terça-feira, 7 de maio de 2013

Ministério Público pede interdição imediata do Mineirão para a realização de jogos e de eventos

Promotor afirma que os problemas foram indicados antes mesmo da entrega do estádio


O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) entrou na Justiça pedindo para que seja impedida a realização de jogos e de eventos no estádio Mineirão. Para a promotoria, o consórcio Minas Arena deixou de realizar obras essenciais para a acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

O promotor Rodrigo Filgueira de Oliveira, autor da ação civil pública, informou que o consórcio não finalizou os assentos para pessoas obesas, não fez a sinalização tátil nos corrimãos, não indicou uma rota acessível entre o banheiro e o campo, dentre outros.

“Antes da entrega do Mineirão, nós indicamos as falhas, porém, eles não corrigiram”, afirmou Oliveira. Além disso, a Minas Arena descumpriu dois prazos. “Ele descumpriram dois prazos para a realização das adequações. O primeiro seria no dia 31 de janeiro e o segundo no dia 31 de março. Esses prazos, inclusive, foram definidos pela concessionária”, esclareceu o promotor.

Ele acrescenta que, “por não confiar mais nesses prazos, foi necessário entrar na Justiça”. Rodrigo citou um exemplo de uma das falhas na adequação. De acordo com ele, no show do Elton John, que aconteceu no dia 9 de março, os organizadores do evento colocaram cadeiras de plástico na pista que não comportavam pessoas obesas. “Eu presenciei pessoas pegando duas cadeiras”, afirmou.

Oliveira concluiu que, como a concessionária possui três empreiteiras, mão de obra não é o que falta. “Está faltando uma vontade mais efetiva para realizar as adequações”, finalizou o representante do Ministério Público.

Neste fim de semana, vários problemas foram detectados durante o show de Paul McCartney. Quem chegava ao Mineirão sem saber onde ficava seu respectivo setor era bombardeado por informações discrepantes de seguranças e do pessoal com a camisa `posso ajudar?´. Já dentro do estádio, houve casos de ingressos duplicados nos setores de cadeiras e, por conta disso, muitos tiveram que assistir à apresentação sentados nas escadas de acesso. Na área de bares, uma tubulação estava entupida, causando mau cheiro.

Agora, a ação será apreciada por um juiz que decidira se o estádio será, ou não, interditado imediatamente. Em contato com a reportagem, a Minas Arena informou que uma reunião está sendo realizada para avaliar às recomendações do Ministério Público. No fim da tarde, um comunicado oficial da empresa será emitido. 

Belo Horizonte registra uma média de 3,5 roubos por hora


Secretário diz que ataques preocupam e que combate a eles é prioridade


A cada hora, pelo menos três pessoas são roubadas ou extorquidas violentamente em Belo Horizonte, seja na rua, no comércio ou dentro de casa. Em abril, segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), foram 2.524 ocorrências, uma média de 3,5 por hora. Se forem considerados os quatro primeiros meses deste ano, as polícias registraram 75,6 casos por dia - 20% a mais que a média diária de 2012, que foi de 63,1 crimes violentos contra o patrimônio. O problema se repete pelo Estado. Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, por exemplo, o crescimento foi de 57,6%. O titular Seds, Rômulo Ferraz, diz que os números são preocupantes e que o combate a eles é prioridade do governo.

Os números refletem a sensação de insegurança da sociedade, principalmente depois da última semana, quando cinco assaltos a residências ganharam destaque em razão da violência das ações. Se for considerado somente o mês de abril, a média diária foi de 84,1 roubos, sete a mais que em março. "Mudamos nossa rotina e passamos a viver como reféns, apreensivos para chegar e sair de casa", desabafou um engenheiro que teve a casa assaltada há dez dias. Depois do crime, o prédio foi equipado com câmeras e vigilância armada.

Na padaria de Antônio Moreira Magalhães, 40, os equipamentos não impediram que o estabelecimento, no bairro Vale do Jatobá, no Barreiro, fosse assaltado por 33 vezes em três anos. "Não aguentei, o jeito foi vender a padaria. Os mesmos bandidos voltavam para assaltar outras vezes. Faltam mais empenho dos policiais e leis que não favoreçam os malandros", disse.

