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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Chaves completa 40 anos e ganha homenagem do SBT


Quando Ronaldo foi à TV para anunciar a sua aposentadoria no futebol, no dia 14 de fevereiro deste ano, uma das principais emissoras do país deixou o jogador de lado e continuou com sua programação normal. Enquanto Globo, Record, Band e Rede TV! apostavam na conversa com o jogador, o SBT/Alterosa apostou certo em outro fenômeno: Chaves (foto), seriado que ainda faz sucesso mesmo após 27 anos de episódios repetidos no ar, no Brasil. A atração garantiu à emissora o segundo lugar no Ibope, e só ficou atrás da Globo.

Criado pelo ator e comediante mexicano Roberto Gómez Bolaños, o seriado está no ar no SBT/Alterosa desde 1984 e, no último dia 20, completou 40 anos de sua primeira exibição no México. Neste sábado, ele será homenageado às 20h15, no "Festival SBT 30 Anos”, que comemora o aniversário da emissora. O diretor do especial, Ariel Jacobowitz, adianta que haverá curiosidades, cenas de bastidores, erros de gravação e entrevistas de atores produzidas para programas da casa, como o bate-papo com Edgar Vivar, o seu Barriga, no SBT repórter. Também será revelado o que houve com episódios que nunca foram foram ao ar ou que sumiram da programação.

DOIS HORÁRIOS

Exibido durante a semana em dois horários, às 13h15 e às 18h, Chaves costuma dar ao SBT/Alterosa a vice-liderança na audiência do começo da tarde. Até o dia 25, teve média de 7,4 pontos no Ibope, enquanto a Record ficou com 5,9 (cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande SP). “Chaves é o nosso curinga”, afirma a diretora artística e de programação do SBT, Daniela Beyruti. "Se ele ainda mantém índices interessantes de audiência, não há por que tirá-lo do ar."

Quem vê o sucesso do programa hoje não imagina que, em 1984, quando ele começou a ser exibido no Brasil, os próprios funcionários do SBT duvidaram da qualidade da atração. "Na época, vários diretores diziam que o produto era ruim”, relembra Daniela. "Coube a Silvio Santos a responsabilidade de testá-lo.” "Sem querer, querendo”, deu certo.

Vozes conhecidas
Dona da voz brasileira da Chiquinha, do seriado, a dubladora Cecília Lemes, de 51 anos, diz que não passa um dia sequer sem ser abordada por fãs da personagem. "Perguntam se dublei a Chiquinha. Costumo brincar dizendo ‘pois é, pois é, pois é’", conta Cecília, falando da mesma maneira que a amiga do Chaves. "As pessoas adoram, dizem que fiz parte da infância delas”, diz.

Nelson Machado, de 57, que dublou o Quico, conta que também é reconhecido pelos outros personagens de Carlos Villagrán (na foto acima) , intérprete do garoto no seriado mexicano. "O Quico tem um tipo de voz, mas o ator (Carlos Villagrán) fez outros papéis, que dublei com a voz normal", diz Machado

terça-feira, 28 de junho de 2011

Em estado grave, Itamar Franco completa 81 anos nesta terça-feira


O senador e ex-presidente da República Itamar Franco (PPS-MG), que completa 81 anos nesta terça-feira (28), permanece em estado grave e internado na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Itamar apresenta quadro de pneumonia grave e está fazendo tratamento de leucemia.

De acordo com a equipe médica que acompanha o senador, ele reagiu bem à primeira fase de quimioterapia a qual foi submetido.

Itamar encontra-se afastado das atividades do Senado.

Segundo a assessoria do senador, a licença médica, esgotada no dia 22 de junho, foi renovada por mais 30 dias.

domingo, 26 de junho de 2011

LUTO: Aos 65 anos, morre ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza


Morreu na noite desse sábado (25) o ex-ministro da Educação, Paulo Renato Souza. Ao 65 anos, o político faleceu após sofrer um infarto fulminante na cidade de São Roque, interior de São Paulo, onde passava o feriado de Corpus Christi em um hotel da cidade.

De acordo com informações da assessoria do governo do Estado de São Paulo, o ex-ministro chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu.

O corpo de Paulo Renato Souza deve ser velado neste domingo (26) na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Por meio do Twitter, o ex-governador de São Paulo, José Serra, e outros colegas do ex-ministro lamentaram a morte do político:

"Foi-se Paulo Renato, meu querido amigo, um dos maiores homens públicos do Brasil. Foi um grande secretário e um grande ministro da Educação", escreveu Serra.

