segunda-feira, 6 de maio de 2013

Funcionário enciumado mantém patrão, filho do empresário e colegas reféns

Criminoso ameaçou as vítimas com dois facões


Enciumado, o funcionário de uma empresa de placas e banners manteve o patrão, o filho do empresário e três colegas de trabalho reféns na manhã desta segunda-feira (6). Como de costume, Cleydson Vieira, de 35 anos, chegou ao local de trabalho no começo da manhã, na movimentada avenida Amazonas, no bairro Cabana do Pai Tomas, na região Oeste de Belo Horizonte. Porém, após ir até ao escritório do patrão para saber quem teria ligado para a mulher dele, que também trabalha na empresa, o funcionário discutiu com o empresário, pegou duas facas de cozinha e rendeu as vítimas.
Crédito: ALEX DE JESUS/ O TEMPO
De acordo com os militares do 5º Batalhão da Polícia Militar, Claydson cometeu o crime porque não gostou da mulher ter recebido a ligação oriunda do emprego no último sábado (4). “Depois que ele viu a ligação no celular dela, ele bateu em Daniela Reis, de 26 anos, mas, depois, prometeu que não faria nada”, conta o pai de Daniela, Vanderley de Souza.
Assustados com a situação, outros funcionários do empresário ligaram para a polícia e pediram ajuda. Na empresa, os policiais confirmaram que cinco pessoas estavam sendo mantidas reféns e acionaram os agentes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). Após longa conversa, Cleydson aceitou liberar os três colegas de trabalho e o patrão. No entanto, o empresário não quis sair sem o filho e ficou em torno de duas horas sob a mira das facas que o funcionário segurava. O empresário e o filho já foram liberados e nenhuma vítima ficou ferida.
Após se entregar, Claydson foi preso em flagrante e encaminhado à 19ª Delegacia de Polícia Civil, no bairro Madre Gertrudes.
Daniela Reis acompanhou toda a negociação, mas não quis falar com a imprensa. Ainda conforme informações do pai de Daniela, Claydson sempre foi muito ciumento e é usuário de drogas.

 

Crédito: ALEX DE JESUS/ O TEMPO

“Alguma coisa está fora da ordem”, por Marcus Pestana


A crise contemporânea embaralha as cartas e as ideias. O fim do socialismo, a crise fiscal da social-democracia europeia, os limites do capitalismo de Estado chinês e as fragilidades do neoliberalismo abrem um novo horizonte a requerer novos paradigmas. Quais são os valores e os conceitos vitoriosos neste início de século XXI? Não resta dúvida que são os da tolerância, da democracia, do respeito à diversidade, da valorização do pluralismo, enfim, as da liberdade como valor universal e permanente.

No Brasil, construímos o mais sólido e duradouro ciclo democrático de nossa história. Não há ameaças visíveis de retrocesso. Aventuras autoritárias, à direita ou à esquerda, residem escondidas nos escaninhos de consciências minoritárias, mas a transformação da democracia em conquista definitiva é uma construção permanente.

Nas últimas semanas, pairou a ideia de que alguma coisa estava fora da ordem na nossa ordem constitucional. Democracia não se confunde com a ausência de normas, leis e instituições. Ao contrário, a democracia pressupõe a submissão de todos à Constituição e às leis, a prevalência da sociedade sobre o Estado, o respeito aos direitos individuais e a convivência autônoma e harmônica entre os Poderes da República.

O ambiente de desarrumação e conflito nasceu de uma série de iniciativas e declarações absurdas, inábeis ou equivocadas.

Já em relação à condenação de diversas lideranças políticas do PT e aliadas na Ação Penal 470, conhecida como mensalão, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), confrontou o Supremo Tribunal Federal (STF), dizendo que a aplicação da pena de cassação de mandatos não seria automática. Ora, já disseram outros que decisão judicial não se discute, cumpre-se. Fora isso, seria o reino da anarquia e da transgressão.

Por outro lado, o Palácio do Planalto sufoca a autonomia do Congresso com a abusiva emissão de medidas provisórias, com a humilhante prática da gestão política de emendas parlamentares e com os vetos nunca apreciados, coisa que agora será corrigida. O rolo compressor serve, entre outras coisas, para fulminar adversários, como no patrocínio recente da lei que liquida a Rede de Marina Silva e o Solidariedade de Paulinho da Força, atropelando o princípio da isonomia. E, aí, foi a vez do STF invadir precipitadamente a órbita de ação do Congresso.

