segunda-feira, 31 de março de 2014

Defesa Civil alerta para possibilidade de chuva, raios e ventos em BH

A tarde e noite desta segunda-feira (31) dos belo-horizontinos deve ser de chuva. A previsão é do TempoClima/PucMinas, que informou que a pancada de chuva será acompanhada de raios e rajadas de vento, que podem chegar a 50 km/h. Nesta manhã, a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (COMDEC) emitiu alerta informando que pode chover até 40 milímetros até as 8 horas de terça-feira (1º).

Segundo a previsão do Climatempo, a temperatura na capital mineira pode variar entre 17ºC e máxima de 27ºC. Ao longo da semana a tendência é de chuvas em forma de pancadas, especialmente sobre o Oeste, Sudoeste, Sul, Sudeste e Centro da Região Metropolitana.

Em Minas, a previsão também é de pancadas em grande parte do Estado. O tempo fica instável com pancadas de chuva e trovoadas isoladas no Noroeste, Oeste, Sudoeste, Sul, Sudeste e Centro. Nas demais regiões mineiras, o tempo fica parcialmente nublado com possibilidade de chuvas isoladas. 

Fonte: http://www.hojeemdia.com.br/minas/defesa-civil-alerta-para-possibilidade-de-chuva-raios-e-ventos-em-bh-1.230978

Cruzeiro abre mão de ingressos e final com Atlético no Horto terá torcida única

Diretoria celeste abdicou dos 10% da carga de ingresso a que tem direito

O Cruzeiro abdicou dos 10% da carga de ingresso a que tem direito para o primeiro jogo da final do Campeonato Mineiro, com mando do Atlético, na Arena Independência, no próximo domingo, às 16h.

A diretoria celeste mantém a decisão de disputar os clássicos no Horto, onde o mando é do Atlético, com torcida única. Na partida da primeira fase do Mineiro, apenas torcedores alvinegros estiveram presentes.

A atitude foi tomada em virtude de briga entre duas torcidas organizadas celestes no penúltimo duelo com o rival disputado no Independência, no Campeonato Brasileiro de 2013. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puniu o Cruzeiro com perda de dois mandos de campo. Por ter sido o organizador da partida, o Galo levou pena de um jogo.

“O presidente Gilvan mantém a posição que o clube já havia tomado. Então, dessa forma, por questões de segurança, o Cruzeiro vai abrir mão dos ingressos a que teria direito para o primeiro jogo da final”, esclareceu o diretor de comunicação do Cruzeiro, Guilherme Mendes.

Árbitro de fora

Em consenso, Cruzeiro e Atlético decidiram que árbitros de fora do quadro da Federação Mineira de Futebol apitarão as duas partidas da decisão do Estadual.

Fonte: http://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/cruzeiro/2014/03/31/noticia_cruzeiro,280646/cruzeiro-abre-mao-de-ingressos-e-final-com-atletico-no-horto-tera-torcida-unica.shtml

Contos de arrepiar no cemitério da Paz, em Belo Horizonte


Funcionários do maior da capital revelam histórias de deixar os cabelos em pé. Já teve galo que "ressuscitou" e loira que procurava criança para sacrifício


Em seus 46 anos de existência, mais de 200 mil corpos foram enterrados no primeiro cemitério- parque de Belo Horizonte e que permanece sendo o maior de todos: o Cemitério da Paz, no bairro Caiçaras.  Além dos restos mortais de milhares de belo-horizontinos que repousam na área de 289 mil m² entre as avenidas Carlos Luz, Américo Vespúcio e rua José Benedito, há histórias macabras e que assustam usuários e frequentadores.

As narrativas estão nas gavetas da memória, em regiões que nem os funcionários mais antigos gostam de remexer. Seja por medo, seja por respeito e seja até por receio de se tornarem chacotas, ninguém fala de peito aberto. Mas aos poucos, conversando e com a promessa de terem a identidade preservada, os funcionários se soltam e deixam escapar algumas histórias.

Uma delas envolve as encruzilhadas do cemitério, que são palcos corriqueiros de despachos. Diariamente, os funcionários recolhem frangos, galinhas e galos sacrificados em trabalhos com fins espirituais. Certa vez, relata um experiente funcionário, os trabalhadores da limpeza recolheram um galo que jazia em um prato ao lado de farofa e uma garrafa de cachaça e colocaram na caçamba do caminhão que recolhe o lixo. Para surpresa de todos, o galo “ressuscitou” e pulou da caçamba.