"Grande perda para o Brasil e para os amigos o falecimento do Paulo Renato de Souza" , escreveu o secretário estadual da Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo.

"Estou chocado com a perda do amigo Paulo Renato Souza, o melhor chefe que tive em toda minha vida! Ministro da Educação de FHC", escreveu o coordenador de Comunicação da Secretaria de Transportes Metropolitanos, Raul Christiano.

A vida de Paulo Renato Souza

Paulo Renato Souza nasceu em Porto Alegre e era formado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Durante vida, foi um dos fundadores do PSDB, Ministro da Educação no governo Fernando Henrique Cardoso (entre 1995 e 2002) e Secretário de Educação do Estado de São Paulo no governo José Serra (entre 2009 e 2010) e no governo Franco Montoro (entre 1984 e 1986). Além disso, na década de 80, o ex-ministro foi Reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Já na década de 70, Paulo Renato Souza foi especialista das Nações Unidas em questões de empregos e salários, além de vice-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, em Washington.

No tempo em que estava à frente do ministério da Educação, suas maiores realizações como político foram o ENEM e o SAEB.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Cores dão cara nova ao IAPI


Moradores do conjunto habitacional, na Região Noroeste de BH, têm a autoestima elevada com revitalização dos prédios e acreditam que antigo preconceito chegou ao fim

Símbolo da arquitetura moderna de Belo Horizonte e da ousadia estética da década de 1940, o conjunto habitacional IAPI, no Bairro São Cristóvão, na Região Noroeste, começa a deixar para trás os últimos 30 anos de abandono. A revitalização dos nove prédios que integram o complexo, com a pintura das paredes externas, está adiantada e já contribui para melhorar a autoestima dos moradores. “Tudo aqui está mais alegre”, diz Francisco Braga, de 78 anos, morador desde 1980. Quem passa pela Avenida Antônio Carlos ainda não percebe as mudanças, mas basta entrar no conjunto para senti-las. Dos nove prédios que compõem o IAPI, dois já estão com as fachadas pintadas e os moradores, entusiasmados, também investem em obras, recuperando os apartamentos internamente e trocando as antigas janelas por esquadrias de alumínio. “Todos procuram melhorar ainda mais o astral”, diverte-se Francisco, animado com o que chama de “IAPI de cara nova”. A iniciativa de pintar o conjunto, que está contribuindo para revigorar o ânimo da comunidade, é resultado de parceria entre a prefeitura, o Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção (Sindimaco), a fabricante de tintas AkzoNobel e seis empresas do setor de construção civil. Projetos semelhantes são desenvolvidos em outras capitais. Com custo estimado em R$ 700 mil, é a primeira ação do programa Adote um Bem Cultural, da prefeitura, que busca apoio da iniciativa privada para restaurar o patrimônio da cidade. Quando o projeto foi lançado, em abril, a primeira ideia era pintar o conjunto de azul, um tom inspirado na paleta de cores do artista plástico Cândido Portinari, que tem grande identificação com Belo Horizonte por suas obras na Igreja de São Francisco de Assis, na Pampulha. “Era uma proposta que não foi aprovada pelo Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio nem pelos moradores. Então, com o tema, riquezas de Minas, escolhemos tons que representam o ouro, minério e ferro”, explica Júlio Gomes, sócio da Casa & Tinta, parceira da proposta.

Memória Os novos ares do conjunto reavivam na memória de Ada Rabelo, de 86 anos, o começo de sua vida no IAPI. Uma das moradoras mais antigas, ela conta que, aos 22, quando se casou, mudou-se para lá. “Na época, os edifícios estavam sendo erguidos aos poucos. Havia um único morador em meu prédio. Lembro-me que vi todas as paredes serem pintadas”, conta, acrescentando que, pela segunda vez, vê o conjunto ganhar cores. “Aqui sempre foi alvo de preconceito. As pessoas acham que é local de drogas, mas não é. Há tranquilidade e respeito em nossos lares e, por isso, ao ver as paredes pintadas, aposto que os antigos preconceitos vão desaparecer.”A festa junina dos moradores, no mês que vem, promete ser a mais animada dos últimos anos. É o que espera Kátia Santos. “Nossa quadrilha, com certeza, será maravilhosa com este novo visual”. A expectativa dos moradores é de que a restauração seja concluída até o fim do ano, mas Júlio Gomes afirma que, em princípio, está mantido o prazo de 12 meses. “Estamos começando a pintar edifícios com menos problemas”, informa, acrescentando que, além da pintura na fachadas, é feita uma mistura de tintas. “É um produto especial. Vamos pintar também a área de lazer. O projeto é custeado pela iniciativa privada e pela comunidade, que fez um rateio”, conta Júlio. Segundo ele, projeto semelhante foi executado nos arcos da Lapa, no Rio de Janeiro. “Mas o do IAPI é maior. O conjunto foi escolhido por se tratar de um marco da capital mineira.”