Para o sociólogo Robson Sávio, os dados ainda estão subestimados. "Muitas pessoas, principalmente no centro da cidade, não registram ocorrências. Observamos o aumento de todos os tipos de crime, mas nada se altera no modo de se fazer segurança no Estado. Hoje, temos um sistema policial que atua, principalmente, depois que o crime acontece", destacou. 

O outro lado. O secretário Rômulo Ferraz disse, ontem, que o Estado elegeu como prioridade o combate aos crimes contra o patrimônio, que incluem os roubos e arrombamentos. Segundo ele, a expectativa é de redução, até o fim do semestre, de até 20% nas ocorrências. "Estamos fazendo um esforço grande, não estamos conformados com os números".

O delegado Anderson Alcântara, chefe do 1º Departamento da Polícia Civil de Belo Horizonte, afirma que está sendo feita uma força-tarefa para investigar os crimes, principalmente os ataques a residências. "Em breve, teremos prisões de outras quadrilhas envolvidas em assaltos, o que dará certa tranquilidade (à população)", afirmou. 

A coronel Cláudia Romualdo, comandante do policiamento da capital, ressalta a importância de as pessoas registrarem ocorrências para ajudar a polícia a direcionar suas ações em regiões mais problemáticas. "O crime migra, e estamos sempre reforçando nossas ações em conjunto com a Polícia Civil".

Não basta apenas baixar a maioridade penal, se a pratica e a teoria divergem




            O anseio da sociedade para a redução da maioridade penal traduz a condição social em que transformou o nosso país, de certo que há muito tempo vemos a inversão dos valores e a perdição do menor para criminalidade em nosso meio. A ineficiência do poder publico na garantia dos direitos fundamentais, é o que alimenta com grande riqueza este poder paralelo.

            Não é novidade saber que o crime em nosso país, faz o papel de Estado nas comunidades, onde o mercado e este poder crescem nas comunidades carentes que vivem na vulnerabilidade na ineficiência da lei.

            São-nos garantidos tantos direitos pelo Estado, mas que na pratica a defasagem e a ineficiência dos serviços faz com que todos fiquem a mercê do crime. É muito louvável a intensão do ECA – Estatuto da Criança e Adolescente querer proteger os jovens em todo sentido e garantir a ele uma vida adulta com qualidade, mas e na pratica? Na educação a ineficiência dos profissionais que atuam na garantia da aplicabilidade da educação, não por dolo, mas pela falta de infraestrutura geral, seja no incentivo profissional quanto na estrutura social das famílias.

            De acordo com ECA, não é permitido ao menor de 16 e maior de 14 anos trabalharem, salvo como menor aprendiz, pois a intenção do estatuto, jovens desta faixa etária devem estar na escola, com toda certeza, e a qualificação profissional de seus pais e a incerteza do futuro? Nos direitos fundamentais, somos usurpados da qualidade e da eficiência dos serviços, a saúde agoniza como um andarilho sedento ao deserto, onde não se encontra a qualidade devida, como os profissionais desmotivados pelo poder publico na desqualificação do seu serviço, onde muitos iniciam sua vida no serviço publico e logo vão para a iniciativa privada, onde a grande gama da sociedade não tem o acesso.

            Estamos no país dos recordes de arrecadação tributaria. O desinteresse governamental faz com que haja o desserviço. Preferem promover o acesso aos bens materiais, endividando as famílias e investir em coisas que nem todos terão acesso e não investir na verdadeira mola propulsora dos países desenvolvidos, a educação, saúde, segurança, transporte e principalmente a mão de obra qualificada, este ultimo é a grande defasagem da nossa sociedade há escolas profissionalizantes, mas o acesso é mínimo, ou paga-se muito caro numa escola particular ou entra por meio de provas de seleção nas escolas estatais, mas com a desvantagem da educação publica contra os privilegiados que tem condições de arcar com estudos particulares.

            Com o poder paralelo dando todas as condições para o aumento deste câncer da sociedade punir o menor infrator não será suficiente, se não houver incentivo eficaz, pois a falta de perspectiva é que traz este aumento.

