sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Revista Veja: Aécio aponta 13 fracassos do governo petista. Dá para discordar?



Amigas e amigos do blog, com seu discurso de ontem em que criticou severamente o governo e o petismo, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) parece ter iniciado uma fase de atuação mais enérgica como oposicionista, deixando de lado sua preferência pelo trabalho de bastidores e pondo a cabeça para fora, tal como manda o figurino de um provável candidato à Presidência em 2014.

Publico abaixo, reproduzindo um resumo do jornal O Globo, os 13 pontos em que Aécio acha que o governo petista naufragou. Concordo com todos, e oportunamente acrescentarei outras razões de crítica ao lulopetismo, no poder há 10 anos.

Publicado no jornal O Globo

AÉCIO APONTA ’13 FRACASSOS’ DO GOVERNO PETISTA

1 . CRESCIMENTO ECONÔMICO

“Tivemos um biênio perdido, com o PIB per capita avançando minúsculo 1%. Superamos em crescimento na região apenas o Paraguai.”

2. PAC DO MARKETING

 ”O problema da infraestrutura permanece intocado. As condições de rodovias, portos e aeroportos nos empurram para as piores colocações dos rankings de competitividade.”

3. INDÚSTRIA SUCATEADA

“O setor industrial (…) praticamente não tem gerado empregos. Agora começa a desempregar.”

4. INFLAÇÃO

“O PT nunca valorizou a estabilidade da moeda. Na oposição, combateu o Plano Real. O resultado hoje é inflação alta, com baixíssimo crescimento.”

5. PERDA DA CREDIBILIDADE

“A má gestão econômica obrigou o PT a manobras contábeis que estão jogando por terra a credibilidade fiscal duramente conquistada.”

6. ESTATAIS

“A Petrobras teve perda no seu valor de mercado. Como o PT conseguiu destruir as finanças da maior empresa brasileira em tão pouco tempo e de forma tão nefasta? ”

7. O ETERNO PAÍS DO FUTURO

“(O PT) Anunciou em 2006, com as mãos sujas de óleo, que éramos autossuficientes na produção de petróleo e combustíveis. Pouco tempo depois, não apenas somos importadores de derivados como compramos etanol dos Estados Unidos.”

8. AUSÊNCIA DE PLANEJAMENTO

“No ano passado, especialistas apontavam que o governo Dilma foi salvo do racionamento de energia pelo péssimo desempenho da economia, mas o risco permanece.”

9. DESMANTELAMENTO DA FEDERAÇÃO

“O governo adota uma prática perversa que visa fragilizar estados e municípios.”

10. FLAGELO DAS DROGAS

“Um dos efeitos mais nefastos dessa omissão (na segurança) é a expansão do consumo de crack.”

11. SAÚDE / EDUCAÇÃO 

“As grandes conquistas na Saúde continuam sendo as do governo do PSDB: Saúde da Família, genéricos, combate à Aids. O governo herdou a universalização do ensino fundamental, mas foi incapaz de elevar o nível da qualidade em sala de aula.”

12. INTOLERÂNCIA

“Setores do PT tratam adversário como inimigo a ser abatido. Tentam, e já tentaram cercear a liberdade de imprensa.”

13. DEFESA DOS MALFEITOS

 ”Não falta quem chegue a defender em praça pública a prática de ilegalidades sob a ótica de que os fins justificam os meios”

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Aécio Neves 2014: imoralidade é regra no PT


Aécio Neves 2014: senador mineiro acredita que costume pela imoralidade pública para manter projeto de poder do PT pode prejudicar Dilma

Além das críticas aos fracassos do PT nos 10 anos em que está no poder central, Aécio Neves foi enfático em relação a 2014 em seu pronunciamento noSenado Federal. E ele tocou forte na ferida dos petistas: a fome insaciável por poder, custe o que custar. E isso tende a ser o mote do debate político nos próximos meses.

Não é de hoje que Aécio se posiciona por uma reforma política no Brasil. E a reeleição sempre passou por esta discussão, assim como o financiamento das campanhas e a representação partidária nas esferas legislativas. Porém, nestes últimos 10 anos em que o PT governa o país, o debate sobre a reforma política foi mais um que morreu por inanição.
E ontem, ao se pronunciar no plenário do Senado Federal, Aécio Neves falou de 2014 e do quanto vem sendo nefasto para o Brasil a postura eleitoreira do Governo Dilma Rousseff. É bem verdade que a presidente foi eleita e logo em seguida, respeitada pela oposição por passar a impressão de que imprimiria à administração federal um viés diferente do ex-presidente Lula. Ou seja, mais afeita ao trabalho do que à politicagem.