História

Um dos símbolos da industrialização da capital, o IAPI foi construído pela prefeitura em parceria com o Instituto dos Industriários. As obras foram iniciadas em 1944 e os prédios, inaugurados em 1947 pelo então prefeito Juscelino Kubitscheck, logo depois do conjunto arquitetônico da Pampulha. Foi consequência da principal obra do governo JK na capital. Na época, a prefeitura iniciou a construção da Avenida Pampulha, hoje Antônio Carlos. Além da abertura da via, JK vislumbrou a construção do conjunto, incorporando a verticalização de prédios à cidade para reduzir problemas habitacionais. Foi o primeiro empreendimento a usar blocos verticais na capital e trazia como novidade as pontes flutuantes, permitindo a circulação entre os edifícios. O projeto é do arquiteto White Lírio Martins. Em 2007, o conjunto foi tombado pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de BH.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Pipoca faz bem ao intestino e traz benefícios aos diabéticos

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Muitas pessoas abominam a pipoca do cardápio por acreditarem que ela é um veneno repleto de sal, gordura e uma imensidão de calorias. Mas especialistas apontam que a pipoca é um alimento que pode ser muito útil à saúde, se preparado com certos cuidados e ingerido em condições favoráveis. Nutricionistas explicam que os nutrientes do milho são preservados mesmo quando o grão estoura em altas temperaturas. Entre outros benefícios observados, a pipoca promove melhor funcionamento intestinal, já que uma única porção tem cinco vezes mais fibras, se comparada com a mesma quantidade, em gramas, de alface, por exemplo. Mas o efeito digestivo só acontece se o consumo for acompanhado de algum líquido, de preferência água ou suco, evitando os refrigerantes.

Como num passe de mágica, o grão duríssimo se transforma em um floco branco e macio. Nesse novo e irresistível formato, uma substância chama a atenção dos experts em saúde: o amido resistente. Esse carboidrato passa praticamente intacto pelo aparelho digestivo e assim não provoca altas repentinas nos níveis de glicose. Quem ganha com isso? Quem está no grupo de risco do diabete tipo 2, como sugerem os especialistas.Além disso, de acordo com essa pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Scranton, nos Estados Unidos, os salgados feitos à base de grãos (como a pipoca) e alguns cereais matinais contêm uma grande quantidade de substâncias antioxidantes chamadas polifenóis. Essas substâncias são encontradas nas frutas e legumes e reduzem o risco de doença cardíaca, câncer e outras doenças. Também há indicações na comunidade científica de que essas substâncias antioxidantes presentes na pipoca favorecem a prevenção ao câncer.

Como fazer uma pipoca saudável?

Pra fazer uma pipoca mais saudável em sua casa, não precisa esparramar o óleo na panela. É só colocar quatro ou cinco gotas para estourar os milhos. Vale aquecer o óleo primeiro na panela e depois colocar o milho. Ele estoura mais rápido.É bom lembrar que a margarina e a manteiga não são indicadas porque saturam mais rápido que o óleo. Quanto mais saturada, pior para nossa saúde devido à gordura trans. Se for consumir a de micro-ondas, prefira as sem sabores, que têm menos sódio.Agora você não vai pensar duas vezes antes de comer pipocas no cinema com medo de engordar. Afinal, elas ajudam ao seu coração. De todos os salgados analisados, as pipocas são os que contêm mais benefícios. Claro se consumir com moderação.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Casal de Vespasiano comemora 80 anos de casamento




Oitenta anos de casamento com amor, companheirismo, amizade e respeito. São oito décadas também de convivência diária, dormindo e acordando juntos para formar uma família com 11 filhos, 32 netos, 28 bisnetos e uma trineta. Este mês, o casal José Lopes do Couto, de 101 anos, e Maria Cândida de Jesus, de 96, comemora bodas de carvalho – árvore símbolo da força e que resiste bravamente aos ventos e às intempéries das montanhas. A data foi celebrada dia 11, véspera do Dia dos Namorados, quando os dois reuniram toda a prole no sítio em que vivem, em Vespasiano, na Grande BH, para renovar os votos de afeto e felicidade feitos em junho de 1931.