            Nosso sistema carcerário é falido, onde deveria ser um local de ressocialização e mudança de comportamento do infrator, torna-se escola e graduação do aperfeiçoamento ao crime, um verdadeiro deposito humano, pode-se qualificar nas mordomias estruturais onde muitos apontam, mas nada mais, é amenizar um problema para sociedade, apenas com a restrição da sua liberdade. Os encarcerados interessados trabalham e aprende uma profissão, infelizmente poucos moldam seu caráter e grande parte volta para o crime. E o que mudará na redução penal para a sociedade? Apenas mais pessoas presas, mais nada, pois um dia a restrição à liberdade acaba e depois? Deve começar o combate o crime na raiz, na família, garantindo a todos a qualidade dos serviços, na escola, na saúde, na segurança e principalmente no acesso a profissão, onde a formação profissional de uma pessoa dificultará seu acesso ao poder paralelo.

            Nossos jovens tem muita capacidade, apenas não há o incentivo legal do governo para que possa desenvolver suas habilidades, tornando seu dia ocioso e livre para o crime. Não há na consciência do menor de 18 anos a distinção de praticar um crime e após ele completar a maioridade, não existe a metamorfose da consciência, apenas a impunidade. Mas se não houver para o menor o incentivo de mudança, de nada adiantará reduzir a punibilidade, simplesmente a maquiagem.

Marcelo Passos

Prefeitos mineiros aproveitam brechas da legislação e nomeiam parentes

Mulheres, filhos e irmãos recebem cargos de primeiro escalão na administração municipal

Amparados por uma brecha na Súmula 13 do Supremo Tribunal Federal – aprovada para coibir o nepotismo no serviço público –, prefeitos mineiros estão garantindo emprego para seus parentes no primeiro escalão da administração. São mulheres, filhos, irmãos, tios e sobrinhos ocupando cargos de secretário municipal, o mais alto posto entre aqueles de livre escolha do prefeito. Eles têm a seu favor o fato de o texto da súmula do STF não vedar expressamente a nomeação de familiares do prefeito, governador e presidente da República para secretários municipais, estaduais e ministros. E se baseiam ainda em algumas decisões judiciais posteriores que liberaram as contratações pelos chefes do Executivo.


Para o promotor do Patrimônio Público, João Medeiros, o volume de parentes em cargos de primeiro escalão é resultado da falta de uma lei vedando o nepotismo integralmente, e de uma súmula mal redigida, que gera uma série de interpretações. “Mas nada impede que o promotor entre com uma ação (questionando a contratação de parentes), independentemente da súmula. O que permeia a atuação do Ministério Público não é a Súmula 13, mas se a situação concreta viola princípios da administração pública”, argumentou o promotor.

Os casos de nepotismo em Minas estão espalhados por cidades de todas as regiões do estado, independentemente do tamanho e de qual partido é o prefeito. Em Uberlândia, no Triângulo, a mulher do prefeito Gilmar Machado (PT) é secretária de Governo. Com um salário de R$ 12,5 mil, Rosângela Paniago ocupa o principal posto da administração, responsável por coordenar todas as demais secretarias na segunda maior cidade do estado. Para Machado, não há nenhum dilema moral nem ilegalidade na nomeação, já que ela está qualificada para a função. Ainda segundo Gilmar Machado, se tivesse alguma irregularidade na contratação, o Ministério Público já teria acionado a administração. “Se não tivesse condições, aí sim teria problema. Ela tem competência, formação superior, especialização em gestão e dirigiu instituições reconhecidas na cidade”, afirmou Machado. 

Na vizinha Uberaba, o nepotismo está sendo investigado pelo Ministério Público, que abriu cinco inquéritos para apurar as denúncias de contratações que seriam irregulares. Segundo o promotor José Carlos Fernandes, na quinta-feira os servidores da prefeitura começam a ser ouvidos. “Temos denúncias e estamos comprovando a existência de parentes de vereadores trabalhando em cargos sem concurso público na prefeitura”, afirma o promotor, que conta que a investigação já levou ao cancelamento de uma nomeação na cidade. 

Mulheres 

Em Dom Bosco, na Região Noroeste, o prefeito João Paulo da Silva (PSB), orientado por assessores, nomeou a esposa, Eliane Tiago Pereira, como secretária de Ação Social da cidade. “O pessoal me falou que ela poderia ser minha secretária e achei que ela serviria mesmo. Desde que a lei permita, acho que é como nomear qualquer pessoa para trabalhar”, afirmou João Paulo. 

