara sua escolha, FHC ressaltou que a candidatura precisa ser construída discutindo os problemas reais do Brasil e lançada apenas no momento oportuno. E garantiu que vai percorrer o país ao lado de Aécio para “plantar a semente da vitória”. 


Questionado sobre uma possível resistência do PSDB de São Paulo ao nome do mineiro, FHC afirmou que é coisa do “passado”. “São Paulo vai ver qual é o líder que pode levar o partido à vitória. No meu julgamento, quem tem mais capacidade é o Aécio”, reforçou. O tucano argumentou ainda que nas últimas três disputas eleitorais os candidatos do partido – o governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, e o ex-governador José Serra – levaram as eleições para o segundo turno, mostrando que o PSDB tem quadros competitivos. 

Ao comentar as declarações de Dilma Rousseff durante as comemorações de 10 anos no poder – a presidente disse que não recebeu nenhuma herança dos tucanos –, Fernando Henrique foi irônico. “O que se pode fazer quando a pessoa é ingrata?” Segundo ele, o PT deixou de lado as promessas feitas durante a campanha eleitoral – de investir no social e governar com ética, para copiar os programas adotados por ele, que governou o Brasil de 1995 a 2002. 

“O PT se opunha a tudo. O mundo mudou e o PT foi para o governo para usurpar nossos projetos”, reclamou. Sobre as críticas de que a oposição não tem projeto de governo, FHC disse que a meta dos tucanos é investir em tecnologia, industrialização, desenvolvimento e emprego de boa qualidade para as classes emergentes. “O PSDB tem que entrar nessa linha de futuro”, completou. 

Em discurso, o senador Aécio Neves (PSDB) destacou a importância de observar quem são as pessoas que acompanham os líderes do país – em alusão à condenação de vários petistas e aliados do governo no processo do mensalão pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). FHC foi além: “Nós mudamos o rumo do Brasil, nós fizemos muitas coisas, mas não roubamos não”. 

Nos próximos meses os debates se estenderão por vários estados. Na semana que vem o mineiro estará novamente ao lado de FHC em evento na capital paulista. “É hora de o PSDB voltar com propostas como criar empregos de mais qualidade e focar na melhoria da educação. Com a privatização, sim, de setores que precisam. É hora de discutir os problemas reais do Brasil. Tenho ao lado o responsável pelas maiores transformações do país”, disse Aécio.

Aprovação 

Se os tucanos ainda preferem aguardar uma data mais próxima das eleições para confirmar o nome do senador mineiro, entre os principais representantes do partido que compareceram ao evento, o nome de Aécio deve ser confirmado o quanto antes. Para secretários, prefeitos e deputados do PSDB, a confirmação da candidatura presidencial vai permitir que ele chegue a 2014 com reais chances de vencer as eleições. 

Secretário-geral do PSDB mineiro, o deputado estadual Carlos Mosconi afirmou que o partido está presente nas discussões políticas do país como uma opção de futuro. Criticou o clientelismo eleitoral que seria a marca da atual gestão e garantiu a aprovação da candidatura do mineiro em 2014. Integrantes da juventude e do setor feminino da legenda valorizaram a gestão de FHC como responsável pela maioria dos avanços sociais da última década. 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Mais uma vez o Governo Dilma pune Minas Gerais

Mais uma vez a "mineira" Dilma pune Minas Gerais, o seu governo suspendeu as obra de duplicação da BR 381, umas das rodovias mais assassinas que corta o Estado que vai continuar tirando vidas dos nossos entes, amigos, conhecidos. Muitos podem dizer que a maioria dos acidentes acontecem por imprudência, pode até ser, não vamos tapar o sol com a peneira, mas em muitos casos os acidentes poderiam ser evitados se houvesse a opção dos motoristas de se defenderem com estradas mais seguras. 

Somente no mês de Janeiro as contribuições e os impostos federais já atingiram R$ 116 Milhões líquidos, será que essas obras são tão onerosas que impedem dos recursos serem repassados para salvar vidas? 

Ano que vem a senhora Dilma vai continuar dizendo que é mineira??