Mas a paixão que une o casal é ainda mais antiga que os 80 anos de casamento. A história de amor à primeira vista começou em 1928, quando os dois se encontraram à beira de um lago, numa fazenda em Dores do Indaiá, na Região Centro-Oeste de Minas. Na época com 13 anos, Candinha, como Maria Cândida é carinhosamente chamada, lavava roupas com amigas e irmãs quando foi vista pelo boiadeiro José do Couto, então com 18 anos, que cavalgava no local. “Ela usava um lindo vestido amarelo, com a cintura bem marcada, e não me esqueço do cabelo preto, que descia escorrido pelas costas. Naquela hora pensei: essa menina vai ser minha”, relembra ele, com brilhos nos olhos e um sorriso fácil estampado no rosto.No dia seguinte ao encontro, José do Couto criou coragem, arreou novamente o cavalo e voltou à fazenda para pedir a moça em namoro. Depois de muita conversa, os pais de Candinha aceitaram o genro, mas ela conta que não deram moleza. “Minha família quis conhecer a dele pessoalmente antes de assumirmos o compromisso. A gente namorava, mas não podia nem pegar na mão um do outro. Só podíamos nos olhar, porque se ele me tocasse levava um tiro do meu pai.” Tanta rigidez não impediu que o amor e a cumplicidade conquistassem espaço no coração dos dois jovens.Em 10 de junho de 1931, eles se casaram na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, em Dores do Indaiá, e uma comitiva com mais de 100 cavaleiros acompanhou os noivos da igreja à fazenda dos pais de Candinha, onde a festança animou a noite. “Ela estava bonita de fazer chorar. O cabelo preso num coque e um vestido de luxo. Meu terno foi feito por um alfaiate de Bom Despacho e enviado para Dores de trem. Como a encomenda chegou em cima da hora, não tive tempo nem de tomar banho antes do casamento. Vesti aquela roupa chique mesmo com o corpo todo suado e empoeirado da estrada de terra, porque não podia me atrasar para o casamento”, conta José do Couto.Dois anos mais tarde, eles adotaram a primeira filha, Conceição. E, em junho de 1939, depois de uma complicada gravidez, nasceu Elza. Os outros nove filhos vieram ao longo das décadas de 1940 e 1950 e as dificuldades financeiras obrigaram José do Couto a deixar a vida de boiadeiro e mudar de profissão. Como seleiro – fabricante de selas e arreios para cavalos –, ele se mudou com a família para Belo Horizonte, onde a mulher se fixou também como costureira e doceira. Dos duros tempos da fazenda em Dores do Indaiá até a vida mansa e pacata de hoje no sítio de Vespasiano são quase 30 mil dias de convivência e muitas histórias construídas juntos. As mãos enrugadas e os rostos marcados pelo passar impiedoso do tempo são testemunhas de uma vida difícil, mas muito feliz e orgulhosamente compartilhada com os 72 descendentes.

DATAS MARCANTES DO CASALJosé Lopes do Couto – Nasceu em 17 de maio de 1910, em Bom DespachoMaria Cândida de Jesus – Nasceu em 10 de junho de 1915, em LuzAmor à primeira vista em 1928, quando ele tinha 18 anos e ela 13.Casamento – 10 de junho de 1931Adoção da filha Conceição – 1933Nascimento da primeira filha, Elza –25 de junho de 1939Primeira neta, Márcia Patrícia –30 de maio de 1960Primeira bisneta, Flávia Cândida –10 de junho de 1981Primeira trineta, Maria Clara –24 de dezembro de 2007

FATOS MARCANTES NO BRASIL EM 1931

A estátua do Cristo Redentor é inaugurada no Corcovado, no Rio de JaneiroJorge Amado lança seu primeiro romance,O país do carnavalGetúlio Vargas, que havia chegado à Presidência no ano anterior, derruba a Constituição brasileira