Carlos Vinício de Carvalho Soares (PR), prefeito de Frei Inocêncio, no Rio Doce, também nomeou a mulher, Luciana Cabral Carvalho, mas para a Secretaria de Obras e Saúde. Além dela, o tio do prefeito, Joviano Augusto de Carvalho Soares, figura na administração como secretário de Finanças. O prefeito foi procurado pela reportagem para comentar o assunto, mas não foi localizado. 

Na cidade de Ouro Branco, na Região Central, a prefeita Maria Aparecida Junqueira Ramos (PSD) contratou o sobrinho Raimundo Junqueira Campos Neto como secretário de Governo. “Mas foi só um parente, que é da minha confiança e competente”, alegou a prefeita. Em Matozinhos, na Região Metropolitana de BH, Joyce Graziele é a responsável pela Secretaria de Desenvolvimento Social, cargo dado pelo seu pai, o prefeito Antônio Divino de Souza (PMDB). A Secretaria de Obras de Bom Sucesso, no Centro-Oeste mineiro, foi entregue a Fabrício Martins de Barros, irmão da prefeita Cláudia Barros (PT).  A reportagem conversou com as assessorias dos dois prefeitos, mas até o fechamento desta edição não houve retorno das ligações. 

Farra

Situação mais emblemática do poder dos parentes pode ser vista em Juatuba, na Região Central. Além de o prefeito Pedro Firmino Magesty (PMDB) ter nomeado o irmão, Paulo Firmino Magesty, para a Secretaria de Meio Ambiente, ele garantiu trabalho aos familiares de dois vereadores. O presidente da Câmara, Luiz Carlos Fiedler, foi agraciado com a nomeação do seu filho, Tiago Emílio, como secretário de Esportes. Outro vereador que também tem parente no primeiro escalão é Kellissander Saliba Santos. Seu irmão, Islander Saliba Santos, foi contemplado com a Secretaria de Educação. 

E a farra não para por aí. Os dois filhos da vice-prefeita, Valeria Aparecida dos Santos (PMDB) – que são concursados da prefeitura –, foram nomeados em cargos de confiança. Luiz Carlos dos Santos ganhou um cargo de gratificação na Secretaria de Comunicação e Carlos Antônio dos Santos passou a trabalhar no gabinete do prefeito. Pedro Firmino justificou que a lei não impede a nomeação de parentes em primeiro escalão. Ele afirmou que todos os familiares foram nomeados por terem experiência e competência.” 

O QUE DIZ A SÚMULA 13

A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta, em qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição federal.

Pelo texto, estão vetados 
» Pai, mãe, avô (ó) e bisavô (ó) – linha reta ascendente
» Filho (a), neto (a), bisneto (a) – linha reta descendente
» Tio (a), irmão (ã), sobrinho (a) – linha colateral 
» Sogro (a), avô (ó), bisavô (ó) e tio (a) do cônjuge e/ou companheiro (a), cunhado (a), filho (a) do cunhado (a), genro e nora – afinidade 
» São parentes civilmente: filho (a) adotado, enteado (a), filho (a) e neto (a) do enteado (a) 

A Súmula 13 foi editada em 2008 pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de coibir a contratação de parentes no serviço público brasileiro. No entanto, o texto nada disse sobre a indicação de parentes para o primeiro escalão do governo. Por isso mesmo, há decisões divergentes no órgão: em 2011, o atual presidente do STF, Joaquim Barbosa, deferiu uma liminar em ação proposta pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para afastar o irmão do prefeito de Queimados, na Baixada Fluminense, da Secretaria de Educação. O ministro Carlos Ayres Britto, que se aposentou no ano passado, autorizou a permanência da irmã do prefeito de Paty dos Alferes, também no Rio, no cargo de secretária de Educação, Esporte e Lazer. 