Para culminar, duas PECs, nascidas na Câmara, tentaram apagar o incêndio com gasolina. A PEC 37/2011, de autoria do deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), procura restringir a capacidade investigatória do Ministério Público. Já a absurda PEC 33/2011, do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), subordina determinadas decisões essenciais do STF ao Congresso, ferindo de morte sua autonomia e invertendo completamente a relação entre os Poderes.

Pelo bem da democracia, o clima de diálogo e respeito começa a ser recuperado e um freio de arrumação na marcha da insensatez vai sendo acionado.

(*) O deputado federal Marcus Pestana é presidente do PSDB-MG.

Prato chega à mesa diferente das fotos do Comida di Buteco

Organização diz que orienta donos a entregar o que prometeram


Quando a dentista Juliana Campelo decidiu prestigiar o Comida di Buteco, reuniu as amigas, fez uma lista dos bares mais próximos ao trabalho e pesquisou o prato que pareceu mais apetitoso pelas fotos oficiais do concurso. "Olhamos no site e fomos ao que mais nos chamou a atenção, mas foi uma decepção. O prato era feio, ninguém gostou", reclama. Assim como ela, outros "butequeiros" de Belo Horizonte percebem diferenças entre as fotos oficiais e os pratos realmente servidos nos bares. 

Inspirado no caso Big Mac - em que o McDonald’s elaborou um comercial para explicar a uma consumidora canadense o motivo de o sanduíche do restaurante não ser igual ao da propaganda - O TEMPO pediu a leitores que enviassem fotos dos pratos e suas impressões sobre os bares. 

A servidora pública Joice Vitor também se decepcionou. "As fotos são lindas e abrem o apetite. Quando o prato veio, achei parecido com o da foto, mas a quantidade era bem menor", relata. 

O professor de fotografia publicitária do Uni-BH, Rodney Costa explica que é normal haver diferenças entre as imagens oficiais e os pratos servidos nos bares, mas diz que essa diferença tem que ser sutil e não pode decepcionar o consumidor. "Não precisa ter toda aquela decoração da foto, mas não pode ser totalmente diferente, porque a intenção da foto é chamar o consumidor, não enganá-lo", diz. 

Ele compara a produção da foto à preparação de alguém que vai a uma festa. "A pessoa não vai ao natural, vai com uma roupa bonita, um cabelo mais produzido - mas vai ser a mesma pessoa". Costa afirma ainda que é diferente preparar um único prato para a foto e vários ao mesmo tempo para serem servidos aos clientes. 

Tiro no pé. A organizadora do Comida di Buteco, Maria Eulália Araújo, diz que os donos dos bares são orientados a entregar exatamente o que prometem. "Se não entregar, é publicidade contra, um tiro no pé", diz. Ela conta que os problemas que chegam ao conhecimento da organização são discutidos com os proprietários para que sejam resolvidos o mais rápido possível. 

Eulália diz que, em alguns casos, as vasilhas usadas nos bares são diferentes das que estão nas fotos e, por isso, o consumidor pode ter a impressão de que o prato é menor ou está mais feio. "Já aconteceu em outras edições de algum prato ser menor do que o da foto, mas isso é muito sério, não acontece mais. Não pode acontecer", diz. Ela completa que o problema mais comum é o prato ser menos decorado do que o da imagem de divulgação. "Às vezes, na correria, ele (o boteco) dá uma escorregadinha", admite.

Retratação após relato no Facebook


Na semana passada, um caso de atendimento ruim tomou conta das redes sociais: um grupo de amigos foi a um bar no Santa Tereza e uma das clientes relatou no Facebook que, após pedir o prato do concurso, que ela classificou de "previsível e sem graça, elaborado apenas para cumprir tabela e encher o estabelecimento", o grupo pediu um outro petisco, que também deixou a desejar. 

Decidiram, então, fechar a conta, mas foram abordados pelo proprietário do local de maneira grosseira. Depois de quase 10 mil compartilhamentos no Facebook, o dono do boteco pediu desculpas públicas, que foram compartilhadas, inclusive, pelo perfil oficial do evento. A realizadora do Comida di Buteco, Maria Eulália Araújo, diz que o episódio serviu como "uma lição" para todos que participam do concurso.