União sustentada pela paciência

Qual o segredo para tantos anos de convivência e felicidades juntos? A resposta de Maria Cândida se resume numa única frase: “Amor e muita paciência.” Já José do Couto, bem mais falante que a mulher, garante que “a união do casal se sustenta com o amor espiritual, porque o carnal não segura ninguém”. Os filhos do casal aplaudem o sentimentalismo dos pais, mas lembram que a história de amor deles sempre foi muito bem apimentada também pelos prazeres físicos.“Eles tiveram uma vida sexual muito ativa. Sempre contam que faziam amor todos os dias e, até hoje, quando os surpreendemos à noite no quarto, já debaixo dos cobertores, eles estão sempre abraçados, de mãos dadas e fazendo carinhos. Eles vivem apaixonados até hoje. Acho que são eternos namorados que ainda sentem ciúmes, discutem a relação e estão sempre cuidando um do outro”, conta, emocionada, a filha Maria de Lourdes Couto Rocha, de 69 anos, que prepara agora um livro sobre as bodas de carvalho dos pais.Nas páginas cuidadosamente escritas por Lourdes não há de faltar espaço para o que os filhos entendem como o verdadeiro “alicerce” do casal: o respeito. Segundo os filhos, José do Couto e Candinha têm personalidades e estilos de vida muito diferentes – quase antagônicos –, mas nunca se impuseram ou tentaram mudar o outro. “Meu pai é um aventureiro, que gosta de curtir a vida com uma boa pinga e um carteado. Já minha mãe sempre foi pé no chão e responsável. Apesar das diferenças, eles se respeitam e se completam”, afirma a filha Lêda Maria Couto Silva, de 65.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Museu das Minas e do Metal Comemora Primeiro Ano de Abertura ao Público

O Museu das Minas e do Metal, que integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, comemora, na próxima quarta-feira (22), o primeiro ano de abertura ao público. Mas a festa começa neste domingo (19), a partir das 12 horas. Para a ocasião, haverá uma programação especial com extensão do horário de funcionamento, normalmente das 12 às 18 horas (de terça a domingo), para até às 21 horas na quarta-feira (22), com entrada gratuita. Um grande bolo confeitado será colocado no hall para celebrar. Como já acontece tradicionalmente, às quintas-feiras a entrada é franca. 






Neste domingo (19), a partir das 12 horas, haverá uma apresentação circense com 500 balões coloridos e metalizados lançados da sacada do segundo piso do prédio do Museu das Minas e do Metal por artistas malabarista, equilibrista e palhaços, com mensagens para as pessoas que estiverem na Praça da Liberdade. Dentro dos balões haverá ingressos gratuitos. A proposta é compartilhar a alegria e o sucesso do primeiro ano de funcionamento do museu. 


Durante a semana, os visitantes receberão um boton comemorativo. Na quarta-feira (22), às 14 horas, será divulgado o balanço de visitantes do Museu no primeiro ano de funcionamento.

terça-feira, 14 de junho de 2011

PSDB busca apoio do PV e PPS para disputa na capital

Almoço reúne pré-candidatos a prefeito que são aliados de Aécio

O PSDB começou, ontem, uma ampla articulação para arregimentar apoio ao projeto tucano de 2012 e 2014. A estratégia passa, necessariamente, pelas eleições municipais do ano que vem, principalmente na capital mineira. Enquanto o prefeito Marcio Lacerda (PSB) não sinaliza se pretende fechar aliança com PT ou PSDB, o presidente do diretório tucano em Minas, deputado federal Marcus Pestana, decidiu não esperar. Ontem, ele se reuniu com os pré-candidatos à prefeitura da capital João Leite (PSDB), Délio Malheiros (PV), Luzia Ferreira (PPS) e João Vitor Xavier (PRP). "Esse é um encontro embrionário, com quatro grandes políticos da capital, para discutir o futuro de Belo Horizonte", resumiu Pestana.

Nos bastidores, o nome que mais preocupa os tucanos é o do deputado estadual do PV. Com votação expressiva e apelo popular, Délio Malheiros tem insistido na candidatura própria do partido, tendo seu nome como cabeça de chapa. O deputado aposta nos votos da ex-candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva, que foi vitoriosa em Belo Horizonte em 2010. "Por isso mesmo ele pode ser um nome surpresa, que pode dar muito trabalho", disse um tucano.

Durante o encontro com Pestana, Délio voltou a afirmar a intenção de ser candidato à prefeitura da capital, mas não descartou compor com o PSDB, inclusive somando apoio à candidatura de Aécio Neves à Presidência em 2014. "A Marina e o Aécio são grandes nomes e nós gostaríamos de ver um dos dois na Presidência".

Apesar de o PSDB se considerar aliado natural do prefeito Marcio Lacerda, o PSB não foi convidado para o almoço. "Estamos em conversa permanente com o prefeito", explicou Pestana. O deputado federal tucano não descartou qualquer tipo de aliança, mas aproveitou para criticar o PT, que também está na base de apoio a Lacerda. "Quem tem o desafio de ter candidato próprio é o PT. Quem está com problema de decadência e afirmação da identidade é o PT", alfinetou.