Marcelo Passos

Vejam a integra da matéria:
Governo federal suspende duplicação da BR-381
Um mês após interromper primeira concorrência para duplicar a Rodovia da Morte, Dnit anuncia suspensão do segundo edital, paralisando totalmente licitação para reduzir a violência na estrada, que teve 2.564 acidentes e 124 óbitos só no ano passado
Oito meses depois de anunciadas pela presidente Dilma Rousseff em solenidade no Palácio da Liberdade, em 13 de junho de 2012, as obras de duplicação da BR-381, no trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares, estão totalmente suspensas. Ato publicado ontem no Diário Oficial da União (DOU), assinado pelo presidente da Comissão de Licitação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Arthur Luís Pinho de Lima, suspendeu o edital 791/2012, que abrange quatro lotes da obra. Em 21 de janeiro, o edital 654/2012, que cobria os demais seis trechos da licitação, já havia sido suspenso pelo Dnit.

A promessa do departamento era iniciar a duplicação da rodovia, uma das mais violentas do país, em março, como havia prometido o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, em 31 de outubro, quando esteve em Belo Horizonte. Na ocasião, Passos afirmou que as obras não sofreriam atraso e estariam concluídas até 2016. Entretanto, com a suspensão dos dois editais, que ainda não têm data para serem retomados, não há estimativa de quando as obras serão iniciadas. 

A duplicação da Rodovia da Morte é considerada fundamental para a redução do número de mortes e acidentes na estrada. No ano passado, foram registrados 2.564 desastres e 124 óbitos na via, cheia de curvas e com tráfego intenso de veículos pesados. A BR-381 é a principal ligação entre Belo Horizonte, o Espírito e o Sul da Bahia.

A suspensão do Edital 791 ocorreu a quatro dias da abertura da licitação, marcada para terça-feira, dia 26, repetindo o roteiro do que havia ocorrido com o Edital 654 em janeiro, às vésperas do início da concorrência. O Estado de Minas entrou em contato com o Dnit solicitando entrevista para esclarecer as causas da interrupção, mas a assessoria de imprensa informou apenas que a inciativa foi determinada pela “necessidade de ajustes no edital” e que não havia representante do departamento disponível para explicar que tipo de falhas há no edital e que ajustes devem ser feitos para que a licitação possa ser retomada.

O Dnit não soube informar sequer quando o novo edital será publicado e tampouco esclareceu a situação do Edital 654, suspenso por pressão de quatro construtoras que pediram a impugnação da licitação, alegando falta de dados imprescindíveis para o início dos trabalhos, como estudos geotécnicos e relatório de avaliação ambiental. Na ocasião, a Construtora Aterpa M. Martins argumentava que “a ausência desses documentos pode trazer inúmeros problemas. Um deles seria a falta dos estudos técnicos, o que torna impossível para o licitante projetar com segurança seus gastos”.

Os quatro lotes suspensos ontem somam 167,1 quilômetros e são os seguintes: Governador Valadares a Belo Oriente (78,2 km); Belo Oriente a Jaguaraçu (60,2 km); Nova Era a João Monlevade ( 20,7 km); e Caeté à Avenida Cristiano Machado (13,4 km), sendo que parte deste último trecho faz parte do edital interrompido em janeiro. 

Pressão parlamentar

A suspensão do segundo edital da duplicação da Rodovia da Morte acendeu o sinal vermelho da bancada mineira no Congresso. Na semana que vem, parlamentares do estado prometem se organizar para cobrar da presidente Dilma Rousseff e da direção do Dnit acompanhamento maior do andamento dos editais da rodovia. A intenção é encaminhar requerimento ao Palácio do Planalto, para que sejam detalhados os motivos dos repetidos adiamentos, os problemas dos editais apontados pelas empresas interessadas na obra, além das soluções possíveis para que a concorrência volte a tramitar normalmente. 

Desde o ano passado, alguns parlamentares já alertavam que os preços estimados para alguns trechos da obra estariam abaixo do que as empresas calculavam, o que poderia causar problemas judiciais e novos atrasos na licitação. Segundo o coordenador da bancada mineira no Congresso, deputado Fábio Ramalho (PV), o governo precisará negociar soluções a curto prazo, para conseguir tirar a obra da gaveta este ano. “Essa duplicação já virou uma novela. Desde o governo de Fernando Henrique, passando pelo Lula, e agora com a Dilma. Que o governo procure os meios necessários para retomá-la de uma vez. Em outros estados, grandes obras estão andando, e a principal obra de Minas não avança”, criticou Ramalho. 