Fonte: ANA PAULA PEDROSA www.otempo.com.br 

domingo, 5 de maio de 2013

Paul McCartney faz show inesquecível no Mineirão e emociona mais de 50 mil pessoas em Belo Horizonte



Músico tocou sucessos dos Beatles, da carreira solo e cativou o público com sua simpatia

Depois de muita espera finalmente Belo Horizonte assistiu ao show de Paul McCartney. O beatle subiu ao palco de um Mineirão lotado pouco antes da hora marcada: 21h22. Usando um blazer azul sobre uma camisa branca com detalhes pretos, o britânico levou as cerca de 53 mil pessoas que estavam no local ao êxtase, abrindo a apresentação já com um hit dos Beatles, ‘Eight Days a Week’. 

Nas duas horas e trinta e cinco minutos seguintes, Paul e sua banda, que o acompanha há mais de dez anos, formada por Paul Wickens (teclados), Brian Ray (baixo e guitarra), Rusty Anderson (guitarra) e Abe Laboriel Jr. (bateria), fizeram a alegria dos fãs mineiros, que responderam à altura acompanhando cada música. Simpático como já tinha demonstrado desde que chegou à cidade, na última sexta-feira, o músico cumprimentou a plateia falando em português. “Oi BH. Boa noite povo bão!”. Essas foram as primeiras palavras de muitas que ainda iam surgir na noite, todas recheadas com um bom mineirês. Mas o beatle, que já tinha ganhado o público antes mesmo de subir ao palco, levou os presentes ao delírio. 

Se o artista já entrou em cena com o público ganho, não deixou de impressionar pela animação, simpatia e qualidade musical, do alto dos seus 70 anos. Lá pela 4ºmúsica não aguentou o calor e se livrou do blazer. Dobrou as mangas e começou a desfilar sua habilidade no famoso baixo, guitarra, piano e ukelele. No repertório, grandes sucessos dos Beatles, como ‘Paperback Writer’, ‘Lady Madonna’, ‘And I Love Her’, ‘Get Back’, ‘Eleanor Rigby’ e ‘Yesterday’, mesclados com músicas da carreira solo do cantor, como ‘Junior’s Farm’, ‘Listen to What the Man Said’ e ‘Hi hi hi’. Um dos momentos de grande emoção foi quando Paul, sozinho, tocou ‘Blackbird’. Uma plataforma levantou o músico melhorando a visão de quem estava na pista. Em seguida, McCartney prestou homenagem a John Lennon, tocando ‘Here today’. 

Lennon não foi o único homenageado da noite. A atual mulher de Paul, Nancy Shevell, foi lembrada na canção‘Maybe, I'm amazed’, presente no último disco do artista, ‘Kisses on the Bottom’. O clipe da faixa, com Johnny Deep e Natalie Portman traduzindo a letra na linguagem de sinais, foi projetado no enorme telão no fundo do palco. Para Linda McCartney, falecida esposa de Paul, foi dedicada a musica ‘The Long and Winding Road’. Já o parceiro George Harrison ganhou homenagem com a belíssima ‘Something’, tocada inicialmente apenas com Paul e seu ukelele e finalizada com toda a banda. 


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Aécio Neves 2014: de atraso em atraso, o PT vai levando só no papo


Enquanto se prepara para enfrentar Aécio Neves em 2014, Dilma Rousseff vai adiando ações estruturais do governo federal


Enquanto se prepara para enfrentar Aécio Neves em 2014, Dilma Rousseff vai adiando ações estruturais do governo federal. Além de atrasar o desenvolvimento do país, muitas medidas que não saem do papel em função da inércia da presidente da República têm causado enormes prejuízos para estados, municípios e principalmente para o trabalhador brasileiro.

Um bom exemplo é a questão da inflação que, infelizmente e por incompetência da equipe econômica do Governo Dilma, está de volta a assombrar o país. Enquanto Dilma gastou mais de 11 minutos em cadeia nacional de TV para se dirigir aos trabalhadores brasileiros, o papo sobre a inflação foi só de 27 segundos. E mesmo assim, nem de longe tocou na realidade em que a inflação de março (6,59%) estourou o teto (4,5%) estipulado pelo Conselho Monetário Nacional.