Ledo engano. Dilma assumiu como uma naturalidade de assustar a camisa do vale-tudo pelo poder. Vem ditando cada passo de sua administração com os olhos nos conchavos políticos, no apadrinhamento de partidos políticos em troca de cargos públicos e no uso indiscriminado da máquina pública para sustentar o marketing de poder do PT.

E foi isso essa imoralidade administrativa típica dos governos petistas que o senador mineiro apontou como uma das mais importantes causas do fracasso do Governo Dilma Rousseff: “a partir do momento em que a presidente da República, e confesso que me surpreendi com ela se dispor a cumprir àquele papel, fugindo ou despindo-se da liturgia do cargo, ocupa uma cadeia de rádio e televisão para fazer proselitismo eleitoral, para falar do Brasil do nós ou eles, lembrando inclusive os piores tempos do regime militar, dizendo que os que não apoiam o governo são contra o país, ela inaugurou o processo eleitoral. E obviamente vai ter que administrar hoje as pressões da sua base do governo, porque todos entenderam o recado. 

A presidente, não sei se por inexperiência ou por alguma precipitação, ou até mesmo por alguma inquietude interna, em face de outras manifestações dentro do próprio PT, que gostariam de talvez de ver o ex-presidente Lula como candidato, ela antecipou o processo. Mas isso tem custos. E ela já está pagando esse custo com a imensa pressão dos seus aliados por espaços no governo. Infelizmente, o que move hoje o governo é a lógica da reeleição”.

E mesmo sendo um  adversário político para 2014, o alerta veio a público da boca de Aécio Neves.

Líder da oposição: Aécio Neves desmascara soberba do PT


O líder da oposição, Aécio Neves, hoje é a voz nacional que se levanta para desmascarar a soberba e a ganância do PT por poder

O líder da oposição, Aécio Neves, hoje é a voz nacional que se levanta para desmascarar a ganância do PT por poder. Mesmo enfrentando tentativas internas de diminuí-lo por parte de pequenas facções de seu próprio partido – o PSDB –, o senador mineiro mostrou que liderará com méritos o projeto de governo que irá contrapor a ineficiência administrativa dos petistas. Esta foi a sensação deixada por seu discurso no Senado Federal, na tarde desta quarta-feira (20/02), quando fez um contraponto ao circo montado pelo PT para exaltar os 10 anos em que está no poder central.

O senador mineiro mostrou coerência, coragem e espírito democrático ao chamar para si a responsabilidade da crítica à sequência de governos do PT. E por outro lado, afastou definitivamente os rumores de que não teria capacidade para liderar a oposição no país.

Aécio Neves foi direto ao enumerar e justificar com fatos 13 fracassos da administração doPT nos últimos dez anos. Fez isso com classe, respeito e firmeza, como sempre se postou a partir do momento em que o seu partido, o PSDB, passou a figurar na oposição.

Como bom articular e estadista, questionou a soberba e a política agressiva com que o PT tem guiado seus passos desde a redemocratização do Brasil. Aécio Neves chamou a atenção dos petistas para que parassem de usar um discurso tacanho em que não reconhecem a participação da sociedade brasileira e dos demais partidos políticos nos processos de melhoria do país.

E por fim, o senador mineiro mandou um recado aos sabotadores de sua pré-candidaturae principalmente ao PT que, movido pelo medo de perder o tão sonhado poder perpétuo, vem governando o país pensando apenas na reeleição de Dilma Rousseff: “vamos falar de um país que qualifica a educação, um país que investe solidariamente em segurança pública, que fortalece os municípios e os estados. Não esse país virtual que o PT criou e quer que os brasileiros acreditem que ele existe”, disse, como legítimo líder da oposição, Aécio Neves.

Em discurso no Senado, Aécio enumera "13 fracassos do PT"



No dia em que o Partido dos Trabalhadores programa uma grande festa para celebrar seus 33 anos de existência e os dez anos à frente da Presidência da República, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez nesta quarta-feira (20) duras críticas ao partido, do qual é adversário político, afirmando que lhe faltam “autocrítica, humildade e reconhecimento, matérias-primas fundamentais do fazer diário da política”.

Em pronunciamento no Plenário do Senado, o senador acusou o PT de ter mudado de postura depois de ter conquistado o poder e apresentou uma lista com 13 (em alusão ao número da legenda) pontos que classificou como os maiores fracassos dos petistas à frente do governo federal.