“Ninguém entendeu nada. O galo parecia morto, com um talho imenso no pescoço. Mas acho que não acertaram a artéria e o bicho não havia morrido”, lembra o funcionário. Após a “ressurreição”, o galo seguiu ciscando pelo cemitério, até um morador de rua matá-lo definitivamente para preparar um ensopado.

Aliás, um guarda municipal que faz a ronda no cemitério há sete anos já se habituou às macumbas. Só estranhou quando encontrou 28 frangos sacrificados e perfilados em uma das encruzilhadas. “Quem faz a festa são os cachorros que andam por aqui. Eles comem a farofa e os pedaços do frango”, destaca o guarda.

Já a cachaça encontra freguesia certa nos andarilhos, que, indiferentes aos aspectos espirituais envolvidos, confiscam a pinga e se embriagam sem dor na consciência ou medo de um castigo provocado por forças maiores.

Quem conta uma história tenebrosa que se passou no cemitério e garante que não havia provado da caninha é um funcionário com décadas de serviços prestados ao Cemitério da Paz e, claro, prefere o anonimato.
O episódio ocorreu no mês de outubro, quando já havia passado das 19h e o acesso ao cemitério fica limitado. O funcionário relata ter visto um clarão, próximo ao Cruzeiro, que fica distante da portaria principal. Ele acionou os seguranças e foi conferir o que havia acontecido. Chegando ao local, perguntou: “Quem está aí?”. Escutou como resposta a evasiva: “Somos nós”.

Eram duas pessoas, com vozes femininas, vestidas com capas pretas e cobertas por capuzes. À época, o cemitério não era iluminado como é hoje e as duas moças foram embora sem reclamar. Porém, dias depois, no Dia de Finados (2 de novembro), o funcionário soube por um colega que havia alguém procurando por ele. Respondeu que não poderia atender, pois estava atolado de trabalho. “É uma loira maravilhosa”, detalhou o colega. Diante do argumento incisivo, parou o que estava fazendo e foi conferir.

“Era realmente linda. Uma loira alta com um vestido de oncinha”, ele relembra. O assombroso foi a conversa da sedutora moça. “Ela disse que estava no cemitério fazendo um trabalho quando foi interrompida por mim alguns dias atrás. Disse que se eu quisesse poderia ajudá-la arranjando alguma criança para ela sacrificar. Fiquei branco. Tenho certeza de que vi foi o demônio”, diz, ainda com ar apavorado, o funcionário.

Apesar dos relatos, a mística do cemitério da Paz é eclipsada pelo vizinho Bonfim – o pioneiro da capital mineira e distante apenas 2,5 quilômetros. Por ser um cemitério-parque, no cemitério do Caiçaras não há sepulturas suntuosas com esculturas nas lápides, como ocorre no vizinho. Tampouco lendas famosas que estão entranhadas no imaginário da cidade, como a famosa história da loira do Bonfim.

A lápide padrão do cemitério da Paz mede 60 x 32 cm. “As famílias insistem em colocar enfeites diferentes, mas não pode”, alerta o funcionário Cláudio Vicente Costa, que já foi gerente de lá.  Costa explica que começará, nos próximos dias, a ampliação do número de velórios, passando dos atuais seis para 12. Também será construída uma nova capela, restaurando as edificações que foram os dois primeiros velórios e hoje estão inutilizadas.

Outro guarda municipal que faz a proteção do cemitério da Paz há sete anos diz que sua função é tomar conta dos vivos frequentadores do espaço e que estes são os maiores causadores de problemas. No período que trabalha no local, não levou grandes sustos, mas se lembra de histórias em que foi preciso intervir para evitar confusão.

Uma delas foi quando uma senhora, de 72 anos, veio do interior do Paraná para participar do velório e enterro de uma irmã. “Ela começou a se sentir mal, o pessoal fez massagem cardíaca, mas não adiantou. A senhora morreu ali, deitada no banco”, recorda o guarda. A família ficou revoltada e foi preciso que o guarda e seus colegas interviessem para evitar uma tragédia ainda maior.