Suzana tentou se afogar, diz garçom da casa de PC Farias

Namorada de PC Farias teria tentado jogar-se no mar de Guaxuma, praia localizada ao norte de Maceió


Suzana Marcolino teria tentado suicídio, jogando-se no mar de Guaxuma - praia localizada ao norte de Maceió - depois de discutir com Paulo César Farias por causa de um telefonema. O fato teria acontecido dias antes da morte dos dois. A revelação foi feita por Genival da Silva França, garçom da casa de praia de PC Farias, o segundo a prestar depoimento nesta segunda-feira no julgamento de quatro policiais militares acusados de participação na morte do empresário e de sua namorada.


Segundo a testemunha, depois de receber um telefonema, PC Farias teria discutido com Suzana, que saiu correndo em direção ao mar. O empresário teria pedido ao garçom para segui-la. "Eu pedi para o meu irmão, que trabalhava comigo na casa, ir atrás dela", contou, diante do júri montado no Fórum Desembargado Jairon Maia Fernandes, em Maceió. "Ela se debateu nos braços dele, mas acabou sendo retirada do mar", contou.

"Por que você não contou esse detalhe à polícia, na época?", quis saber o promotor Marcos Aurélio Gomes Mousinho. "Porque tem coisa que a gente esquece, doutor", respondeu a testemunha.

Em depoimento que durou pouco mais de uma hora, Genival da Silva revelou ainda os momentos que antecederam a morte do casal, no domingo, 23 de junho de 1996. De acordo com seu depoimento, PC Farias saiu para caminhar na praia de Guaxuma por volta das 11h30 do sábado, 22, retornando cerca de duas horas depois. Ao chegar, foi para a piscina acompanhado dos filhos Ingrid e Paulo Farias - o Paulinho -, na época menores de idade. Ainda na piscina, o empresário teria consumido três garrafas de champanhe antes de almoçar. "No almoço, ele pediu uma garrafa de vinho tinto", contou o garçom.

Genival da Silva informou ainda que no dia da morte do casal, ele bateu na porta do quarto de PC Farias por volta das 11h30, como sempre fazia, por ordem do próprio patrão, que dizia o horário em que queria ser acordado. "Mas ninguém respondeu lá dentro", contou. "Fui até a janela, bati e ninguém respondeu", completo. Ele informou que chamou o segurança Reinaldo Correia de Lima Filho que, com a ajuda do jardineiro Leonino Tenório Carvalho, conseguiu arrombar a porta. Depois de tentar ligar para Flávio Almeida, secretário de PC Farias, e Juarez Alves, motorista do empresário, o segurança ligou para o então deputado federal Augusto Farias, irmão de PC, que chegou ao local em cerca de meia hora, segundo o depoimento.

Segundo o garçom, nenhum funcionário da casa mexeu nos corpos de PC Farias e de Suzana. "Assim que a porta foi aberta, o Reinaldo entrou no quarto, chamou o doutor Paulo, depois pôs a mão no pescoço dele e percebeu que ele estava morto", contou.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

`O país está à deriva´, diz Aécio

Dilma recruta o secretário do Tesouro Nacional para sua equipe estratégica


São Paulo. Com o claro tom de candidato à Presidência da República em 2014, o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) afirmou, em entrevista publicada pela "IstoÉ" desta semana que o país está "à deriva em busca de um gestor" e que ele é o nome "preparado para iniciar um tempo novo no Brasil". 

Capa da publicação, o tucano subiu o tom das críticas ao PT e à presidente Dilma Rousseff, possível adversária na eleição do ano que vem. "Meu esforço é demonstrar que o novo é o PSDB e o velho é o PT", declarou. 

Para o ex-governador, um dos maiores desafios do PSDB, de hoje até a eleição, será mostrar que as tão faladas conquistas do PT nos últimos dez anos "são produto de um processo" e que "o país não foi descoberto em 2003", com a eleição do ex-presidente Lula. 

"Quando assumir a presidência do PSDB, meu papel será o de discutir uma agenda para os próximos 20 anos. E de mostrar que os modernos, os eficientes, os que prezam a democracia somos nós. O atraso, a ineficiência e o viés autoritário são a marca de nossos adversários", argumentou. 