Outra promessa de Dilma já completa dois anos sem ser cumprida. Diz respeito ao novo marco regulatório da mineração. Desde o início de 2011, poucos meses após tomar posse como presidente, ela se apalavrou com o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), que no segundo semestre daquele ano enviaria uma proposta de revisão dos royalties do minério de ferro ao Congresso Nacional.

Nada foi feito até o momento. Então, o senador Aécio Neves apresentou uma proposta no Congresso Nacional em que elevava os royalties de 2% sobre o lucro líquido das empresas para 4% sobre o lucro bruto. Dilma Rousseff trabalhou pelo veto e nenhuma outra proposta foi apresentada até hoje. Os prejuízos para estados e municípios mineradores são bilionários.

No universo regional de Minas Gerais, outra promessa que até agora não passou de papo do PT foi a construção de um novo terminal de passageiros no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. Ele já opera acima de sua capacidade há quase cinco anos.

O máximo que o governo federal fez até o momento foi abrir licitação para construir um “puxadinho” anexo ao aeroporto. E o resultado? Mais atraso. O processo licitatório foi adiado.

Esse é a mesma história para outras demandas como a modernização do Anel Rodoviário de Belo Horizonte e a duplicação da BR-381, a Rodovia da Morte, no trecho entre a capital mineira e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. Entra eleição, o PT vem a Minas Gerais conversar, prometer e, passado o período de corrida atrás de votos, nada é cumprido. E deve ser assim até 2014, quando Dilma voltará a pedir votos no embate com Aécio Neves.

Dois Papas convivem no Vaticano pela primeira vez na história

Papa Francisco recebeu Bento XVI pessoalmente no Vaticano


O papa Francisco recebeu pessoalmente nesta quinta-feira o papa emérito Bento XVI no Vaticano, em um retorno que marca o início de uma convivência sem precedentes entre dois pontífices.

Esta é a primeira vez na história que dois Papas convivem dentro dos muros do Vaticano, os dois vestidos de branco e sob o título de "Sua Santidade".

"O papa Francisco o recebeu com grande fraternidade e cordialidade. Depois se dirigiram à capela do mosteiro para uma breve oração", disse em um comunicado a Santa Sé.

O Papa Emérito viverá no convento "Mater Ecclesiae", reformado para a ocasião e localizado nos jardins do menor Estado do mundo, a poucos metros da Casa Santa Marta, onde Francisco reside.

O Papa Emérito, de 86 anos, chegou às 16h45 locais (11h45 de Brasília) de helicóptero ao Vaticano proveniente de Castel Gandolfo, onde residiu durante dois meses depois de tornar efetiva a sua renúncia no dia 28 de fevereiro.

Uma delegação oficial formada, entre outros, pelo decano do colégio cardinalício, Angelo Sodano, e pelo secretário de Estado, Tarcisio Bertone, que foi seu braço direito, o recebeu no heliporto, indicou o gabinete de imprensa do Vaticano, que esclareceu que não distribuirá imagens de sua chegada, suscitando dúvidas na imprensa sobre seu estado de saúde.

O porta-voz papal, padre Federico Lombardi, desmentiu novamente nesta quinta-feira que o Papa Emérito esteja muito doente, como haviam indicado meios de comunicação espanhóis, depois que Bento XVI apareceu muito cansado, usando uma bengala, durante o histórico encontro com Francisco, no dia 23 de março, em Castel Gandolfo.

Bento XVI passou os últimos meses na residência de verão papal, 25 km ao sul de Roma, onde permaneceu isolado do mundo, à exceção de algumas poucas fotografias tiradas enquanto passeava junto ao seu secretário e do encontro com o novo pontífice.

Bento XVI chegou de carro do heliporto ao mosteiro onde era esperado pelo papa Francisco.

Desde a sua eleição, no dia 13 de março, Francisco manifestou em várias oportunidades a amizade que tem com seu antecessor, com quem conversou por telefone e celebrou uma missa em homenagem ao seu recente aniversário.

Bento XVI viverá em sua nova residência com um pequeno grupo de assistentes, entre eles seu secretário particular, o bispo alemão Georg Gänswein.