Na época do Curral Del Rei 

Quando Belo Horizonte ainda era o arraial do Curral Del Rei, os mortos eram enterrados na igreja matriz da Boa Viagem. Com a construção da futura capital, a comissão responsável pelas obras criou um cemitério provisório, na esquina das ruas São Paulo e Tamoios. Porém, já em 1895, o cemitério do Bonfim começou a ser construído, sendo inaugurado em 1897, poucos meses antes da inauguração da capital, em dezembro daquele ano. Já o Cemitério da Paz foi construído exatos 70 anos depois, no estilo cemitério-parque.

Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/encontrobh/atualidades/2014/03/31/noticia_atualidades,148114/contos-de-arrepiar-no-cemiterio-da-paz-em-belo-horizonte.shtml

Aquecimento global pode sair de controle, alerta ONU

Após vários dias de discussões, mais de 100 governos aprovaram por unanimidade o sumário de 49 páginas de um amplo relatório produzido por cientistas do IPCC

Se o mundo não reduzir a emissão dos gases de efeito estufa as consequências do aquecimento global podem "sair de controle", afirmou Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPPC, na sigla em inglês), órgão criado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Após vários dias de discussões, mais de 100 governos aprovaram por unanimidade o sumário de 49 páginas de um amplo relatório produzido por cientistas do IPCC. Em média, o sumário menciona a palavra "risco" cinco vezes e meia por página.

O documento projetou que a mudança climática irá piorar os problemas que a sociedade já possui, como pobreza, doenças, violências e refugiados, além de frear os benefícios da modernização, como o crescimento econômico regular e uma produção agrícola mais eficiente.

Os riscos mencionados no relatório envolvem cidades grandes e pequenas e incluem preço e disponibilidade de alimentos. Em escala menor, os riscos envolvem doenças, custos financeiros e até mesmo a paz mundial. "Magnitude crescente do aquecimento aumenta a possibilidade de impactos severos, penetrantes e irreversíveis", alertou o relatório.

Desastres naturais como ondas de calor na Europa, queimadas nos EUA, seca na Austrália, inundações em Moçambique, Tailândia e Paquistão são lembretes de como a humanidade é vulnerável a condições climáticas extremas, disse o texto.

Os problemas devem afetar todos de algum modo, mas as pessoas que menos têm recursos para arcar com as consequências serão as que sofrerão mais. "Agora nós estamos em uma era na qual a mudança climática não é algum tipo de hipótese futura", afirmou Chris Field, um dos autores líderes do estudo.

O relatório também destina uma parte para discutir sobre o que pode ser feito para amenizar os efeitos do aquecimento global e lista a redução na poluição de carbono e a preparação para mudanças climáticas com um desenvolvimento mais inteligente como alternativas.

O Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, ressaltou que o relatório é um alerta para novas ações e alertou que os custos da falta de ação são "catastróficos". Maarten van Aalst, um dos autores do estudo, reforçou que se a comunidade internacional não reduzir as emissões de gases estufa logo, os riscos sairão de controle. "E os riscos já subiram", disse.

O coautor Saleemul Huq lembrou que "as coisas estão piores do que previmos" em 2007, quando o grupo de cientistas emitiu um relatório semelhante. "Nós veremos cada vez mais impactos, mais rápido e antes do que antecipamos."

O relatório inclusive criou uma nova categoria de risco. Em 2007 o maior grau de risco era "alto" e simbolizado pela cor vermelha. Desta vez, o nível máximo é "muito alto" e de cor roxa nas ilustrações gráficas.

"Nós estamos indicando as razões para o alarme. Isso é porque os fatos, a ciência e os dados mostram que há razões para estar alarmado, não é porque nós somos alarmistas", disse o vice-presidente do painel, Jean-Pascal van Ypersele. No entanto, a coautora Patricia Romero-Lankao disse que há uma janela de oportunidade. "Nós temos escolhas. Nós temos que agir agora", disse.

Fonte: http://www.otempo.com.br/capa/mundo/aquecimento-global-pode-sair-de-controle-alerta-onu-1.816451

Motoristas de BH continuam a desrespeitar a faixa de pedestre

Desrespeito à sinalização e fiscalização fraca levam mais perigo às faixas de travessia. Multas caíram 35% em 2013

A estudante de arquitetura Milena Campos, de 20 anos, sabe que tem a preferência, mas não se arrisca. Quando precisa atravessar uma rua ou avenida de Belo Horizonte, ela espera até que todos os carros passem ou que algum, raramente, pare. “Eles quase nunca respeitam. Tenho medo de ser atropelada”, diz. O receio é justificado. A maioria dos condutores continua sem parar nas faixas, apesar de o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e o estatuto do pedestre da capital garantirem preferência para quem está a pé e de uma campanha educativa municipal tentar há meses conscientizar motoristas. Para piorar, qualquer mudança no quadro parece distante, uma vez que pouquíssimos motoristas são punidos: no ano passado, só 87 condutores foram multados por não dar preferência a pedestres – número 35% menor que em 2012.