 (ARTE EM)



Intolerância - Artigo do senador Aécio Neves para a Folha de S.Paulo


"Não herdamos nada", disse a presidente Dilma no evento comemorativo dos dez anos do PT no governo federal.

O que à primeira vista pode parecer apenas arrogância esconde, na verdade, um estímulo à intolerância que começa a ficar cada vez mais evidente no discurso e na prática de setores do PT.

A tolerância é componente importante da vida política, assim como o respeito ao contraditório é pressuposto dos regimes democráticos: ambos garantem a convivência entre diferenças.As recentes celebrações do petismo explicitaram com nitidez essa grave distorção.

Para muitos, trata-se de um traço do partido agravado pela posição defensiva que foi obrigado a assumir após a comprovação das irregularidades cometidas.

Até a legítima defesa de iniciativas do governo passou a vir embalada por desnecessária agressividade, refletindo projeto de poder apequenado pelos seus próprios interesses.

Ao mesmo tempo, talvez não por acaso, limites éticos e republicanos que ultrapassam o sentido formal da legalidade vão sendo atropelados. Foi o caso da presença da presidente em rede oficial de rádio e TV para atacar adversários.

Ao lado da defesa do controle da imprensa, ataques e calúnias que tentam destruir reputações, distribuídos nas redes sociais de forma orientada, transformaram-se em autêntica jornada contra instituições, como o Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público e a imprensa; contra autoridades constituídas e forças políticas que militam em outros campos.

São outras faces dessa tendência, que tem como objetivo dificultar o debate democrático. Nunca é demais lembrar que a intolerância é a antessala do autoritarismo.

Acredito que esta postura, crescente em alguns setores do PT, pode ser explicada também pelo desconforto causado pela percepção da sociedade sobre as contradições entre o discurso do passado e as práticas do partido no presente.

Nesse sentido, fiz há poucos dias perguntas que, acredito, são de muitos brasileiros.

Qual PT celebra dez anos no poder? O que fez do discurso da ética durante anos a sua principal bandeira eleitoral ou o que defende em praça pública os réus do mensalão?

O que condenou com ferocidade as privatizações conduzidas pelo PSDB ou o que as realiza hoje sem nenhum constrangimento? O que discursa defendendo um Estado forte ou o que fragiliza empresas públicas nacionais, como a Petrobras e a Eletrobrás?

O que ocupou as ruas lutando pelas liberdades ou o que, no governo, apoia ditaduras e defende o controle da imprensa? O PT que considerava inalienáveis os direitos individuais ou o que se sente ameaçado por uma ativista cuja única arma é a sua consciência?
Qual?

Choque de Gestão implantado por Aécio Neves é modelo no país


Desde a sua implantação em 2003, no governo Aécio Neves em Minas Gerais, o Choque de Gestão tornou-se modelo de administração pública, sinônimo de contas públicas equilibradas e investimentos para a população. É um modelo seguido por municípios, estados e até mesmo pelo governo federal. Na última semana, Antonio Anastasia, governador de Minas, apresentou o Choque de Gestão ao governo do Amazonas.

Fonte: Brasil 247

ANASTASIA APRESENTA MODELO DE GESTÃO AO AM

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, apresentou, em Manaus, o modelo de gestão responsável pela modernização da administração pública estadual; o "choque de gestão mineiro" foi iniciado em 2003 e encontra-se atualmente em sua terceira fase de execução

23 DE FEVEREIRO DE 2013 ÀS 10:22

Agência Minas - Minas Gerais vive hoje a terceira fase de um bem-sucedido modelo de gestão, iniciado em 2003, que modernizou a administração do Estado. Os ciclos de reforma e modernização da gestão pública estadual possibilitaram melhor aplicação dos recursos, tornando o Estado mais eficiente na execução de políticas públicas, com foco na melhoria da qualidade de vida da população.

Os resultados obtidos a partir desse esforço foram apresentados, em Manaus (AM), nesta sexta-feira (22), pelo governador Antonio Anastasia. Gestores públicos, universitários, administradores e empresários participaram da Conferência “Choque de Gestão Pública”, principal tema do evento, que contou também com apresentações de gestores da prefeitura de Manaus.

Segundo o governador de Minas, as três gerações do Choque de Gestão, que seguiram o princípio único de modernizar a administração pública mineira, trouxeram importantes resultados para o Estado, em todas as áreas, transformando e elevando a qualidade dos serviços públicos prestados à população.