Será, de qualquer forma, uma relação complexa, segundo diversos observadores, já que o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi o grande rival há oito anos do alemão Joseph Ratzinger no conclave que o escolheu após a morte de João Paulo II.

A partir de seu mosteiro, ainda dedicado à oração e ao estudo, o Papa Emérito, que reinou durante uma fase muito difícil devido aos escândalos que atingiram seu pontificado, é um observador privilegiado e singular de tudo o que ocorrer durante o papado do primeiro Sumo Pontífice latino-americano e jesuíta da história.

Esta convivência gera interpretações pelos possíveis conselhos e recomendações de Bento XVI sobre temas que conhece bem, como a reforma da cúria e os escândalos do Vatileaks.

Além disso, o homem de confiança durante os oito anos de pontificado de Bento XVI, o secretário Gänswein, prefeito da Casa Pontifícia, é a pessoa que dirige o escritório que organiza a agenda papal, fixa as audiências solenes e privadas, prepara as cerimônias pontifícias - exceto a parte estritamente litúrgica - e coordena os preparativos para suas viagens.

Embora quase todos os especialistas afirmem que seu papel como vínculo entre os dois pontífices será provisório, é a primeira vez na história recente da Igreja que o secretário papal deverá servir ao mesmo tempo a dois Papas.

O fato de Gänswein ter mantido o cargo e continuar sendo secretário particular de Bento XVI pode criar confusão sobre seu papel e influência entre os dois pontífices.

Nestes dois meses, no entanto, o Papa Emérito manteve uma vida muito discreta, e evitou se envolver nos assuntos internos do Vaticano.

É possível que os dois Papas se encontrem durante seus passeios pelos jardins do Vaticano e, inclusive, rezem juntos, como ocorreu no dia 23 de março, quando Francisco viajou a Castel Gandolfo para almoçar com Bento XVI.

O Papa Emérito, de qualquer forma, não levará uma vida reclusa e poderá ser consultado por seu sucessor e receber pessoas e amigos, disse o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

Aécio Neves discursa em evento da Força Sindical e pede um governo para os trabalhadores


Para uma plateia de trabalhadores, o senador tucano Aécio Neves (MG) fez discurso pedindo um governo que não converse só com o empresariado. "É preciso que tenhamos um governo que não tenha apenas pauta permanente com o empresariado, mas também com os trabalhadores", disse o tucano, com um tom crítico em relação ao governo petista da presidente Dilma Rousseff.

Em cima do palco na festa de comemoração de 1º de Maio, na praça Campo de Bagatelle, zona norte da cidade, Aécio afirmou que o País "não pode se contentar com pouco". "O Brasil vem avançando e vem crescendo não por obra de um governo ou partido político, mas por seus trabalhadores", disse o senador, ao começar o discurso.

Durante todo o início do ato político, quando os principais representantes das centrais sindicais saudavam o público, Aécio ficou em primeiro plano, no centro do palco. Os petistas Fernando Haddad, prefeito da capital, e Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, ficaram atrás da primeira linha de oradores e não apareciam para o público.

O senador afirmou que todas as conquistas dos últimos anos só foram possíveis porque "tempo atrás um grupo de homens públicos debelou a inflação", referindo-se ao lançamento do Plano Real, criado no governo Itamar Franco, em 1994, e que abriu caminho para a primeira eleição do tucano Fernando Henrique Cardoso. O tema da inflação foi levado à plateia não só por Aécio, mas pelos dirigentes de centrais sindicais.

Cotado para ser o candidato do PSDB para enfrentar Dilma em 2014 nas eleições presidenciais, Aécio vem criticando a política econômica petista e costuma ressaltar que os méritos do governo do PT são heranças da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O senador mineiro defendeu a liberdade e a democracia e disse que estará vigilante sempre que quiserem "atacá-las". Nesse momento, mencionou a tentativa de cercear o poder do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Congresso, o poder de investigação do Ministério Público e a criação de partidos. "Vamos, sem radicalismo, sem dividir um país em dois, construir um País mais justo", afirmou.

Esquerda ou Direita?? Qual o melhor caminho?

  Dizem que tudo ou quase tudo tem dois lados, e na vida política de uma nação não seria diferente, sendo que cada país, cada continente t...