O primeiro  deles foi o comprometimento do desenvolvimento econômico do país. Aécio criticou o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do último ano, ressaltando que, na América do Sul, o Brasil superou em crescimento apenas o Paraguai, quadro que considerou “inimaginável”.

O segundo, a paralisia do país. O senador disse que o problema de infraestrutura enfrentado pelo Brasil, em rodovias, portos e aeroportos, continua intocado, fazendo com o que o país não consiga ser competitivo no mercado internacional. Poucas obras teriam sido efetivamente realizadas e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) funcionaria apenas como propaganda de governo.

Como terceiro ponto, Aécio apontou o sucateamento da indústria nacional, que tradicionalmente pagava os melhores salários e fomentava a inovação e hoje não tem mais gerado empregos, de acordo com dados do IBGE. O país atualmente, lamentou, teria voltado no tempo e se tornado mero exportador de commodities.

O quarto fracasso do governo PT na lista de Aécio foi o aumento da inflação e a desaceleração do crescimento. Já como quinto ponto, o senador citou a má gestão econômica e a queda da credibilidade fiscal do país por conta de sua “contabilidade criativa” – manobras contábeis que estariam sendo adotadas pelo governo para fechar as contas públicas e que, em sua avaliação, poderiam colocar em risco a transparência das finanças públicas.

A destruição do patrimônio nacional foi o sexto fracasso apontado por Aécio, com o desmonte de estatais e a derrocada da Petrobras, que teve perda significativa em seu valor de mercado e hoje vale menos que a empresa de petróleo da Colômbia.

Já o mito da autossuficiência e a implosão do etanol apareceram como o sétimo ponto  da lista de críticas do senador tucano ao PT. Aécio lembrou que em 2006 o governo federal assegurou que o país era autossuficiente na produção de petróleo e biocombustíveis. Hoje, seis anos depois, é preciso importar não apenas derivados de petróleo, mas também etanol, comprado dos Estados Unidos.

Como oitavo tópico apareceu o eminente risco de apagão elétrico no país e a falta de planejamento nas gestões do governo. Aécio afirmou que o governo se salvou do racionamento de energia diante do péssimo desempenho da indústria nacional, mas o risco ainda persiste. E só não é maior graças ao parque termoelétrico herdado da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Em nono na lista, estava o desmantelamento da federação. Na avaliação do senador, o governo vem adotando prática perversa de fragilizar estados e municípios para lhes retirar autonomia e fazê-los dependentes da União. Além disso, tem assistido de forma omissa a discussão de novas partilhas de recursos para a federação, seja na distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) ou dos royalties do petróleo.

A insegurança pública e o flagelo das drogas foram apontados por Aécio como o décimo item  da lista. O senadorinformou que 87% dos recursos investidos em Segurança Pública no Brasil vêm dos cofres municipais e estaduais. A União contribui com apenas 13%. E essa participação tem sido cada vez menor – em 2012, somente 24% dos R$ 3 bilhões previstos no orçamento federal para Segurança Pública foram efetivamente aplicados.

Como 11º ponto, Aécio indicou o descaso na saúde e baixa qualidade da educação. O senador lamentou que, enquanto municípios precisam investir 15% de suas receitas em saúde, os estados 12%, o governo federal não aceitou contribuir com 10% de suas receitas, rejeitando projeto com tal proposta. Na educação, o senador citou uma promessa de campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010: a construção de 6 mil novas creches. Ao final do segundo ano de governo, a presidente só teria conseguido inaugurar sete.

O 12º fracasso exemplificado pelo senador foi o estímulo à intolerância – setores do PT incentivariam a intolerância como instrumento de ação política, tratando adversários como inimigos a serem batidos. Também tentariam cercear a atuação da imprensa. O último ponto da lista de Aécio foi a defesa dos maus feitos – casos de corrupção identificados no governo que estariam paralisando setores inteiros.

Mudança de postura

Em tom irônico, Aécio Neves ainda questionou qual o PT que hoje celebrava aniversário, citando posições antagônicas que teriam sido adotadas pelo partido antes e depois de assumir o poder pela primeira vez, em 2003: ter a ética como bandeira e defender réus do mensalão; criticar as privatizações feitas à época do governo PSDB e adotá-las em seu próprio governo; lutar pela liberdade mas defender ditaduras em outros países e o controle da imprensa.

O senador de Minas Gerais também acusou o Partido dos Trabalhadores de, em sua história política, ter sempre optado por seu próprio projeto em detrimento ao crescimento do país.