Basta percorrer vias de Belo Horizonte para notar que o número de multas por desrespeito às faixas poderia ser muito maior. Na esquina da Avenida do Contorno com a Rua Grão Mogol, no Carmo-Sion (Região Centro-Sul), por exemplo, a universitária Milena só pôde atravessar uma faixa depois que mais de 10 carros passaram. No local há uma placa indicando que a preferência é de quem está a pé. Ali, durante 20 minutos, apenas um taxista deu vez a um pedestre. Nem mesmo uma senhora com criança de colo teve prioridade e só atravessou depois de 13 carros passarem pelo cruzamento. A reportagem do EM presenciou situações semelhantes em outras vias da Região Centro-Sul. 

Para especialistas, o desrespeito à faixa é um dos fatores que contribuem para a insegurança de quem anda a pé – a falta de educação de uma parte dos próprios pedestres, que muitas vezes descumprem regras do Códido de Trânsito Brasileiro, também preocupa (leia mais na página 18). Números da violência no trânsito na capital mostram que o risco continua: embora o número de mortes por atropelamento tenha caído no ano passado em relação a 2012 (de 84 para 67), a proporção de pedestres entre os mortos em todos os tipos de acidente subiu de 46,5% para 69,9% no período. 

Mas, por que é tão difícil fazer com que a faixa seja respeitada? Para especialistas e autoridades envolvidas com o trânsito, o problema é que a relação entre motoristas e pedestres ainda é de conflito em Belo Horizonte. A regra estabelecida no código de trânsito é que, em ordem decrescente, veículos motorizados respeitem os não motorizados, e que todos zelem pela segurança do pedestre. Na prática, a situação ideal está distante. Para a chefe da Delegacia de Acidentes de Veículos (Deav) de Belo Horizonte, delegada Andrea Abood, os vilões são a imprudência e a falta de educação. “Infelizmente, os motoristas em Belo Horizonte não respeitam a preferência do pedestre na faixa. Mesmo em locais devidamente sinalizados, quem está a pé precisa aguardar para ter o direito à travessia”, reconhece. A delegada ressalta que muitos pedestres também não procuram as passagens sinalizadas ou passarelas. 

Andrea Abood avalia que o aumento da proporção de pedestres entre os mortos no trânsito da capital em 2013 tem relação direta com o momento que a cidade enfrentou no ano passado. “Foi um ano de muitas obras e intervenções no trânsito da cidade. Ainda que necessárias, as mudanças deixaram o pedestre mais exposto a acidentes em seus deslocamentos”, opina. 

Comportamento 

A BHTrans, empresa que gerencia o transporte e trânsito na capital, reconhece a dificuldade em fazer o respeito à faixa virar hábito entre motoristas. Na avaliação do gerente de Educação para a mobilidade do órgão, Humberto Rolo Paulino, o maior obstáculo está no comportamento inadequado das pessoas em uma cidade com trânsito intenso. “Veículos e pedestres precisam se deslocar em um espaço dividido. Nessas circunstâncias, os conflitos ocorrem a todo o tempo e devem ser disciplinados por leis, fiscalização, equipamentos de controle, mas, sobretudo, pelo comportamento das pessoas, que tem que melhorar”, diz. 

Segundo Paulino, o sucesso de campanhas educativas tem relação direta com o tamanho da área de abrangência e de fiscalização intensa. Para ele, uma das explicações para que a faixa de pedestre seja mais respeitada em Brasília, por exemplo, é o menor número de cruzamentos e faixas em comparação com Belo Horizonte. “Brasília tem condições que favorecem. Com poucas faixas fica mais fácil fiscalizar”, avalia. Em Belo Horizonte, com tantos cruzamentos, ele reconhece ser mais complicado manter a vigilância por toda parte, mas afirma que é dever das autoridades aplicar as multas. “Acho que precisa melhorar, multar mais, para que as pessoas passem a respeitar. Se o motorista desrespeita essa travessia, ele deve ser multado”, afirma. 