Repetindo críticas que tem feito ao PT, o senador disse que a presidente Dilma tem se guiado pela lógica eleitoral. "O governo Dilma não tem marca. É sintomático que a presidente se apresse para comemorar os dez anos de governo do PT. É uma forma de esconder os dois anos do governo Dilma", disse. "O que caracteriza o governo é a insegurança jurídica que afugenta empresários", alfinetou o presidenciável, que citou ainda o "empreguismo e aparelhamento da máquina" como deficiências.

Mantendo o foco nas questões econômicas, o tucano voltou a alertar sobre o risco de crescimento da inflação. "Infelizmente, a agenda das eleições está levando a presidenta a buscar permanentemente medidas populistas, elevando o risco de entrarmos no ciclo vicioso da inflação". "Há uma bomba-relógio para explodi". 

Reforço. Com foco na área econômica, a presidente Dilma Rousseff incluiu nas articulações para sua reeleição o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Ele vai integrar a futura coordenação da campanha petista.

Augustin já participou de pelo menos uma reunião de mapeamento político para fazer uma radiografia de alianças nos Estados. Por enquanto, conforme relatos de interlocutores, ele tem ajudado nas projeções sobre futuras composições partidárias.

Ainda não se sabe qual função que ele assumirá na coordenação do comitê. O gestor poderá, inclusive, atuar como coordenador informal se a situação da economia exigir sua presença no governo durante a disputa.

Fontes próximas ao Palácio do Planalto afirmam que uma das principais funções de Augustin será construir uma plataforma econômica para um eventual segundo mandato de Dilma. 

Site oficial de Paul McCartney exalta recepção calorosa em BH


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Está publicação merece ser destacada, pois Paul McCartney respeitou BH como merece e não desdenhada como muitos artistas brasileiros costumam fazer. BH a muito tempo se posiciona com destaque no cenário internacional e roteiro dos melhores do mundo, não somente artisticamente, mas por poder apresentar ao mundo o que de melhor tem BH e Minas Gerais.

Marcelo Passos

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Matéria veiculada no site afirma que fãs acompanharam o beatle por todos os lugares que ele passou


 O show de Paul McCartney certamente marcou a história de Belo Horizonte. Mas, ao que tudo indica, a passagem por aqui também deixou o beatle bem satisfeito, principalmente com a recepção do público. Tanto que a apresentação ganhou destaque no site oficial do músico, com um texto que ressaltou a plateia de 55 mil pessoas no Mineirão, além da saga dos fãs para acompanharem cada movimento de Paul pela cidade. 

Outro destaque foi a campanha “Paul vem falar Uai”, mobilização iniciada por quatro garotas pelo Facebook e que ajudou a trazer o artista a BH. As moças foram convidadas ao palco por Paul, que autografou camisetas e até o corpo de duas delas.

O texto lembrou que Belo Horizonte foi escolhida pra abrir a nova turnê de McCartney, que ainda deve passar por seis países nos próximos meses. No Brasil, Paul ainda toca nesta segunda-feira, em Goiânia, e na quinta-feira em Fortaleza.

Leia abaixo alguns trechos da matéria publicada no site oficial de Paul McCartney:

“A cidade de Belo Horizonte deu a Paul uma recepção calorosa com cartazes dando boas vindas. Fãs acamparam do lado de fora do estádio nos dias anteriores ao show, a fim de garantir a melhor posição quando as portas se abriram. Jornais locais declararam que a 'Beatlemania' havia chegado ao Brasil desde que Paul aterrissou na cidade, na sexta-feira, e tornou-se notícia de primeira página com centenas de fãs ao longo das ruas ao redor do hotel que ele estava hospedado”

“No ano passado, os fãs locais tinham iniciado a sua própria petição no Facebook para que Paul viesse tocar em Belo Horizonte. Depois de garantir o apoio de milhares de pessoas a petição foi entregue ao escritório de Paul em Londres. Uma das fãs, Adriana Mundo (28), que havia apoiado a petição disse: "Quando ouvimos que Paul estava chegando aqui quase não acreditamos. É um sonho para nós. Nós nunca tivemos nada parecido com isso aqui antes. É uma honra para a nossa cidade.”

Esquerda ou Direita?? Qual o melhor caminho?

  Dizem que tudo ou quase tudo tem dois lados, e na vida política de uma nação não seria diferente, sendo que cada país, cada continente t...