"Todas as vezes em que o PT teve de optar entre o Brasil e o PT, o PT ficou com PT. Foi assim quando negou a Tancredo seu apoio no colégio eleitoral para garantir o nosso reencontro com a democracia, foi assim quando renegou a constituição cidadã de Ulysses, quando se eximiu de qualquer contribuição à governabilidade do governo Itamar e quando se opôs ao Plano Real e à Lei de Responsabilidade Fiscal. Em todas essas vezes, o PT optou pelo projeto do PT", criticou.

Outra reclamação do senador foi quanto à falta de reconhecimento do PT com o legado do PSDB, nos oito anos que governo o país antes da eleição do ex-presidente Lula. Entre elas, listou, estão o Plano Real, a estabilidade da moeda, a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Os 13 fracassos de Dilma e do PT


Quem deixar carro em casa pode pagar menos IPVA


O vice-prefeito de Belo Horizonte, Délio Malheiros (PV), considera a possibilidade de dar desconto no valor do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para quem deixar o carro em casa e optar por transportes alternativos ou públicos. A declaração foi feita ontem, no lançamento do evento "Mobilidade Urbana - Construindo Cidades Inteligentes", realizado na Assembleia Legislativa de Minas (ALMG).

Na ocasião, Malheiros defendeu que é preciso repensar a cobrança do tributo. "É justo quem deixa o carro em casa pagar o mesmo valor de quem circula?", questionou o vice-prefeito. 

O objetivo do evento - que contou com o apoio de autoridades municipais, estaduais e federais ligadas ao assunto - é aprofundar a discussão sobre problemas de mobilidade que comprometem a vida do cidadão, como os constantes engarrafamentos e as frequentes queixas de usuários sobre a qualidade do transporte público na capital e na região metropolitana. "A nossa função é discutir com os atores e desenvolver leis que possam impactar na vida das pessoas", explicou o presidente da ALMG, deputado Diniz Pinheiro (PSDB). 

Na busca de soluções concretas, a ALMG vai promover reuniões a partir do próximo mês, para permitir o debate entre poder público e sociedade civil, seguindo as determinações da Lei Federal 12.587/2012, que instituiu as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Para o secretário de Estado de Transporte e Obras Públicas, Carlos Melles, o governo tem investido em melhorias para o setor, a começar pela ampliação do metrô, em Belo Horizonte, "solução para o transporte de massa". 

Especialista. Para o consultor em engenharia de transporte e trânsito Osias Baptista Neto, o foco na eficiência é o caminho para a boa mobilidade urbana. "Temos que aumentar o transporte público e restringir o privado. Não consigo resolver a questão da mobilidade sem atender ao conjunto", disse.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Senador Aécio Neves apontará 13 fracassos do PT e de Dilma


EUGÊNIA LOPES - Agência Estado


Pré-candidato à Presidência pelo PSDB, o senador mineiro Aécio Neves promete fazer, nesta quarta-feira, um discurso no Congresso apontando "13 fracassos" do PT no governo. A fala será recheada de críticas a Dilma Rousseff. Ele pretende classificar agestão petista de "omissa" nas áreas de segurança e saúde.

Aécio, que deverá assumir o comando do PSDB em maio, vai criticar ainda os atrasos e os aumentos de gastos em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como a transposição do Rio São Francisco. Dirá ainda que os petistas, no poder há dez anos, "fragilizaram" estatais como a Petrobras e a Eletrobras. "Vou apontar os risco que estamos vivendo na economia", disse o senador mineiro na terça-feira (19).

A ideia é tentar fazer também um contraponto dos governos petistas com o governo Fernando Henrique Cardoso, resgatando ações feitas pelo ex-presidente tucano entre 1995 e 2002. "O PT precisa ter a generosidade de reconhecer que o Brasil não foi descoberto em 2003", diz Aécio, ao argumentar que a estabilidade da moeda foi essencial para o sucesso da economia no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Antes de enumerar os "13 fracassos" do PT no governo federal, o pré-candidato fará um balanço de ações do partido, que ele chama de "equívocos", ao longo das últimas três décadas. Lembrará a falta de apoio no Colégio Eleitoral para eleger Tancredo Neves, seu avó, para a presidência da República, e também ao governo de Itamar Franco. Ele vai falar também da decisão do PT de entrar na Justiça contra o Plano Real. "Tudo o que eles fizeram teve um viés eleitoral", acusa.

No discurso, Aécio vai exaltar ainda as privatizações feitas ao longo do governo Fernando Henrique e que hoje, segundo ele, são "copiadas" pelos governos petistas. "As privatizações eram demonizadas e hoje são feitas em larga escala", afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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