PM cobra educação no trânsito

As estatísticas do Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) indicam que há pouca fiscalização para o que prevê o artigo 214 do código de trânsito. A norma determina como infração gravíssima, com sete pontos na carteira de habilitação, o fato de deixar de dar passagem a pedestre que se encontre na faixa. Enquanto para outras irregularidades, como estacionar na faixa e parar na faixa, foram registradas 16 e oito multas diárias, respectivamente, a punição para quem não respeita a preferência do pedestre foi muito menos frequente: uma a cada quatro dias, em média. 

O assessor de imprensa do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran), tenente Nagib Magela Jorge de Oliveira, afirma que a corporação fiscaliza a preferência do pedestre nas faixas, mas diz que, “infelizmente, a PM não tem como deixar um agente em todas as esquinas”. Para ele, a maior mudança deve passar pela conscientização de motoristas e pedestres. “O mais importante é o condutor respeitar o pedestre e não esquecer que ele também é pedestre”, defende.

Sobre as campanhas de conscientização, o gerente da BHTrans, Humberto Paulinho, afirma que as atividades são ininterruptas e considera que já foram suficientes para mudar, positivamente, o comportamento de parte dos condutores. “Em maior ou menor grau, há quem se preocupe com a vida das pessoas e respeite o pedestre. Isso ainda não ocorre no grau desejado, mas há uma solidariedade maior”, avalia.Palavra de especialista

Guilherme Durães Rabelo, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego

Culpa é  de todos

Assim como as vítimas de acidentes de moto, os pedestres vêm representando um número maior entre os feridos e mortos no trânsito porque são parte frágil nas vias públicas. Tamanha violência contra o pedestre é resultado de dificuldades institucionais, como sinalização duvidosa, falta de travessias seguras, de passarelas e de faixas mais próximas umas das outras, além de mudanças viárias que não vêm acompanhadas da presença de agentes de trânsito, fiscalização insuficiente e punição pouco efetiva. Há outro agravante: as falhas humanas. As pessoas são impacientes, não querem andar um pouco mais para atravessar de forma segura. De forma geral, as pessoas precisam ser reeducadas. Não há só um culpado nessa história. A culpa é compartilhada.

Tráfico institui pena de morte e ganha o apoio da população

" Vejam a que ponto a humanidade chegou, esperançar no crime a solução dos problemas que o Estado de Direito não proporciona (...) Marcelo Passos"

Com a desativação de uma unidade da Polícia Militar, há sete anos, no bairro Novo Aarão Reis, região Norte de Belo Horizonte, uma facção criminosa assumiu o papel do Estado, oferecendo segurança a moradores e comerciantes, porém, sob uma cartilha própria. Quando o assunto é fazer justiça, o “Comando”– nome dado à quadrilha, deixa claro que ali, diferentemente da legislação brasileira, existe a pena capital: “Ladrão morre”, é o que dizem avisos pichados em muros na entrada e na saída do bairro.

Os juízes são os “Meninos”, turma que comanda o tráfico de drogas no local. Alguns moradores dizem apoiar a iniciativa, uma vez que não são obrigados a pagar pelo serviço de vigilância do espaço. A antiga companhia da PM foi transferida para um anexo de um posto de combustível na MG-020.

“Não precisamos de polícia nesse bairro. Aqui podemos dormir com as portas e janelas abertas”, afirmou uma moradora enquanto fazia compras em uma loja.

Outra mulher garante que não há crimes nas ruas do Novo Aarão Reis e que, após o posto policial ser desativado e o imóvel onde eles ficavam ser destinado para trabalhos sociais desenvolvidos por uma ONG, a paz voltou a reinar. “Antes, não podíamos sair e deixar nossas casas vazias e abertas. Hoje não temos esse problema”, explicou.

Um comerciante disse que nunca foi assaltado e que não precisa pagar nada para ter o direito de ir e vir assegurado nas ruas e becos do lugar. “Podemos andar despreocupados. Enquanto vários supermercados estão retirando os caixas eletrônicos, o único que existe aqui nunca foi arrombado”, destacou.

Outro comerciante confirmou a sensação de segurança do bairro e garantiu que se houver roubos no local o bandido sequer consegue sair de lá. “Quando um criminoso de fora, aquele que não conhece as regras, apronta, ele é capturado de imediato. Há apenas uma entrada e uma saída aqui, o que reforça a nossa segurança”, observou, destacando que se a reportagem ficasse por lá, poderia ver como o local é tranquilo sem a presença do Estado.