“Na primeira fase, chamada de Choque de Gestão, alcançamos o equilíbrio fiscal, o ‘déficit zero’, estabelecemos acordos de resultados e elaboramos uma carteira de projetos estruturadores. No segundo momento, criamos o Estado para Resultados, com a consolidação da qualidade fiscal do Estado, foco nos resultados finalísticos e na consolidação institucional da cultura de resultados. Agora, com o Gestão para a Cidadania, priorizamos a transparência das ações e o novo modelo de governança pública com a participação cidadão, o Estado formado em Redes, além do fortalecimento setorial da gestão”, explicou Anastasia.

Com o saneamento das suas contas, o Estado voltou a ter crédito junto às agências internacionais e a União autorizou Minas a contrair financiamentos, pois havia se enquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal. O Choque de Gestão mineiro foi considerado modelo a ser seguido por outros entes federados pelo Banco Mundial.

Acima da média

Nos últimos dez anos (2003 a 2012), a partir dessa inovadora gestão pública, Minas Gerais alcançou avanços significativos em diversas áreas, entre elas, na Educação, conquistando o primeiro lugar entre os estados no Ideb 2011 nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

“Na área da Saúde, em 2009, atingimos o primeiro lugar da região Sudeste e o quarto do país em esperança de vida ao nascer. Também somos o primeiro em cobertura do Programa Saúde da Família e a segunda maior cobertura de pré-natal da região Sudeste”, disse Anastasia.

O governador destacou ainda que a Região Metropolitana de Belo Horizonte é a que registra a menor taxa de desemprego. Em termos de estado, Minas registra taxa de desemprego de 6%, enquanto a taxa nacional chega a 6,7%.

Minas Gerais é, hoje, o 2º estado maior exportador do Brasil, com participação de 13,8% do total exportado pelo país em 2012. No ano passado, o saldo da balança comercial de Minas foi o maior do país, registrado em US$ 21,4 bilhões, enquanto o do Brasil permaneceu em US$ 19,4 bilhões.

“Temos, ainda, fortes parcerias com o setor privado e desenvolvemos a primeira Parceria Público-Privada do setor rodoviário do país, além da PPP do Sistema Penitenciário, inédita na América Latina. Fizemos parcerias para implantação de Unidades de Atendimento Integrado (UAI), para a reforma, modernização e operação do Mineirão e para a expansão do metrô de Belo Horizonte, esta junto com o governo federal e prefeituras da RMBH”, contou Anastasia.

Os resultados também podem ser encontrados nas telecomunicações, já que o Governo de Minas conseguiu levar telefonia celular a todos os 853 municípios mineiros. “Fomos, ainda, o primeiro Estado federado a repactuar os Objetivos do Milênio, estabelecidos pela ONU, com a proposição de metas mais ousadas. Minas Gerais já obteve excelentes resultados na redução da pobreza e da mortalidade infantil”, ressaltou o governador.

Nas áreas de resultados, é possível destacar, além da qualidade e inovação em gestão pública, a educação de qualidade; vida saudável; protagonismo juvenil; investimento e valor agregado da produção; inovação, tecnologia e qualidade; redução da pobreza e inclusão produtiva; desenvolvimento do Norte de Minas; qualidade ambiental e investimentos em defesa social.

Estado em Rede

Para implementar a Gestão para a Cidadania, o Estado foi organizado em redes de Desenvolvimento Integrado, nas diversas áreas socioeconômicas.

A organização do Estado em Rede desdobra-se em diversas inovações e melhorias para a gestão pública, refletindo-se na revisão da estratégia estadual de longo prazo, o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI); na organização da nova carteira de Programas e Projetos Estruturadores; na metodologia de trabalho das Pastas Governamentais; bem como na articulação institucional do governo com a sociedade

“Já levamos o Governo, através dos resultados, para perto das pessoas, que passaram a sentir a ação do poder público. Mas isso não nos basta. É importantíssimo que o cidadão tenha uma ação mais efetiva dentro do Governo, porque as políticas públicas só serão exitosas se tivermos o compromisso dessas pessoas”, enfatizou Antonio Anastasia.

Esquerda ou Direita?? Qual o melhor caminho?

  Dizem que tudo ou quase tudo tem dois lados, e na vida política de uma nação não seria diferente, sendo que cada país, cada continente t...