Mais cedo, durante um encontro com lideranças da base do governador Antonio Anastasia, o presidente municipal do PSDB, João Leite, disse que o PT e o PMDB são adversários. "Eu pergunto o que o governo do PT e do PMDB fizeram para Belo Horizonte? Em nome do povo da capital, estamos nos colocando em oposição ao PT e ao PMDB".


quinta-feira, 9 de junho de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Quebrando o tabu enfrenta com coragem a questão das drogas


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Quebrando o tabu
, filme de Fernando Grostein Andrade, cumpre o que o título promete e avança sobre assunto sobre o qual existe problemático silêncio: os argumentos que defendem a descriminalização do uso de drogas. E o faz basicamente com personalidades da política (os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, e Jimmy Carter e Bill Clinton, dos Estados Unidos) e autoridades ligadas ao tema da saúde pública (como Dráuzio Varella e coordenadores de programas na área de vários países). Traz ainda personalidades das artes, como o escritor Paulo Coelho. Oferece informação sobre o tema, desde linha do tempo mostrando que as drogas acompanham a humanidade até alguns perfis de usuários.

A guerra às drogas – política criada há 40 anos pelo presidente americano Richard Nixon e mantida até hoje em vários países – fracassou, de acordo com os entrevistados no filme. É política que – como ocorreu com a Lei Seca, dos anos 1920, que queria banir a comercialização de bebidas alcoólicas nos EUA – criou mercado ilegal, que levou ao aumento do uso de drogas, mortes, violência, criminalidade e corrupção das instituições. Os depoimentos ouvidos no filme propõem alternativas no enfrentamento da questão das drogas, como ações preventivas e penalização em vez da atual criminalização. Restrições à maconha, como são feitas ao álcool e ao tabaco, por exemplo. Ações visando redução de danos e incentivo ao tratamento, sobretudo no que se refere a drogas como a cocaína, a heroína e as anfetaminas.

As primeiras sessões do filme atraíram poucos espectadores em Belo Horizonte, ainda que todos eles interessados no tema do documentário. Curiosamente, vários eram advogados. Como Luciana Araújo, de 34 anos: “O filme apresenta pontos de vista interessantes, cuja tendência é a descriminalização, mas buscando reflexão. O que é importantíssimo, já que está em discussão problema que está dentro da casa de todos”. Para ela, o uso de drogas não é uma questão isolada: “Precisamos de uma política pública para o assunto”, afirma. Para a advogada, Quebrando o tabu devia ser exibido para adolescentes, já que há no filme material que pode ser trabalhado didaticamente com os mais jovens.

Kênio Nascimento, de 35 anos, também advogado, gostou do filme por mostrar que o usuário não deve ser tratado como criminoso. “Quem acaba preso, algumas vezes, são amigos nossos, que não são bandidos”, observa. Considera que trata-se de discussão que vai enfrentar resistências, já que há ideias muitos enraizadas que defendem que a descriminalização vai ser prêmio para o tráfico. Sentiu falta de informações sobre quem controlaria a venda de drogas com a descriminalização. “É preciso pensar com coragem no que o filme está dizendo e mostrando”, diz

Outros países

O casal de advogados Leonardo e Fernanda Duarte, de 43 e 34 anos respectivamente, assistiu ao filme na sessão das 17h de sexta-feira. Para Leonardo, Fernando Henrique Cardoso, Paulo Coelho e os outros nomes reunidos no documentário merecem elogios por trazer à sociedade discussão importante. “E oferecem informação sobre aspectos que as pessoas têm pouco conhecimento”, acrescenta, observando que é utopia falar em erradicação total das drogas. “E se acabassem com todas, o ser humano inventava outra”, provoca. Todos os advogados ouvidos consideram que é hora de discutir a descriminalização. Elogiam ainda o fato de mostrar como diferentes países vêm enfrentando a questão das drogas.

“É filme bonitinho, mas inocente e um pouco superficial”, afirma a jornalista Gabriela Godói, de 28 anos. “É válido por dizer verdades que deviam ser óbvias, mas não são, e por fazer com que a descriminalização deixe de ser tabu”, acrescenta. Ela observa que a questão é mais profunda do que mostrada o filme. “É debate importante, mas que chega atrasado diante do que pode ser encontrado na internet sobre pessoas que estão pensando o assunto com mais profundidade”, garante o aposentado Márcio Ferreira, 62 anos.

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