Cabeleireiro é morto por encapuzados

O assassinato do cabeleireiro Leandro Xavier Rocha, de 30 anos, na porta de casa, no Novo Aarão Reis, pode ser um dos casos de execução praticados pelo “Comando”.

Segundo testemunhas, dois homens encapuzados invadiram a casa, renderam a vítima e dispararam sem dar-lhe chance de sobrevivência: foram dois tiros na cabeça e outro no pescoço. Moradores do Novo Aarão Reis acreditam que, pela forma característica da execução, o cabeleireiro tenha ferido o “código penal” local.

O comando do 16º Batalhão da PM, que faz o policiamento no bairro, não se manifestou sobre o caso. O tenente-coronel Alberto Luiz Alves, chefe da comunicação da corporação, ressaltou que a polícia é quem deve ocupar o bairro. “Vamos tomar providências. Não podemos deixar que esta moda pegue em Belo Horizonte”.

Pesquisador do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da UFMG (Crisp), Bráulio Figueiredo Alves da Silva teme que a ação de grupos criminosos organizados, fenômeno comum no Rio de Janeiro, torne-se rotina em BH caso providências não sejam tomadas. “A polícia tem como função prevenir e atuar em todos os bairros. Se isso não acontece, os bandidos podem demarcar territórios”.

Fonte: http://www.hojeemdia.com.br/minas/trafico-institui-pena-de-morte-e-ganha-o-apoio-da-populac-o-1.230853 

sexta-feira, 28 de março de 2014

Soldado da PM de folga reage e mata bandido no Coração Eucarístico


Militar foi abordado quando descia do veículo. Ele se identificou como policial, mas os criminosos atiraram nele. Crime assustou estudantes da PUC

A reação de um soldado da Polícia Militar a um assalto resultou na morte de um criminoso, na noite desta quinta-feira, no Bairro Coração Eucarístico, na Região Noroeste de Belo Horizonte. A ocorrência aconteceu na Rua Padre Demerval Gomes, a dois quarteirões da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC). Segundo testemunhas, o militar, de folga, estava acompanhado da namorada quando foi abordado por uma dupla logo depois de estacionar o veículo. Assim que se identificou como policial, um dos bandidos atirou e o soldado revidou, o acertando fatalmente. O outro criminoso também trocou tiros com o militar e conseguiu escapar.

“Eu e minha mulher descemos do carro que estacionei na frente do veículo do militar. Fomos em direção contrária a deles, quando então ouvimos os tiros e procuramos nos abrigar atrás de um veículo. Quando olhei para ver o que estava acontecendo eu vi um homem caído e o militar trocando tiros com outro que estava com blusa escura e que corria abaixado enquanto atirava”, contou uma testemunha que pediu para não ser identificada.

portava documentos. E não foi identificado a princípio pela PM. Próximo ao corpo dele foi localizado um revólver. Um fotógrafo de 46 anos esteve no local e reconhece o morto como sendo o assaltante que, na segunda feira, na mesma rua, roubou seu carro com equipamentos fotográficos. 

“Foi tudo muito rápido, mas não tenho dúvida que foi ele e o outro homem que me assaltaram, na segunda -feira. Este que morreu estava armado e me obrigou a sair do carro, o levando, e todos os meus pertences. Só espero que agora a polícia consiga chegar ao outro criminoso que me causou um prejuízo de quase 50 mil”

O tenente Pedro Rogério, do 34º Batalhão, explicou que o colega de farda e a namorada estavam indo encontrar com amigos em um bar na região. Segundo ele, o militar e a namorada escaparam ilesos.

O tiroteio chamou a atenção de moradores do bairro e de alguns alunos da PUC. Em coro, os estudantes da universidade disseram que são comuns roubos de veículos e sequestros relâmpago na área. Muitos deles se disseram aliviados com a morte do criminoso, acreditando numa redução dos ataque na região.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2014/03/27/interna_gerais,512717/soldado-da-pm-de-folga-reage-a-assalto-e-mata-bandido-no-coracao-eucaristico.shtml

Esquerda ou Direita?? Qual o melhor caminho?

  Dizem que tudo ou quase tudo tem dois lados, e na vida política de uma nação não seria diferente, sendo que cada país, cada continente t...